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domingo, 16 de fevereiro de 2014

O EGO DOS ILUMINADOS - The ego of the Enlighted Ones


É lamentável o desserviço que alguns gurus advaitas fazem à espiritualidade humana ao pregar a inexistência do ego. Quem prega o contrário- a existência- também presta outro desserviço. Como assim? Leia o artigo abaixo para compreender esse paradoxo  e depois tire suas próprias conclusões.
Boa leitura!

A corrente espiritualista neo-advaita (novos-monistas) composta de seguidores de gurus defensores da crença do “não existe ninguém aí” presta um desserviço à humanidade ao apregoar a inexistência do ego. Não entendem, ou não querem entender , que o ego é parte constitutiva do ser humano manifesto no corpo e na mente e que – por isso- não há como libertar-se dele. Talvez, ele cesse completamente com a morte do corpo físico... talvez. O mais provável é que continue existindo mesmo após ela.  E, tudo indica que, mesmo aqueles que chamamos de "despertos" tenham que conviver com sua incômoda companhia. Entende-se assim, que o ego é vencido, dominado, controlado - mas nunca destruído.


As alucinações existem ou não existem?

Uma das questões mais difíceis é compreender o paradoxo sobre a existência do ego. Como compreender que o ego existe e não existe ao mesmo tempo? Vamos a alguns exemplos: uma miragem no deserto existe? Ela não existe de fato, mas existe aos olhos de quem vê e – por isso- pode causar problemas se a pessoa não perceber a diferença. Ou seja, a miragem existe- mas não o que ela representa. Outro exemplo: um sonho existe? Se dissermos que não existe então ninguém sonha? Portanto os sonhos existem-mas como sonhos, dentro de uma realidade subjetiva – existente apenas na mente de quem dorme- não no nível concreto. Mais um exemplo, já usado pelos budistas e imitados pelos advaitas : um homem acorda e pisa numa corda achando que é uma cobra- a cobra existe? Não. Mas a visão da cobra existe? Sim. Então ambos são reais. Tanto a corda, como a visão da cobra. Negar a existência da visão da cobra é negar o fato da alucinação.  Ora, os psicóticos veem o que não existe- mas não se pode negar a existência de suas alucinações - do contrário quem procuraria tratar-se? As visões existem no plano subjetivo da mente doentia- mas não no plano da realidade concreta.

 Não seria exagero dizer que a  mente humana comum - quando  comparada a de um Buda- sofre de uma espécie de doença mental, uma psicose chamada egolatria, ignorância, ilusão. Assim, afirmar que o ego não existe é negar um problema fundamental no caminho da espiritualidade: que o ego, apesar de não ter existência substancial, ele existe enquanto persistir a doença da ignorância. Ora, se a pessoa  se considera liberta da “ilusão” do ego-sem realmente estar- isso apenas perpetua  e fortalece a atuação dele. Com isso, a pessoa não toma consciência de sua prisão e, consequentemente, não trabalha interiormente para libertar-se.

Outro engano é achar que apenas a desindentificação com os pensamentos é o bastante para promover a libertação do ego. Isso é o começo de um processo de desconstrução. O ego é uma estrutura milenar e intrínseca ao ser humano. A desindentificação com os pensamentos é um passo importante- mas não é tudo. Representa apenas o começo de uma jornada. O problema é que ao chegar nesse nível muita gente pensa: " pronto, estou livre, agora posso gozar e ser feliz!". É comum ver esse tipo de testemunho em sites, posts e comentários de pessoas supostamente "libertas" que vendem essa imagem para o mundo, geralmente para promover satsangs.


A libertação do ego talvez nunca venha nesta vida- e reconhecer isso  é de grande importância. Os pensamentos são apenas das partes, dentre as várias que compõe a  complexa estrutura do eu. Além dos pensamentos existem os desejos, os sentimentos, as emoções, as tendências pessoais, os conteúdos inconscientes individuais e coletivos etc etc. Se realmente não existisse ego por que uma pessoa gritaria para o mundo que é um “Desperto” – se autopromovendo? E  para que seus discípulos ficariam dando testemunhos- como se quisessem convencer a si mesmos e aos outros de que estão livres e felizes? A ausência do ego não seria- por definição- o fim de toda atitude ego-centrada? Não se parece isso uma grande contradição?

