Mostrando postagens com marcador LAHIRI MAHASAYA. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador LAHIRI MAHASAYA. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

BABAJI – O AVATAR DO NOVO MILÊNIO ?- Is Babaji- the New Mileniun's Avatar ?


Babaji

Você já ouviu falar em Babaji? Se não, conheça a história deste  iogue extraordinário. Se já conhece, conheça mais detalhes sobre sua vida e reflita conosco sobre os principais eventos  envolvendo este verdadeiro avatar do novo milênio.

Babaji não é um nome.         É um título como Cristo e Buda. Etimologicamente significa “pai” e Ji é um sufixo de respeito e reverência . Por exemplo, Krishnamurti era carinhosamente chamado de Krishnaji, por seus amigos indianos. Babaji, da mesma forma, é um título de carinho e reverência – mas é provável que ele  tenha usado vários nomes e formas, em diferentes épocas e regiões.
Babaji  foi o guru de Lahiri Mahasaya, mestre do mestre de Paramahansa Yogananda – autor do best seller “Autobiografia de um Iogue”. Ninguém o conhecia, a não ser, poucos devotos privilegiados. Coube a Yogananda divulgar ao mundo a existência desse avatar extraordinário, cuja idade, sabedoria e poder são incalculáveis.  Apesar de idade indefinida, se apresenta frequentemente como um jovem bonito, de longas cabeleiras cor de bronze. Outros autores  afirmam que ele já fora um ser humano mortal como nós, que nasceu 200 anos d.c. na Índia, tendo alcançado o estado de imortalidade plena após longos anos de prática ióguica. Mas é estranho, que nunca se tenha ouvido falar em Babaji antes de Yogananda. O fato é que após o “Autobiografia” apareceram vários relatos de supostas visões e aparições de Babaji.
A fama de Babaji e sua extraordinária presença causou tal “frisson” no mundo que houve até mesmo um Babaji “fabricado”.  Suas fotos e vídeos “fervilham” na Internet,  ao simples digitar de seu nome. Todavia, sabe-se que não é o mesmo Babaji de Yogananda. Esse rapaz já era conhecido na região de Haidakhan como Wilson Baba, filho de mãe indiana e  pai inglês. Devido a sua incrível aparência com as descrições do grande iogue imortal, não custou ser confundido com Babaji- coisa que ele pessoalmente nunca afirmou -mas também não negou. O fato é que este rapaz foi crescendo e, ao poucos, foi engordando,  distanciando-se, assim, da imagem do grande Babaji descrita por seus verdadeiros discípulos. Suas últimas aparições em vídeo,  mostram um homem abatido , aparentando tristeza em meio a reverências e rituais de adoração. Ele não parecia nem sereno, nem feliz. Morreu cedo, aos 28 anos, no ano de 1984- causa da morte não divulgada.
Mas sobre  o verdadeiro Babaji  sabemos muito pouco. Nunca teremos como saber se as pessoas que dizem tê-lo visto- realmente o viram. Além disso, há muitos “gurus” por aí se auto intitulando encarnação de Babaji. Obviamente há muita exploração comercial em torno deste nome. O verdadeiro Babaji, passou séculos, ou até milênios sem se mostrar ao mundo. Por que iria aparecer agora  na Internet, através de organizações religiosas pouco confiáveis? A imagem de um “avatar popstar’ não combina com o iogue recluso e humilde que Yogananda nos apresentou em seu livro.
Tudo que sabemos de Babaji não fora contado por ele próprio, mas nos chegou através de relatos dos próprios discípulos. Yogananda nos oferece testemunhos em terceira, segunda e primeira mão. Na sequência: aqueles contados por Lahiri Mahasaya e seus discípulos diretos. Depois, aqueles contados por seu mestre Sri Yuktéswar- que foi abençoado com um encontro com o mahavatar em uma Kumb Mela (Festival Religioso). E finalmente, por Yogananda que descreve seu memorável encontro com o guru imortal. O que passa disso é contestável, não podendo se afirmar se é verdadeiro ou falso. Assim sendo, está no âmbito das possibilidades e não da Verdade. Já o testemunho de Yogananda e seus mestres antecessores são dignos de nossa confiança e gratidão.
No âmbito das possibilidades, afirmam alguns autores que Babaji, iniciou importantes santos , sábios e iluminados famosos entre eles: "Shankaracharya, o grande reformador do Hinduismo do século 9º d.C., e Kabir, o santo do século 15 amado pelos Hindus e por muçulmanos. No século 19, Madame Blavatsky, a fundadora da sociedade de Teosofia, o identificou como “Matreiya”, o Buddha vivo, ou o “Professor do Mundo para a era vindoura"*.Tendo sido um dos mestres que iniciou Krishnamurti e provavelmente acompanhou-o  durante toda sua missão na Terra. Fato que não surpreende, pois o próprio Krishnamurti refere-se em seu diário sobre a presença constante do “outro”,  “uma presença”, “o abençoado” sentida não apenas por ele, mas por outras pessoas também. Se  tais afirmações forem verdadeiras, Babaji foi responsável pelos maiores acontecimentos no âmbito da espiritualidade, contribuindo decisivamente para a elevação da consciência espiritual da humanidade.




