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terça-feira, 17 de abril de 2012

OS OITO PASSOS DO CAMINHO DO MEIO

Buda e o Caminho do Meio:http://alsibar.blogspot.com

 O “Caminho do Meio” foi ensinado por Sidarta Gautama, o Buda ( O Desperto) há mais de 2.500 anos atrás. Este caminho, procura evitar todos os extremos, levando o homem a viver uma vida baseada na prudência, retidão, sabedoria e meditação. Também conhecido como Nobre Caminho Óctuplo, não pode ser considerado simples mandamentos budistas, pois não foram inventados por Buda. Ele apenas explicou, detalhou e divulgou para todos os interessados, qual a via que leva o homem à libertação da dor e do sofrimento. Esta via contempla oito aspectos do comportamento humano a saber:
1.     Palavra Correta: é aquela que edifica, que encoraja, que é dita na hora certa, no tom certo, com as palavras adequadas, conforme a necessidade da situação. O sábio deve escolher a palavra mais eficaz, de acordo com a pessoa e o momento. A palavra correta não é  apenas aquela que é bonita e sábia, ela tem que ser, antes de tudo, verdadeira.  Discursos e sermões bonitos, podem até soar bem aos nossos ouvidos. Mas se não partir de um coração sincero, verdadeiro e honesto, será apenas mais um engodo, mais uma ilusão.  O homem que ensina a verdade, mas não a vive,  é um hipócrita. Suas palavras podem ser corretas, mas como seu coração não é puro, nem suas intenções boas,  elas são, na verdade, mentirosas e traiçoeiras . 
2.      Ação Correta:  são ações edificantes, positivas, boas  para todos os seres vivos e o meio ambiente. Atitudes que sejam fundamentadas na ética, justiça, verdade e no amor ao próximo. Ações que roubam, enganam, prejudicam, exploram e iludem o próximo não são ações corretas. A ação correta deve ser sábia, prudente e ponderada. Evitando uma visão exclusivista, egoísta e individualista. Deve promover o bem estar e o bem comum. 
3.     Meio de Vida Correto: ganhar o sustento de forma honesta , justa, ética e correta. Sem enganar, roubar, ludibriar , explorar ou prejudicar o próximo. Não é fácil estabelecer que tal profissão seja correta, e  outra não seja. Por exemplo, político, advogado e soldados, poderiam, numa visão simplista, serem considerados profissões perniciosas à humanidade. Todavia, sabemos que essas profissões são necessárias dentro da complexidade da sociedade moderna. Desta forma, entende-se que o meio de vida correto, está relacionado muito mais a uma postura correta dentro da profissão, do que ao seu tipo . Você pode ser um político honesto, correto, cumpridor dos deveres ou pode ser um corrupto. O advogado pode escolher ficar do lado dos ladrões e desonestos, ou defender as causas nobres, promovendo a justiça e o bem comum. O soldado pode cumprir seu dever sem se tornar tirano ou cruel. E assim por diante. 
4.      Esforço Correto: o esforço correto está relacionado ao empenho adequado na busca pela iluminação interior.  Tem-se que ter em mente, que a palavra “esforço”, não significa necessariamente a luta, o conflito ou a repressão. Mas a dedicação, a energia e a seriedade com que nos dispomos para compreender a verdade sobre nós mesmos e a vida.  Assim, o esforço correto pode ser entendido como a  vivência do estado meditativo que é sem esforço, sem tempo, sem objetivos e sem desejos. Sem que entremos nessa dimensão desconhecida e atemporal, será  muito difícil- ou até impossível-  obtermos êxito na via que leva à  libertação.
5.     Plena Atenção Correta: é a Meditação vivida, "praticada" da forma correta. Ora, se não meditarmos corretamente,  não chegaremos a lugar nenhum- apesar de que não haver nenhum lugar a se chegar. Pois tudo já “é” no aquiagora. Todavia, nossa mente está condicionada pelo tempo e pelo desejo, não conhecendo outro estado a não ser o da mente-pensamento-ego. Há várias pessoas meditando de forma equivocada. E por isso, ao invés de se libertarem, estão aumentando seus grilhões. Por isso, a Meditação Correta é de suma importância. Sem ela estaremos rodando em círculos e não ascenderemos a níveis superiores de compreensão e consciência. 
6.     Concentração Correta: Modernamente, quando se fala em concentração, vem logo à mente alguém fazendo esforço para focar a mente em um só ponto . Não é sobre isso que Buda fala, pois o esforço, implica num desejo, tendo como base um objetivo.  Essa prática ao invés de libertar, aprisiona a mente. Assim, questões metafísicas , discussões teóricas e assuntos irrelevantes como política, religião e futebol devem ser evitados. Por fim, devemos pensar, refletir, raciocionar sobre os assuntos e questões que sejam realmente relevantes e úteis. A mente é erradia e fugaz. O sábio evita que a mente divague por assuntos que não são bons, edificantes e que não tragam benefícios ao espírito. 
7.     Pensamento  Correto: é o pensamento consciente, funcional, desprovido de sua carga reativa, automática e opressora. O pensamento quando  conscientemente dirigido, deve promover a paz, o bem, e a harmonia. Esse pensamento é salutar pois passa a ser usado como instrumento,  à serviço da consciência.  O pensamento quando descontrolado e inconsciente, causa males não somente ao seu dono, como também aos demais seres. Pensamento é energia, por isso a importância de se ter pensamentos corretos, que sejam edificantes, positivos e benevolentes . Ao pensar corretamente e conscientemente estaremos emanando energia positiva para o universo, o que beneficia tanto a nós mesmos, quanto a todos os seres do universo.

