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quarta-feira, 17 de setembro de 2025

PARA VOCÊ QUE NÃO AGUENTA MAIS VIVER MAS SABE QUE PRECISA !

 


 ( ALERTA: Esse texto não é um artigo psiquiátrico, nem psicológico, nem mesmo psicanalítico. É um artigo de AUTOAJUDA. Ele pode não servir para quem sofre de algum tipo de transtorno ou síndrome tipo: borderline, depressão, bipolaridade, esquizofrenia, pânico, dentre outros problemas de saúde. Se você sofre com algumas dessas condições procure ajuda especializada, o CVV ou alguém adequado para conversar.)

Eu sei o que é não querer mais viver. Esse é um sentimento muito comum na adolescência. Mas eu também o sentia na fase adulta em momentos de grande revolta, pressão, dificuldade e sofrimento. Às vezes, temos a impressão de que o mundo está totalmente maluco. E, não descarto que esteja mesmo. Também já senti muita vontade de sair daqui, de fazer como disse Raul Seixas em sua música: “ pare o mundo que eu quero descer!”. Sei que é comum sentirmos que não fazemos parte desse mundo. É o tal do sentimento de inadaptação. Nos vemos como estranhos em meio a um monte de gente que parece ser “best friends forever”. Somos verdadeiros “outsiders”, como se nosso verdadeiro mundo, nossos amigos e afins, estivessem em algum outro planeta ou plano do universo. A angústia às vezes beira o desespero. Para onde olhamos não vemos amor, nem alegria, nem nada que faça sentido. Eu sei. Eu passei por tudo isso. Mas eu tenho algo para lhe dizer: tudo isso que citei me serviu como motivação para apenas uma coisa, uma ideia fixa que me dominou desde a adolescência: como escapar de tudo isso? Qual a  verdadeira saída de todo esse mundo caótico?

Sei que muitos pensam em tirar a própria vida, achando que isso irá livrá-los desse plano de coisas. Outros se voltam para as drogas para viver em um “mundo ideal”, fantasioso, que só existe em suas próprias mentes. Mas eu descobri algo chocante: nenhuma dessas duas opções conseguirá nos livrar dessa dura realidade, nem dos problemas que nos afligem. Muito pelo contrário, as duas atitudes citadas NOS PRENDEM mais ainda a esse plano e multiplicam nossos problemas Portanto, a saída não é fugir, não é se desesperar, não é se afundar no poço da realidade material com suas misérias e contradições. Ao longo de minhas pesquisas e investigações, eu descobri que existe uma saída disso tudo. A verdadeira, não a falsa. E ela se encontra dentro de cada um de nós.

Sei que parece cliché da turma do “gratiluz”. Mas não encontro uma forma melhor de dizer isso. Portanto, se você não aguenta mais toda a pressão da realidade, busque a saída, a porta para a libertação dessa “prisão” mental. Houve algumas pessoas que se libertaram e nos deram o seu testemunho: Buda, Cristo e, mais recentemente, Krishnamurti,  afirmaram que o homem não precisa ser um eterno escravo desse mundo. Eles destrincharam o mecanismo da máquina cósmica que mantém o ser humano acorrentado. Eles aprenderam o segredo que abre o portão da liberdade. Esses homens nos passaram esse código, só nos resta aprender e aplicá-los em nossa vida.

Em suma: esse universo material é pura energia, vibração e frequência. Enquanto o ser humano estiver vibrando na mesma frequência desse plano, ele não poderá se livrar dele. Falando de outra forma: esse mundo é mental e você está preso a ele através das vibrações mentais que você produz. Portanto, enquanto sua mente estiver vibrando na mesma frequência desse plano você não se livrará dele por mais que tente, por mais que queira, por mais que se esforce. É tipo o peixe que quando morde a isca  e se vê preso ao anzol, se balança para tentar se livrar da armadilha, mas quanto mais se movimenta, mais preso ele fica. É necessário vibrar em uma outra frequência, mais sutil e elevada do que essa em que a humanidade vive atualmente.

Mas não se deixe enganar pelos falsos caminhos, pela falsa luz, pela falsa sabedoria. Apenas quem alcançou esse estado — chamado de nirvana pelos Budistas, moksha pelos hindus e céu pelos cristãos — sabe realmente a direção certa. Não tem a ver com técnicas meditativas,  rituais ou com religiões, movimentos e organizações. Não tem a ver com tomar chás por mais “sagrados” que sejam. Nem com entoar cânticos, hinos, mantras e orações. Não tem a ver com seguir gurus e líderes religiosos. Tem a ver com o teu ego. Ele é o elo que te liga a esse mundo material e te impede de ser livre.