Capa do Album Sgt Peppers


Em destaque Sri. Yuktéswar, Babaji, Yogananda e Laíri Mahasaya


Huberto Rohden
 Saindo do âmbito das possibilidades, é fato que Babaji iniciou um movimento espiritual no mundo moderno sem precedentes. Sua vida, seu exemplo, sua história e o de seus quatro iogues discípulos ( Lahiri Mahasaya, Sri, Yuktéswar e Yogananda), promoveram um grande reavivamento espiritual no mundo todo. É difícil encontrar um buscador ou espiritualista que não conheça Yogananda ou Babaji. Aqui no Brasil, o grande espiritualista e escritor Huberto Rohden era discípulo indireto de Yogananda.  Até mesmo os Beatles prestaram homenagens a Babaji e seus discípulos diretos, estampando-os na capa do famoso álbum Sgt Peppers . O livro  Autobiografia foi lido por milhares, milhões de pessoas e quem o lê sente acender a chama da busca pela evolução espiritual. É difícil não querer emprestá-lo ou presenteá-lo a um amigo ou parente , foi assim que ele veio ao meu conhecimento e ao conhecimento de muitos.
Mas, é bom que se diga, Babaji não é propriedade de ninguém.  Assim como os cristão não são “donos” de Cristo, nem Buda é propriedade dos budistas. Assim também é sua mensagem.  Apesar de haver muita gente querendo tirar vantagem ou explorar os incautos usando o nome sagrado de Babaji, sabemos que ele mantém-se acima dessas mesquinharias e pobreza humanas. Algumas organizações e movimentos se arvoram em únicas autoridades sobre a legitimidade de  seus ensinamentos. Desta forma, criam um falso mistério, um hermetismo tolo e medieval.  Babaji, autorizou dar iniciações em Ioga, a todos que sinceramente se interessassem pela senda espiritual. No entanto, sabemos que estas iniciações, se tornaram  objetos valiosos no mercado espiritual- onde quem manda é quem tem mais. Mas, “não há nada de oculto que não venha ser revelado” já dizia o Cristo. Para que esse hermetismo estúpido? Os ensinamentos de todos os mestres nunca foram reservados a poucos escolhidos. Se não, estaríamos impedindo que todos tivessem acesso igual ao Reino dos Céus, Nirvana ou Moksha ( Libertação). Não há nenhum segredo. Todos os que pagaram para “conhecer” a “verdadeira ioga de Babaji” são unânimes : é a mesma mensagem do Bhagavad Gita, de Sankara, de Buda, de Cristo , de Krishnamurti e outros mais. Em essência é exatamente a mesma. Então para que tanto mistério? 
Não sejamos tolos.  Babaji está além de todas as organizações e movimentos religiosos, e acima todas essas “querelas” infantis . Quem realmente é BABAJI? O que ele disse e fez ? Não temos como saber. Penso que  ninguém está autorizado a se fazer porta-voz do Infinito- a não ser os grandes – os iluminados- que ele próprio escolheu cujos nomes são centenas de vezes citados aqui. Pode ser que Ele esteja juntamente com outros avatares, cuidando de questões cósmicas sobre o destino do Universo,  pode estar - humilde e anonimamente- servindo aos famintos e necessitados – como fez quando Sri. Yuktéswar o encontrou numa Kumb Mela na Índia. Pode estar socorrendo os aflitos- em suas orações e dores profundas . Pode estar influenciando e comandando acontecimentos de magnitude mundial ou cósmica. Pode estar inspirando escritores e buscadores no mundo todo. Pode estar em nossos corações, na natureza, num cachorro que chutamos por desprezo e arrogância. Como saberemos? Então o que nos resta fazer?
Resta-nos mergulhar na sabedoria . Quanto mais profunda for o nosso autoconhecimento, maiores serão nossas chances de entrar em sintonia não só com Babaji, mas com Cristo,  Buda etc. Lá, na região do imensurável, além de todas palavras, descrições , pensamentos e desejos é que poderemos ter um vislumbre dos avatares, seres que são a própria divindade encarnada.  Krishnamurti, pouco antes de morrer disse: 

 “Se vocês viverem os ensinamentos poderão tocar aquela energia imensa, vasta e infinita”. 