Krishna: o ego pode ser amigo ou inimigo
Ora, até os seres iluminados mais famosos da história deram sinais de que ainda possuíam  ego- todavia de uma maneira controlada. A mente não existe como algo separado. Ela faz parte de um fluxo universal que Jung chamou de Inconsciente Coletivo. E todo mundo que tem uma mente está ligado a este fluxo que, dentre outras coisas, é composto de elementos simbólicos, culturais, e históricos resultados de experiências e vivencias tanto individuais quanto coletivas. Jesus chorou, se enraiveceu, lutou contra os escribas e fariseus- inclusive humilhando-os em praça pública.  Krishnamurti se irritava publicamente e teve um caso com a mulher do seu secretário particular. E mesmo Ramana- que tentou representar a anulação absoluta do ego e suas partes constitutivas- ainda estava preso ao ego por sua atitude extremada de negação e passividade diante da vida. O próprio Krishna diz no Bhagavad-Gita : “O ego é o pior inimigo do Eu, mas o Eu é o melhor amigo do ego... O ego é um péssimo senhor, mas é um ótimo servidor." Claro está que o Ego continua existindo- mas controlado, não mais como senhor- mas como servo.

Alguns seguidores da visão “neo-advaita” acham que apenas a supressão dos pensamentos  “eu” e “meu” basta para libertar a Consciência do ego. Esquecem que esta é apenas uma pequena parte da porção intelectual do EGO. Além desta, o ego também tem sua parte emocional , instintiva e inconsciente. Essas continuam atuando mesmo na ausência dos pensamentos. Na verdade, ao se negar o pensamento o que acontece? São reprimidos e jogados para o inconsciente- mas isso não extingue-os de verdade. O ego continua agindo na surdina , por debaixo dos panos. Sua atuação passa a ser mais sutil e – por isso mesmo- mais perigosa uma vez que dificilmente será detectada.

 Por isso, você que é um buscador sincero da verdade, não se deixe enganar pelas palavras floridas e frases de efeitos dos gurus. Não acredite em nada em que se diz por aí- nem aqui- principalmente se pedirem  “entrega”, ou “rendição”- pois é aí onde mora o perigo. Quando a “guarda” baixa, seu ego é enfraquecido- mas não por que você se liberta dele- mas por que o seu “ego” passa a ser escravo do guru e da organização, grupo ou movimento que ele representa. Eles dizem :" não acredite em nada que você lê, não acredite na sua mente, nem nos seus pensamentos. Entregue-se. Renda-se!". E então cai-se vítima de uma prisão maior ainda. Pois se antes havia a consciência de se estar preso à ignorância do ego e precisava dele libertar-se, ao render-se ao guru a pessoa continua presa- pensando estar livre- tornando a libertação algo cada vez mais distante e irrealizável.


A maior artimanha do ego é fazer a pessoa crer que ele não existe, que nunca existiu, ou que existia e depois deixou de existir. Seja livre e veja a verdade por si mesmo. Esse artigo é apenas um “cutucão”  para que você acorde de seu sono, de suas verdades, de suas ilusões e prisões- mesmo aquelas pregadas pelos gurus e que você aceita como verdadeira por que elas lhes dão uma gostosa sensação de conforto e felicidade .  A verdade pode não ter nada a ver com isso. Como poderás saber se não a encontrares por si mesmo, sem gurus , sem organizações ou grupos?

Pense nisso e depois não diga que ninguém o avisou!

Namastê!
Alsibar

http://alsbibar.blogspot.com

sábado, 17 de agosto de 2013

“ ALCANCEI A ILUMINAÇÃO!!!” - I REACHED THE ENLIGHTMENT!


Recentemente, deparei-me com tal afirmação em um post no Facebook – e não era brincadeira. O sujeito realmente afirmava ter alcançado a iluminação. Fiquei intrigado. Por definição,  a iluminação seria um estado de “não-eu”, então quem é esse que diz “alcancei”?  Além disso, por que alguém bradaria tal fato em uma rede social? Seria uma maneira de angariar seguidores, admiradores e fama? E, em caso afirmativo, isso seria mesmo a tal “iluminação”? Talvez não seja. Ora, para saber o que não é iluminação, deve-se saber o que ela é. Este pequeno artigo se propõe a fazer uma reflexão sobre o fenômeno da iluminação em si, baseado em falas e testemunhos de iluminados autênticos . Quero deixar bem claro que não estou analisando ou julgando a pessoa que afirmou isso, mas as características do próprio fenômeno em si.