8.     Compreensão Correta: É a compreensão clara, sábia e verdadeira acerca de si mesmo, da vida e do universo. Essa compreensão inclui a descoberta de tudo aquilo que aprisiona o homem na ilusão e ignorância. É entender como a mente funciona, como ela cria a dor e as ilusões. É compreender a verdade sobre si mesmo, vendo as coisas como elas realmente são.  É se autoconhecer para conhecer o próximo. É ver claramente a verdade sobre o EGO e como ele atua em nossas vidas. É compreender e ver claramente “o que é”, no aquiagora, libertando-se de todas ilusões, erros e ignorância.                                                  
Nenhum homem está livre das consequências de seus atos, palavras, pensamentos e sentimentos. Buda percebeu isso e ensinou à toda humanidade um caminho que fosse praticável por todas as pessoas sem distinção. Não são regras budistas.  Pelo contrário, é uma via universal, que se aplica a todos os homens, independente da cultura, raça ou religião.  São  princípios universais que tem como objetivo ensinar o ser humano a viver uma vida boa, justa, ética,  plena, sábia, harmoniosa e feliz.
 Alsibar
Fontes de Pesquisa: 
·        Budismo: Psicologia do Autoconhecimento- Dr. Georges da Silva & Rita Homenko.
·        O pensamento vivo de Buda- Martin Claret
·        O Evangelho de Buda- Yogi Kharishnanda
·        Sócrates Jesus Buda- Três Mestres da Vida- Frédéric Lenoir

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

HUI-NENG E A ESSÊNCIA DO CONHECIMENTO


O corpo mumificado de Hui-Neng



Um resumo da história belíssima sobre a escolha de Hui-Neng, o sexto patriarca Zen
(638-713)

O sexto patriarca Zen iria ser escolhido. O mestre pediu que cada um escrevesse um verso que expressasse sua compreensão sobre a essência do verdadeiro conhecimento (Bodhi). Todos esperavam que o monge mais instruído do mosteiro se tornasse o sucessor. Ele então escreveu o seguinte verso:

"O Corpo é a árvore de Bodhi,
a mente é um espelho brilhante.
Devemos limpá-la continuamente,
sem deixar que o pó acumule".