A liberdade pode ser vivida aqui agora. Não é algo que virá daqui a alguns anos, ou no fim dos tempos. Não é algo que será vivido apenas depois da morte quando ninguém mais estará lá para testemunhar os acontecimentos. A liberdade pode e deve ser “experimentada” enquanto você vive ainda nesse mesmo corpo, ainda nessa mesma vida. É na mente que se encontra a “toca do coelho” que o levará para uma outra dimensão de consciência e, consequentemente, para um outro mundo. Não estou falando de transição planetária, nem dessas bobagens que mais atrapalham do que ajudam. Estou falando da mente livre das coisas desse mundo: do barulho, das contradições, da dor, da angústia, da tristeza, do medo e do desespero. É aprender a viver em uma outra dimensão mental enquanto atua nessa, respeitando as necessidades e o tempo de vida do corpo.

Sei que muitos não estão preparados para essa verdade. Sei que muitos vão dizer que o que falo é pura fantasia, mentira ou invenção. Mas eu digo: eu vivo isso e preciso dizê-lo para que meu testemunho possa motivar vocês a não desistir. Eu sei que existe uma saída e eu a encontrei. Mas ninguém precisa acreditar em mim. Descubra por si mesmo se o que digo é verdadeiro.

Não esmoreça! Seja tão forte para “enfrentar” seu ego quanto é forte para querer destruir o corpo. O ego sobrevive ao corpo. Não exatamente esse mesmo ego, mas o impulso que o cria, produzirá um outro “ego” em uma outra forma e, muito provavelmente, em uma condição bem pior do que aquela que você tentou fugir em seu ato desesperado.

Eu sei que isso é possível não por que alguém me disse, ou por que acredito, mas porque vivo. Aquele indivíduo cheio de medo, sofrimento, angústia e dor deixou de existir faz tempo. Faça como eu,  faça a escolha certa: busque a verdadeira saída que o livrará dos ciclos infindáveis de sofrimento e dor. Pedir a Deus a solução de um outro problema específico pode até ajudar na medida em que atenua o sofrimento, mas NÃO resolve suas causas. Outros virão e sempre estaremos vivendo nesse dilema enquanto o ego estiver no comando da consciência.

Portanto, seu maior obstáculo é o seu próprio eu. Procure a saída enquanto é tempo. E se você for sincero, intenso e verdadeiro em sua intenção, você descobrirá uma maneira de viver totalmente nova, plena de alegria, sabedoria, profundidade e significado. Uma dimensão que você nunca imaginou que pudesse existir se abrirá para você aqui, agora, ainda nessa mesma vida.

Por isso: não desista e sempre que precisar invoque o Poder Maior do universo e ele virá ao seu auxílio com toda certeza, assim como veio ao meu nos momentos de grande tribulação e dificuldade. E se cair, levante-se e siga adiante até a vitória final!

By Alsibar Paz

17/09/25

 

sábado, 29 de dezembro de 2018

CHEGOU A HORA, VAMOS EMBORA!


Diante de tantas tragédias de final de ano resolvi fazer um pequeno artigo falando sobre a morte. Não há, aqui, a mínima pretensão de criar novas crenças e hipóteses. A ideia central é mudar atitudes. Fazermos ver as coisas por ângulos diferente dos tradicionais.  Indico a leitura, tanto aos que perderam entes queridos, quanto aos que perderão , ou seja , todo mundo! Feliz Morte de 2018 pois, sem ela, 2019 não pode nascer não é mesmo? Boa Leitura!

Como é difícil lidar com a morte- principalmente as trágicas. Lidar com a morte é uma arte que deveria ser aprendida ao longo da vida- de preferência nos primórdios da infância. Mas é raro  isso.  Lembrei-me de minha filha de 5 anos que, recentemente, ganhou um cachorrinho de estimação. Ela mostrou-me o novo pet com muita empolgação. Eu já tive muitos cachorros- todos morreram. E uma parte de mim sempre morria com eles. A primeira coisa que eu fiz foi encontrar uma maneira apropriada de falar-lhe sobre a possibilidade da morte. “ Você sabe que tem que cuidar dele direitinho não é? Senão ele morre. Você sabe o que é morrer?”. Ela respondeu que sim. Fiquei feliz. Todos vivem assombrados pelo fantasma da morte- afinal, ninguém quer morrer. O pior é a incerteza de não saber quando, nem como. Eis a tragédia humana : a impotência diante do desconhecido.
                      As mortes humanas mais próximas de mim que tive foram dos meus avós e de um irmão  de 5 anos. Meus avós moravam longe e eu os via raramente.  A vida já me arrastava em seus afazeres diários: trabalho, estudos e família. No dia da morte do meu avô eu estava deitado em um sofá e, de repente, senti alguém soprar com toda força no meu ouvido. Não era sonho, eu estava sozinho em casa. Levei um baita susto. Olhei para um lado e pro outro e não havia ninguém. Foi uma sensação física concreta que até hoje sinto ao relembrar. Pouco tempo depois alguém me ligou avisando o inevitável: meu avô havia morrido. Teria sido um sinal? – talvez. 