Um leitor escreveu certa vez em meu blog que não acreditava que Krishnamurti era iluminado. Fiquei pensando nas seguintes hipóteses : será por que Krishnamurti nunca se classificou ou se auto-denominou como tal? Ou será por que K. não organizou nenhum movimento religioso em torno de si? Ou será por que K. era uma pessoa de aparência comum, não lembrando em nada os gurus clássicos? E não será exatamente essa maneira comum, sem poses ou afetação, um dos sinais da iluminação? Senão, vejamos:
Na tradição budista e taoista o “ser comum” é exatamente uma das características dos maiores mestres iluminados. Na tradição judaico-cristão, a Bíblia diz que Jesus era tão comum que “nem seus irmãos acreditavam nele”(Jo- 7:5). Em nada ele lembrava um grande
avatar. A mesma coisa se pode dizer de Sri. Yuktéswar – o mestre de Yogananda. Segundo este último- poucos o reconheceram como um grande mestre ainda em vida.  Apenas após a morte do corpo físico e com o grande sucesso do Autobiografia, foi que ele se tornou conhecido como um grande iogue. Yogananda encontrou vários iogues iluminados que moravam no mesmo bairro dele - na esquina. E que ele só soube que eram iluminados, por circunstâncias muito especiais. O próprio Yogananda era um iluminado, mas não sabia que o era. É significativa a conversa que ele teve certo dia com seu mestre:
- Mestre quando encontrarei Deus?
- Ohhh… você já o encontrou!
Ele não tinha consciência que já havia “alcançado” o estado de União Divina. Em suma, o iluminado é o último a saber que o é, pelo simples fato de que não há  mais ali ninguém para dizer “eu alcancei”. Não há mais passado, presente ou o futuro matéria prima do “ego”. Esta é a dimensão do eterno presente em que TUDO JÁ É . A fronteira dos limites do tempo e do espaço: a Eternidade, o Atemporal. Onde está então aquele que alcançou alguma coisa, já que não existe passado, nem futuro, nem "ego-centro"? 
Um iluminado não sabe que o é. Se sabe-não é. Obviamente ele tem consciência de que algo lhe aconteceu, mas esse algo não pode ser expresso, nem comunicado . A iluminação é um termo muito amplo, que pode significar desde o despertar dos chakras através da Kundalini,  até o simples estado de presença, ou paz interior permanente- sem abalos ou oscilações. Isso já foi dito por grandes mestres do passado como Dogen, Lao Tsé e da modernidade como Jiddu Krishnamurti , U.G.  , Ramana etc. Mas ainda há pessoas que insistem em tratar os dois estados como algo bem dividido , demarcado e diferenciado- apartado de tudo que lembre a vida humana normal. Haveria então dois polos : um estado marcado pela bem-aventurança, êxtase intenso, amor, perfeição moral e ética , conhecimento universal, luzes, sensações, poderes etc. E no outro lado estaria o estado de sofrimento, ilusão e ignorância em que a maioria da humanidade vive. Mas será que existe mesmo tal linha demarcatória? Será mesmo que esses estados são tão diferenciados e estanques? Ou será que eles são dinâmicos , interconectados e coexistentes?
Uma das ideias mais estranhas pra quem começa a meditar é  imaginar que um dia de repente, deixará de ser um simples reles mortal ignorante e agonizante, para, de uma hora pra outra, tornar-se um ser bem-aventurado e celestial, cheio de sabedoria, luz e atributos especiais.  Ele então fica meditando, na esperança de que um dia isso vai acontecer. Mas, passa o tempo e nada desse acontecimento sublime chegar. E provavelmente morrerá sem que nada aconteça. Quem poderá nos esclarecer sobre essa questão ? 
Ora, mesmo as palavras de Buda e outros grandes mestres do passado podem ter sido deturpadas, mal interpretadas, ou sofrido alterações ao longo das inúmeras traduções e compilações. A nossa sorte é que existem Budas modernos que podem nos dar uma luz. Para os dois Krishnamurtis e Ramana- por exemplo, tudo já é aqui-agora. Não há nada pra se alcançar. E isso não é algo que se realiza no final de uma jornada de esforços e práticas- mas no começo. Para J. Krishnamurti, não há caminhos, nem jornada, e nem espaço separando os fins dos meios- os meios e os fins formam um todo integrado. Não há um “passo a passo” que culmina com um acontecimento, pois isso criaria o futuro psicológico que é o próprio centro do “eu”. O que seria, por si mesmo, um obstáculo à libertação.
Talvez os mitos e lendas em torno da história de Buda tenham contribuído  para essa ideia de que a Iluminação é um grande acontecimento datado no tempo e espaço.  Pode ser que o que  realmente aconteceu, não tenha nada a ver com o que a tradição nos conta. É possível que Buda  já viesse numa longa jornada de interiorização e compreensão que foi aos poucos se aprofundando, se expandindo, se ampliando. Não necessariamente num processo gradativo e definitivo- como comumente se pensa. Um dia ele compreendeu uma coisa, noutro outra… a formação do eu, a natureza do desejo, o encadeamento das causas e efeitos, até que chegou a compreensão do sofrimento e sua consequente extinção. Isso tudo pode ter levado anos, em termos de tempo cronológico. Em termos psicológicos é impossível dizer se houve um marco demarcatório,  como alguns querem crer e fazer crer.