                Todos estavam certos que ele ia ser escolhido. Mas o mestre leu o verso e o reprovou dizendo:“Ainda não compreendeste a real natureza do verdadeiro conhecimento (Bodhi)”. Havia no mosteiro um cozinheiro que era analfabeto. Quando ele ouviu aquele verso, pediu para fazer um também. Todos zombaram dele, mesmo assim alguém escreveu para ele na parede do mosteiro:
"Bodhi não é uma árvore
nem a mente um espelho brilhante
Já que a essência de tudo é vazia
como pode acumular pó?"

O mestre viu o verso e também o reprovou publicamente.  Mas à noite foi encontrar-se ocultamente com o cozinheito e passou-lhe o bastão e a escudela- símbolo da sucessão. O mestre sabia da inveja dos outros monges, por isso o escolhido teve que partir. O nome do cozinheiro era Hui-Neng, ele tornou-se o sexto e último patriarca. Seu nome ficou na Eternidade e seu corpo mumificado ainda pode ser visto no Templo de Nan Hua, em Shaoguan, China.
                                                                                                                        

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

O PODER DO “ EU SOU” - THE POWER OF "I AM", AUM

Cristo Interno- Eu Sou - Aum

(Você já percebeu quantas vezes a Bíblia cita a expressão “Eu Sou” tanto no antigo quanto no Novo Testamento? Qual seria o verdadeiro sentido do “Eu sou”? É possível entrarmos em contato com o “Eu sou”? Como fazê-lo? É o que analisaremos no texto abaixo.)

No antigo testamento, no livro de Êxodo , Moisés pergunta a Deus “ Qual o seu nome?”, e ele responde “ Eu Sou o que Sou. Disse mais : Assim dirás aos filhos de Israel : Eu Sou me enviou a vós outros.” (Ex. 3:14-15). No último livro da Bíblia, em Apocalípse, Jesus diz “ Eu Sou o Alfa e o Ômega, aquele que é, que era e que há de vir” Ap.1:8).Nos evangelhos, são inúmeras as passagens em que Jesus refere-se a si mesmo como o “EU SOU”:
·        Desde já vos digo, antes que aconteça, para que, quando acontecer creiais que EU SOU! (Jo. 13:19)
·         Quando levantardes o filho do homem, então sabereis que EU SOU! ( Jo. 8:28)
·        Se não crerdes  que “EU SOU” morrereis em pecado ( Jo. 8:24)
·         Em verdade, em verdade vos digo antes que Abrãao existisse EU SOU! (Jo. 8:58)
Além destas citações, são famosas as frases em que disse: “ Eu Sou o Caminho, a Verdade e a Vida; Eu Sou a porta; Eu Sou o Bom Pastor; Eu Sou a Luz do Mundo: Eu Sou o Pão da Vida, Eu Sou a videira verdadeira” - dentre outras mais. Ou seja, a expressão “EU SOU” é usada na Bíblia com um significado especial, não é simplesmente um pronome pessoal de primeira pessoa  mais um verbo de ligação, é também um nome próprio e uma forma de expressar ou tentar definir o que é indefinível: Deus. 