Sri Yuktéswar, por ocasião de sua ressurreição, disse que a meditação profunda é a porta para contatar os planos superiores- o Causal Superior- onde pairam as grandes almas libertas ( A. Y.-463). Muitas pessoas, já sentiram ou perceberam a  presença abençoada dos mestres, tanto em meditação, quanto em profunda e verdadeira oração ( Unidade Frequencial).  Essas manifestações são íntimas e pessoais e não devem ser divulgadas, ou usadas para fins de autopromoção pessoal- exceto quando atendem a uma orientação superior.

Babaji não é “mais um deus”, ele é um ser divino, um avatar, como Cristo, Buda, Krishnamurti e outros. São nossos irmãos que amorosamente descem ao mundo, num esforço hercúleo para, através de seus ensinamentos e exemplo, nos mostrar a luz da VERDADE e o caminho da LIBERTAÇÃO, para que um dia possamos despertar  nossa própria  natureza divina e, assim, realizarmos o  que Cristo  e o próprio Jeová afirmam na Bíblia:
 “SOIS DEUSES! SOIS TODOS FILHOS DO ALTÍSSIMO!” (JOÃO 10:34; Sl 82:6)
AUTOR : ALSIBAR
htpp://alsibar.blogspot.com
MSN: alsibar1@hotmail.com
Referências:
·         Autobiografia de um Iogue- Paramahansa Yogananda- Self Realization Fellowship – Brasil- 2008.
·        * Babaji Kriya: http://www.babaji.ca/portuguese/babaji.php

quinta-feira, 21 de julho de 2011

MITOS E VERDADES SOBRE ILUMINADOS - MITHS AND TRUTHS ABOUT ENLIGHTEDS

      
·        Todo iluminado é pobre .
Mito. Por definição o iluminado não tem apegos nem ao luxo nem à pobreza. Pode ser extremamente pobre de bens materiais como Ramakrishna e Ramana Maharshi. Pode ter uma vida modesta como trabalhador  ou exercer uma profissão, como o foram Lahiri Mahasaya e Sri. Yuktéswar. Ou levar uma vida de classe média alta, como o foi Krishnamurti.  Este último,  apesar de gostar de carros, morar em casas bonitas, usar roupas elegantes e frequentar bons restaurantes, não considerava-se dono dessas coisas. Não andava com dinheiro e dizia que tudo que precisava era um lugar para dormir, roupas para usar e comida para se alimentar.
 
·        O Iluminado não tem vícios, desejos, nem defeitos.
Mito. O vício está ligado ao corpo. Sri. Nisargadatta Maharaj fumava e também comia carne – um hábito considerado um pecado mortal pelos conservadores hindus. Krishnamurti, apesar de não ser hindu, era vegetariano, não fumava e não bebia. Todavia, chegou a manifestar desejos carnais, pois  teve  um relacionamento amoroso com  Rosalind Willians Raja Gopal- esposa de seu secretário particular. Isso foi revelado em um livro lançado pela filha de Raja Gopal , Radha Sloss “Lives in the Shadow With J. Krishnamurti”- ainda sem tradução para o português. Este fato não foi desmentido nem por sua  biógrafa, Emily Lutiens, nem pelas fundações que o representam. Para mim,  isso não foi motivo de escândalo ou diminuiu a minha admiração por Krishnamurti, pelo contrário, fiquei satisfeito em saber que ele era tão humano quanto nós e que também teve seus defeitos, deslizes e processo  de desenvolvimento. Além disso, está coerente com seus ensinamentos, pois nunca pregou a castidade, nem a repressão dos desejos biológicos. O iluminado não é um ser “celestial”, “infalível” , ou “perfeito” ele é tão humano e divino como todos nós somos. É bom sabermos que eles não nasceram prontos e que também passaram por um processo de desenvolvimento e maturação, como nós estamos passando, o que nos serve de motivação para buscarmos  nossa própria Iluminação. Para encerrar este assunto, K. nunca se arvorou em santo, ou casto, ou perfeito ou qualquer outra coisa. Sua fala era que  não importava quem era o orador, e sim se o que ele falava era verdadeiro ou não. 