A iluminação pode ser algo totalmente subjetivo e pessoal.  U.G.  Krishnamurti chamava seu estado de “calamidade” e que provavelmente se as pessoas soubessem como era “aquilo” não iriam desejar tal coisa. Já o Jiddu  fala de bençãos e ondas de êxtases em seu diário.  Cada dia era algo diferente, difícil de relatar, difícil de expressar. Sobre os tais poderes e percepções extra-sensoriais- são elementos que podem ou não acontecer. No universo místico de Ramana quase ninguém relata a existência de poderes e milagres- sua presença bastava para trazer paz e luz aos corações. Já no universo mágico descrito por Yogananda em seu Autobiografia, não faltam relatos de milagres e feitos maravilhosos que aconteciam no entorno dos mestres que ele conheceu.
Isso nos leva a concluir que essas coisas podem acontecer- mas não necessariamente. Elas são como sinais de que a consciência individual está “avançando” na conscientização de sua identidade universal. Mas isso não significa que houve um marco delimitador:um dia , uma hora em que a pessoa foi totalmente transformada de “não-iluminada” para iluminada- e que isso se tornou um estado fixo e permanente . Quando se diz que Buda “alcançou” a iluminação é para expressar uma percepção, uma compreensão, um entendimento, um insight- repentino e intuitivo-  sobre algum problema ou questão existencial.
Assim, pode-se dizer que a Iluminação é um estado de claridade, percepção, sabedoria, bem-aventurança que tanto pode ser a causa como o efeito. Ao compreender a si mesmo- seu próprio processo de formação, manutenção e dissolução do ego- de forma direta
e objetiva o sujeito se abre para novas possibilidades e insights. E esses mesmos insights o fazem avançar em sua sabedoria e percepção, o que resulta no amadurecimento espiritual,  impulsionando, assim, a escalada evolutiva da consciência individual . Em suma, não há diferença entre a meditação e a iluminação. E quem está falando isso não sou eu. Leia a sentença abaixo de Dogen- um dos grandes reformadores do Zen-budismo:
“"Praticar o caminho diligentemente é, por si só, iluminação. Não há qualquer diferença entre prática e iluminação ou entre zazen e vida diária. Zazen não é meditação passo-a-passo".
Ora, em meditação todos nós nos tornamos momentaneamente “iluminados”. Na verdade, a meditação é uma degustação deste estado sublime e isso pode ser vivido por qualquer pessoa, a qualquer hora- desde que medite corretamente. É como um peixe que sobe momentaneamente à superfície e percebe o céu infinito acima dele. O céu está sempre ali, mesmo quando ele desce às profundezas sombrias do Oceano. Ele pode retornar de tempos em tempos para vislumbrar o espaço infinito. Assim também é na meditação: um olhar para fora do oceano da mente.
O problema é que devido a diversos fatores: cármicos, sociais, espirituais, culturais, as pessoas não se dedicam  bastante a isso. Quando digo “cármicos”, significa que dentro de nós mesmos há forças que não querem, que resistem à permanência definitiva neste estado, talvez por ele ser "devastador" para o ego-centro. É um estado que destrói o conhecido, as memórias formadoras do ego, os apegos, as imagens, os desejos mentais . O ego fica reduzido momentaneamente a nada. Daí a fuga da mente que prefere viver isso apenas em alguns momentos do dia. Reservamos alguns instantes do dia, ou dos finais de semana, pra  penetrar nisso e muitas vezes de forma superficial e errada.
Lá  no fundo, o ego  não quer a Iluminação. Prefere algo que ele possa manipular e tirar proveitos pessoais. Daí que, qualquer estado de bem-aventurança ou qualquer estado mental diferenciado, logo, logo se alardeia como sendo a grande “Iluminação”. É como se dissessem aos outros “ venham até a mim, agora sou uma pessoa especial, importante e espiritualmente realizada”. Lamentavelmente, alguns gurus  realmente acreditam que se autorrealizaram- é o chamado auto-engano.  Essas pessoas tem, em geral, sérios distúrbios e transtornos comportamentais. Estão numa zona intermediária entre a loucura da iluminação idealizada e a sanidade do ego esperto -mas não desperto . Muitos são espertalhões ,  outros são charlatães mesmo- agem de má fé.
E a iluminação é um fenômeno permanente e estanque como em geral se acredita? Será que é algo que se alcança e fica-se lá eternamente em berço esplêndido?  Sabemos que a consciência vai e volta, sobe e desce, mergulha e volta à superfície… a profundidade do mergulho é que vai determinar a intensidade da experiência. Por isso que ninguém pode-se dizer iluminado… quando a consciência está mergulhada lá, nada pode ser dito acerca disso. E quando ela volta, voltou. Não deixou de ser, mas deixou de estar em contato com as profundezas iluminadas da própria consciência. Por isso mesmo que até seres como Jesus, Krishnamurti e outros, tem que manter constante vigilância  pois há sim o risco de queda. A subida e a descida da consciência individual ao Infinito é uma viagem arquetípica que ocorre sempre que a consciência desce à carne, ou sobe de volta à fonte. Essa mesma experiência é vivida por todos durante a meditação- mesmo que por alguns instantes. 