Assim, sendo, conclui-se que Deus é o Absoluto: o que é, o que foi, e o que há de vir, e que a expressão EU SOU é apenas uma forma de definir este absoluto indefinível. Daí,  podemos inferir que, como Jesus  foi o Avatar ou Encarnação da Divindade Eterna, Última e Imensurável, ao referir-se àquela força Cósmica da qual ele foi sua manifestação visível, ele se autodenominava “EU SOU”. Ao insistir na expressão “EU SOU”, estava usando uma espécie de código para dizer “ EU SOU o verdadeiro Deus, o mesmo de Moisés, Abraão e dos profetas, aquele que é, que foi e sempre será”, de forma que não houvesse dúvidas nem naquele tempo, nem nos tempos vindouros , sobre sua real identidade, natureza e missão.
Ora, na tradição Védica, o Eu Sou, já era conhecido há milênios pelos hindus como o som original OM, ou AUM. Afirmam, inclusive, que Deus, por ser Absoluto, não difere de seus atributos, ou seja : ele é o NOME (AUM, EU SOU) e o referente ( O Inominável, o Desconhecido, o Impensável, Incognoscível);  é Criador e Criatura,  Observador e coisa observada;  é o Sujeito e o Objeto. Não nos espantemos, pois quando afirmamos isso pois a lógica é simples : ser  "o que é, o que foi e o que será " é o mesmo que dizer EU SOU TUDO,  EU SOU O ABSOLUTO. Se alguém ainda tem dúvida, veja o que Jesus disse, na sentença 77, do Evangelho de Tomé, o Dídimo: “
“ EU SOU a Luz que paira acima de todas as coisas. EU SOU O TODO. Tudo se originou de mim e através de mim tudo foi feito. Cortai um pedaço de madeira, eu estarei lá. Levantai a pedra lá me achareis”
Agora, o que este conhecimento pode nos revelar? É aí onde muita gente acaba se enganando e cometendo muitos erros.  Sair por aí repetindo “EU SOU” ou AUM, não vai te colocar em conexão com Deus, por mais que se tente. Não esqueçamos que a nossa linguagem é pobre e que nossa mente - limitada pelos pensamentos e condicionamentos- não consegue compreender o Infinito, o Ilimitado. Ao afirmarem que Deus é o “EU SOU” os avatares estavam apenas tentando comunicar, apontar algo que é essencialmente indescritível e incomunicável e como não há outra forma eles usam a linguagem. Todavia, isso não significa dizer que estas palavras tenham algum poder mágico ou algo especial.  
Ou seja, não tem utilidade nenhuma repetir palavras, que são apenas recursos comunicativos limitados, na ilusão de, ao fazê-lo, estarmos contatando Deus- o Ilimitado. "EU SOU" é a vibração criadora e mantenedora do Universo; é, talvez, em nossa linguagem, a melhor expressão para definir e expressar o que é DEUS ( digo “o quê”, pois não podemos reduzi-lo a uma pessoa).
Assim, o EU SOU, é a tradução em linguagem humana, do som, ou vibração universal que é a própria essência de toda criação, da matéria, da energia, dos átomos e partículas subatômicas. É o que mantém  vivo e coeso o cosmo que conhecemos. Mas, se Deus não é a palavra o que ele é? ELE É O QUE É. Todos os grandes e verdadeiros iluminados afirmaram isso, desde Jesus, passando por Buda, até Ramana Maharshi. Buda também acreditava em Deus? Acreditar não seria a palavra mais apropriada. Buda disse “ Mais alto que o céu, mais fundo que o inferno, além das mais longínquas estrelas, há um poder estável e divino, existente antes do princípio e que nunca terá fim. Eterno como o tempo, seguro como a certeza, que impele para o bem e é súdito de suas próprias leis” ( O evangelho de Buda –Yogi Kharishnanda).Os iluminados não acreditam em Deus, eles vivem Deus, eles o sentem, o veem em tudo o que existe, e compreendem que são parte dele. Desta forma, entendemos quando Krishnamurti diz que “ Perceber a Verdade é perceber “O que É”.
Mas, como perceber o que é? O eterno “EU SOU” do Universo? Pela meditação, pelo autoconhecimento, pelo perceber as ilusões criadas pela mente. Mas nunca repitam o “EU SOU” na ilusão de que estão meditando. Repetir “EU SOU”, ou “AUM” não liberta ninguém de nada. Ninguém chega a lugar nenhum por um ato voluntário da mente pensante ou EGO. Para que repetir verbalmente o EU SOU? O que pretendemos alcançar com esta prática mecânica e pueril? Ela apenas nos põe a dormir mais ainda, na ilusão de que estamos nos libertando ou entrando em contato com Deus. Deus está além das palavras. A palavra, e a linguagem são instrumentos de comunicação humana. Nada mais. O verdadeiro poder criador encontra-se na mudança de frequência, quae se realiza quando  passamos do pensamento para o não-pensamento, o que nos possibilita o encontro com a energia criadora do universo. Mas, não forceis o pensamento a não-pensar. É outro engano. O pensamento nunca pode parar, por ser, por definição, movimento. Além disso, cairíamos na ilusão da dualidade : entidade pensante versus pensamento. Esta divisão é ilusória, como já, alertou-nos Krishnamurti, Buda e Ramana Maharshi.
Mas  quando nada fazemos ( ZAZEN), e apenas percebemos “o que é” (Krishnamurti), quando nossa mente deixar de distorcer, de enganar, de criar ilusões. Quando a “consciência pura” se faz presente em nosso ser e nos tornamos apenas a testemunha (Ramana Maharish), neste repouso começa um movimento desconhecido    (“se vos perguntarem qual é o sinal do Pai em vós dizeis : é movimento e repouso- Jesus, Evangelho de Tomé). Começa, então, o agir pelo não agir dos Taoístas (wu-wei). E começamos a perceber que sempre fizemos parte do EU SOU universal e que nunca houve separação real. É a mesma relação da onda com o Oceano, ou da vela com o Sol – tudo é Oceano ou Luz.  Acreditar-se separado é viver em dor, conflito e sofrimento. Despertar para a Unidade é encontrar a verdadeira fonte da criação e do poder.
 Mas, esse poder, não pode ser manipulado ou usado por nós enquanto estivermos na ilusão do EGO. Somente no morrer é que há um renascer. Mas o que renasce não é a mesma coisa que morreu, é algo diferente, do qual o EGO não pode compreender, contatar ou perceber. O ego morre quando morremos para toda experiência, memória, passado, pensamentos, palavras e desejos de qualquer espécie. Não pode ser chamado de entrega, porquanto o ego não pode entregar nada – quando ele entrega há sempre um desejo por trás e, neste caso, é o desejo de perpetuação.  "Extinção " seria a melhor palavra para este processo.