·        O iluminado deve levar uma vida casta e renunciada.
Mito. Lahiri Mahasaya era casado e pai de família e chegou a ter dois filhos. Trabalhava como contador para sustentar sua família e continuou casado até a morte. Ramakrishna também era casado com Sarada Devi.
·        O iluminado não tem emoções humanas, não hesita e não se abala com nada.
Falso. Conta-se que Sri Yukteswar chorou muito quando Yogananda viajou para a América. Jesus agonizou no jardim do Getsêmani e pediu ao pai para afastar o cálice -que foi um apelo para Deus libertá-lo do drama que estava prestes a viver. É dito também que ele chorou sobre Jerusalém. Krishnamurti mostrava impaciência e irritação em público, fato notado por muitas pessoas e até mesmo por Mary Zimbalist- sua secretária particular. E, mesmo Babaji, hesitou quando quis despojar-se de sua manifestação carnal e pediu a opinião de sua irmã Mataji, esta aconselhou-o para nunca deixar sua forma humana e assim, ele o fêz – fato descrito por Yogananda no livro Autobiografia de um Yogue.
·        O iluminado sabe de tudo.
Outro grave erro. O iluminado sabe de tudo acerca das ilusões da mente , da libertação e da compreensão da Verdade. Mas, não sabe tudo. Certa vez Krishnamurti estava no Brasil e alguém perguntou-lhe como seria seu futuro. Ele respondeu que não era advinho. E realmente não era. Talvez haja casos  específico em que, de repente, a intuição do iluminado se amplia fazendo-o perceber coisas além do normal. Mas, estes são casos raros, não são regras e nem está no controle do Iluminado a manipulação de tais poderes. Nem mesmo Jesus manipulava seus poderes a seu bel prazer pois tudo era feito pela vontade do Pai- como ele mesmo dizia.
·        O iluminado tem poderes.
Em tese sim, mas nem sempre e não necessariamente. Na literatura budista não há um só caso de milagres atribuído a Buda. Nem por isso ele deixou de ser iluminado. Jesus fazia muitos milagres, mas, entende-se que tinha a ver com a particularidade de sua missão aqui na terra. Mas, mesmo esses, nunca eram atribuídos a si mesmo, mas como obras do Pai. Krishnamurti tinha poderes de cura, mas raramente os usava e não gostava que este fato fosse mencionado. Vários de seus amigos e conhecidos mais próximos testemunharam vários casos de curas atribuídas a Krishnamurti. Diziam que, na juventude ele lia cartas antes de serem abertas, percebia auras e ainda tinha poderes de telepatia. Lahiri Mahasaya fez vários milagres, inclusive de curas de doenças graves, bilocação, materialização, tendo, inclusive, ressuscitado algumas pessoas. Assim também, com menos regularidade o fez Sri Yukteswar. E Babaji é , em si mesmo, um grande milagre, pois  se diz que ele é imortal e não há limites para os seus poderes. Mas o fato é que ter poderes e demonstrá-los não significa a comprovação de que alguém é iluminado.
·        O iluminado não sonha .
Verdade. Por definição o iluminado extinguiu a barreira entre o consciente e o inconsciente. Tudo nele é consciência, não havendo, pois, necessidade de sonhar. Em geral eles dormem pouco e vivem a maior parte do tempo em meditação. Krishnamurti descreve em seu diário que costumava  “experimentar certos estados interiores ocorridos durante o sono” (DK-13). Lahiri Mahasaya quase não dormia, viviam quase que constantemente em samadhi ou consciência desperta.
·        Manifestação da Ananda ou Bem-aventurança.
Verdadeiro. Esse é um dos critérios mais convincentes sobre a iluminação: a existência da Ananda, Bem-aventurança, ou êxtase místico. Em que difere os êxtases de Krishnamurti de qualquer outro santo cristão ou iogue hindu? Nada. A diferença parece estar apenas em elementos periféricos tais como a cultura em que o místico foi criado, condicionando, assim a forma como ele interpreta seus estados místicos. Destarte, Francisco de Assis, vivia a paixão de Cristo e isto se refletia em seu corpo através das chagas assim como santa Tereza de Neumann, a estigmatizada católica (AI-394).Um hindu provavelmente terá visões de Krishna ou algum outro avatar. Mas a descrição da profundidade, da intensidade e da natureza intrínseca dos êxtases são muito parecidos – senão similares. Foi através de Sri. Yuktéswar que eu tomei conhecimento, pela primeira vez, sobre este importante critério revelador do estado búdico. Ao responder a uma pergunta de Yogananda sobre quando ele iria encontrar Deus, o Jnanaavatar (encarnação da sabedoria )responde: “Pode-se adquirir o poder de controlar o universo inteiro e, no entanto, descobrir que Deus se esquiva. O progresso espiritual não é medido pela exibição de poderes externos, mas apenas pela profundeza da bem-aventurança alcançada em meditação”.
Alsibar