O fato é que quem diz “alcancei a Iluminação”, está na verdade, apartado dela. Esse em si é um sinal de que a consciência “voltou” do seu estado de união, para o estado de separação. E é exatamente aí que mora o perigo. Quando a consciência volta, o ego toma de conta e passa a usar o tal “estado”  para manipular as  pessoas, fazer discípulos, estabelecer-se e expandir-se.
Baseado nos argumentos acima, podemos concluir que o estado de iluminação não é algo que possa ser comunicado, nem manipulado,  não torna a pessoa um ser “especial”, não outorga privilégios, nem autoridade. Você poderá perguntar então: e como saberão que a pessoa alcançou aquele estado já que ele não pode ser comunicado?  É a própria vida da pessoa que comunica, seu ser, suas atitudes diárias, seu olhar, suas ações,  a forma como se relaciona consigo mesmo, com a vida e as pessoas ao seu redor- é isso que irá indicar ou até mesmo revelar que algo diferente aconteceu. O “iluminado” que orgulhosamente  divulga o próprio estado como quem passou num vestibular, terminou uma graduação ou alcançou o pico do Everest, está se iludindo e iludindo os outros. Na verdadeira iluminação, não há mais o sentido do “eu sou, eu alcancei, eu me tornei…” Daí a humildade natural dos verdadeiros despertos. Eles são como crianças, sem afetação ou sentido do “eu”.
Quer um exemplo? Veja o relato de Ram Gopal Muzumdar- o “Santo que Não Dorme” meditou por mais de 45 anos diariamente o dia todo, e mesmo assim não se achava digno diante de Deus. Quando  Yogananda lhe pediu a iluminação, o grande iogue respondeu-lhe de uma forma inesperada e significativa:
“- Você me pede a iluminação enquanto eu próprio cismo , insignificante como sou, e com a pouca meditação que fiz, se consegui agradar a Deus, e que merecimento poderei encontrar a Seus olhos no cômputo final.
- Senhor, não procurou Deus, com toda sinceridade, durante longo tempo?
- Não fiz outra coisa. Durante vinte anos ocupei uma gruta secreta, meditando dezoito horas diariamente. Em seguida, mudei-me para uma caverna mais inacessível e ali permaneci por vinte e cinco anos, mantendo-me em êxtase durante vinte e quatro horas todos os dias. Não precisava dormir, pois estava sempre com Deus, Meu corpo conhecia mais
Ram Gopal Muzundar
descanso, pela calma absoluta da superconsciência, do que poderia obter pela imperfeita paz do estado subconsciente ordinário. Os músculos se relaxam durante o sono; mas o coração, os pulmões e o sistema circulatório continuam a trabalhar incessantemente; não conhecem repouso. Em superconsciência, todos os órgãos internos permanecem em estado de animação suspensa, eletrificados pela energia cósmica. Por este meio, para mim, vem sendo desnecessário dormir durante anos.
- Céus, o senhor meditou tanto tempo e ainda não tem certeza do favor de Deus? - Então, que esperar para nós, pobres mortais?
- Bem, não vê, querido jovem, que Deus é a própria Eternidade? Pretender conhecê-lo em Sua plenitude, com quarenta e cinco anos de meditação, é expectativa bastante absurda. Bábají nos assegura, entretanto, que até uma pequena meditação nos salva do terrível temor à morte e aos estados pós-morte. Não fixe seu ideal de espiritualidade em pequenas montanhas, mas engaste-o na estrela da integral realização do Divino. Se praticar com firmeza e constância, atingi-lo-á.”
Este mestre vivia anonimamente em um pequeno vilarejo da Índia, em um local distante e de difícil acesso. Ele não precisou dizer para ninguém que era iluminado. Ninguém na vila sabia que morava ali um grande iogue. Mesmo assim, suas palavras e vida são fontes de inspiração e exemplo pra milhares de pessoas no mundo todo. Isso nos traz grandes lições. Uma delas é a da humildade . Mostra-nos que ninguém precisa proclamar aos quatro ventos que  é um cristo, iluminado, guru ou salvador. Deus, a Vida- se encarrega dessa parte, se isso for necessário, útil e importante. Ou seja, quando está no plano divino que a pessoa seja reconhecida, o próprio Destino se encarrega de torná-la conhecida. Não é necessário que a própria pessoa alardei isso. Ao buscador compete  apenas meditar e e se entregar- o resto vem pela providência divina.
Que cada um possa refletir sobre essas questões em seus corações e tirar suas próprias conclusões. Como sempre digo no final de meus artigos: as reflexões aqui apresentadas não se pretendem verdades absolutas, mas norteadores no caminho da sabedoria e do verdadeiro despertar espiritual.
Namastê!
Alsibar
Bibliografia: Autobiografia de um Yogue Contemporâneo- Paramahansa Yogananda- Self Realization Fellowship.