Aparentemente sou muito forte para a questão da morte. Digo, “aparentemente” porque eu realmente não sei. As emoções e reações são tão imprevisíveis quanto  a vida e o seu oposto. Além disso, sei que sob o efeito do choque,  não adianta racionalizações, nem filosofias, nem crenças... A dor explode como um vulcão. Não há nada que explique, console ou amenize aquela angústia que irrompe poderosamente. O jeito é esperar que ela passe por si mesma e que o equilíbrio e a serenidade cheguem a seu tempo. Mas, penso que, aqueles que ainda não se depararam com a morte tão próxima,  poderiam se preparar. Preparar-se para a morte é saber que ela existe e que isso deve ser visto como um incentivo à vida. Como não sei quando vou morrer, nem meus parentes, amigos e- cachorro- devo viver cada minuto com plenitude, como se fosse  único e último- pois assim o é . Então, não devo adiar nada já que o futuro é escravo da morte. E esta última é implacável, não cede a súplicas, choros ou preces. Chegou a hora, temos que partir!

Ora, mas a morte está em todos os lugares. Sem a morte a vida não seria o que é. Nesse parágrafo , não falo apenas da morte física- mas a morte no sentido de “término”. Afinal, morrer é o término do viver. Assim como quando minha filha está nos brinquedos e chega o fim do tempo estabelecido. Eu tenho que chamá-la. Ela chora, pede, implora mas eu digo: não minha filha, acabou o tempo! Isso também é morte . A morte equilibra a vida. Sem os términos a própria vida não teria seu desenvolvimento, fases, etapas, crescimento. A morte das fases da vida, da gestação de nove meses, do término das fases do bebê, a morte da infância que dá lugar à adolescência, daí para a juventude, fase adulta, madura...  Cada etapa precisa morrer para que a próxima nasça. É inevitável. Para onde você olhar você verá términos, pequenas mortes que impulsionam a vida. A morte física não deve ser diferente.

Em suma, se aprendêssemos desde cedo a ver o papel que a morte desempenha para a própria vida, talvez não a víssemos com tanto pesar. Alguém poderia dizer: mas no caso dos “términos” não há uma grande perda, as coisas continuam de uma outra forma. Exato! Como saber que na morte física também não ocorre o mesmo?  Ou o problema é outro? Não a morte em si, mas a dor da ausência, o impacto de saber que nunca mais encontraremos ou conviveremos com aquela pessoa? Será mesmo que a morte significa a eterna ausência? Será que o fato de  não sabermos o que existe do outro lado da cortina, implica na certeza de nunca reencontrarmos aqueles que um dia amamos e admiramos?  Ora, se não sabemos, como podemos afirmar que assim o é? O fato, a verdade é que ninguém sabe. Há várias teorias e eu poderia citá-las aqui, mas esse não é o escopo desse artigo. Afinal, mesmo as crenças mais consoladoras são apenas chupetas para pararmos de chorar.

O fato concreto é que não há nada, absolutamente nada que nos informe o que acontece nos bastidores da vida e da morte. Sendo assim, se não sei, por que sofrer? A dor do apego e da ausência não é tão difícil de ser curada. O próprio tempo se encarrega disso. Falta ainda a angústia do desconhecimento, do que acontece do lado de lá. Bom... já que não sabemos, que tal imaginar cosas boas que nos tragam esperança? Entenda, não estou defendendo mais uma crença- pelo contrário- é uma atitude diferente. Se não sei e ninguém sabe o que há no “depois”, então posso imaginar mil e uma coisa- por que não pensar nas boas? Com isso, não estou defendendo nenhuma crença- mas o acolhimento do “não-saber”: Ok, não sei. Mas e se...? 
...E se lá do outro lado houver outra dimensão – não como o céu- mas muito parecida com essa que estamos vivendo, com as mesmas características e etapas? E se lá, você renascer como um bebezinho de novo e reencontrar todo mundo que você ama e um dia perdeu- mas não se lembra disso, apenas guarda no inconsciente um sentimento de afinidade e amor gratuitos? Isso lhe é familiar? E se eu lhe disser que isso já pode ter acontecido e você já está vivendo isso agora com os seus familiares, amigos e parentes que estão “vivos” agora? Entendeu? O que você faria? Passaria a amá-los mais ainda? Então faça-o agora!

Nesse momento, você pode  estar revivendo seu próprio renascimento junto aos seus  queridos que supostamente  teriam “morrido” no passado. Essas pessoas que hoje você ama, admira e respeita  podem ser os mesmos que no passado você perdeu ou  eles a você. E se assim o é, então, vamos viver e amar pois é tudo um grande contínuo. A interrupção é só uma ilusão, algo momentâneo, já que o espaço-tempo é uma criação mental. Sendo assim, a morte talvez seja apenas como a voz do seu pai/mãe dizendo para você: vamos embora, acabou o tempo!

Mas isso não significa que a  diversão não continue. Significa?

By Alsibar