 Então, extinto o ego, poderá nascer aquilo “que é , que foi e será”: o Eterno, o Atemporal, o Desconhecido.  Aquilo que, ao longo dos séculos, por pura necessidade de comunicação e por causa da  pobreza da nossa linguagem , foi  traduzido pela expressão  “EU SOU”.

AUTOR: ALSIBAR, (sob inspiração?)
http://alsibar.blogspot.com


domingo, 10 de julho de 2011

O EGO E SEU SIGNIFICADO

EGO, QUE É ISSO?
Muita gente fala de Ego mas, penso ainda haver muita dúvida sobre o que significa isso. Há, inclusive, uma confusão de termos, tem gente que usa o termo “eu”, “personalidade”, “mente”, referindo-se ao EGO. Outros, preferem o termo “eu inferior” em oposição ao “Eu superior” que seria o Self, Àtman ou Alma . Falar sobre “EGO” ou “Persona”( máscara) é fácil pois é o que conhecemos e somos.  Mas falar sobre àtman ou Eu superior é mais complicado, pois não temos como provar sua existência passando a constituir-se objeto de crença. Assim, é mais prudente e sábio falar do que conhecemos, que é o Ego. E o que é isso? Ego é uma entidade forjada na mente condicionada ao longo dos anos de exposição à nossa cultura, sociedade e linguagem. O Ego se manifesta no ser humano através da memória que são os pensamentos reativos , automáticos e inconscientes.  E também através do desejo.  Quando desejamos   ser alguma coisa neste ou no outro mundo, estamos sob domínio do EGO. Quando desejamos nos tornarmos alguma coisa (vir-a-ser) é o EGO quem deseja. E finalmente, quando desejamos Não-ser, nada, isto ainda é EGO. Por isso,  Buda disse, “a raiz de todo mal é o desejo”. Aquele que nada deseja, nem mesmo NÃO ter desejos, alcança a libertação do EGO, também chamado de Nirvana.

Alsibar

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