sexta-feira, 15 de julho de 2011

LAHIRI MAHASAYA : O YOGUE PAI DE FAMÍLIA

Lahiri Mahasaya - imagem da internet
                                                                 
         Lahiri Mahasaya causa um misto de espanto e admiração a todos que tomam conhecimento de sua vida singular. De um simples pai de família,  a um dos maiores yogues da história, seu principal mérito foi ter conseguido conciliar o ideal de vida yogue  com a vida familiar. Mesmo após seu despertar ou iluminação,  L.M. não abandonou seus deveres de marido e pai de família.  Trabalhava como contador numa companhia de trens, teve dois filhos e amparou sua esposa na velhice, cuidando para que ela tivesse amparo financeiro mesmo após sua morte. Provou através de seu exemplo, que a verdadeira renúncia é interna e que não há necessidade de isolamento e abandono da vida cotidiana  para aqueles que almejam dedicar-se à vida espiritual. 

          Mestre de Sri Yukteswar - guru de Paramahansa Yogananda- Lahiri encontrou seu eterno guru Babaji apenas na meia idade . Yogananda descreve este fascinante encontro no livro Autobiografia. Após ter encontrado um jovem yogue numa solitária e distante caverna no Himalaia,  L.M. reconheceu nele seu grande mestre Babaji e, aquela caverna, como sendo sua morada na última encarnação- pois tivera sido um  yogue renunciante. Após o miraculoso reencontro, Lahíri volta pra casa e conta aos amigos o acontecido. Mas ninguém lhe dá créditos, pensam que ele teve alguma alucinação. Para comprovar a veracidade de suas palavras, L.M. invoca seu mestre que se materializa diante do olhar espantado dos amigos.  Depois disso, L.M. passou a viver uma vida comum, parte do dia dedicado ao trabalho e afazeres cotidianos e parte dedicada à meditação e vida espiritual. Lahiri Mahasaya realizou vários milagres, curas e outros grandes prodígios. Sempre de forma discreta e humilde, sem nunca "pavonear-se" de nada. Após sua aposentadoria do trabalho, era frequentemente visto em posição de lótus, mergulhado em profunda meditação extática ou mahasamadi. Esta foto é o registro de um desses momentos, seus olhos fechados, a expressão misteriosa e enigmática, revelam o regozijo interno da Ananda, ou Êxtase espiritual.

     A história desta foto é digna de nota pois Yogananda conta que ninguém conseguia fotografar o grande yogue por mais que tentasse, uma vez que o mesmo era averso a fotografias. Houve uma vez que, apesar de seus protestos, tiraram uma foto dele juntamente com os discípulos. Todavia, ao ser revelada, o espaço destinado à imagem de Lahiri estava vazia. O fato foi amplamente comentado e divulgado.
     Um fotógrafo e discípulo chamado Ganga Dar Babu tentou pegá-lo uma vez , de surpresa enquanto meditava profundamente, mas a imagem não apareceu na hora da revelação . Após várias tentativas infrutíferas, o fotográfo desistiu e apelou diretamente ao guru que disse :
 "- Eu sou espírito. Pode sua câmera fotográfica refletir o espírito Onipresente?"  
     Foi então que o fotógrafo se arrependeu e implorou ao yogue uma foto do seu "templo corpóreo". Desta vez, o yogue consentiu e pediu que ele viesse no dia seguinte que ele posaria para uma foto. Destarte, foi que conseguiram uma foto do grande mestre yogue.
      Pelo que parece, só  há uma foto do yogue e várias versões da mesma. Apesar de mudar alguns detalhes, como as vestimentas e características do corpo, o semblante extático é o mesmo.

AUTOR: ALSIBAR
http://alsibar.blogsot.com/

    Fonte de pesquisa : Autobiografia de um yogue contemporâneo - Paramahansa Yogananda