sábado, 21 de julho de 2012

QUEM FOI OSHO ( BHAGWAN SHREE RAJNEESH)? - Última Parte. Who was Osho?


Quem foi Osho ( Bhagwan Shree Rajneesh)?

( Nesta última parte do artigo, Christopher Calder continua suas considerações sobre o Osho e descreve eventos e curiosidades desconhecidos da maioria do público. Um importante estudo para se analisar o próprio fenômeno da Iluminação e para que todos possam refletir sobre a natureza "iluminada" e supostamente infalível  dos gurus)

Osho, Bhagwan Rajneesh, and the Lost Truth  por Christopher Calder
                                           (Terceira e última parte)

Rajneesh mentiu quando disse que tinha discípulos iluminados. Mentiu quando disse que nunca cometeu nenhum erro. Perto do fim da vida, ele foi forçado a admitir que era falível, uma vez que sua lista de mal-feitos tinha aumentado em proporções monstruosas. Ele mentiu ao negar que suas terapias de grupo não era nada mais do que um artifício para ganhar dinheiro. Rajneesh mentiu sobre a desobediência às leis de imigração dos Estados Unidos e ele só admitiu a verdade depois de  ter sido presenteado com evidências irrefutáveis contra ele. Ele mentiu ao dizer que foi pego em um esquema fraudulento, para conseguir status de residência permanente. Rajneesh não era um ladrão de banco, mas era literalmente um mentiroso patológico. A coisa mais ridícula é que todas suas mentiras foram totalmente desnecessárias e contraprodutivas. Por mais convencional e antiquado que pareça: honestidade é realmente a melhor política.

Rajneesh mentiu quando afirmou que não era responsável pelos horrores da comuna do Óregon. Ele foi responsável porque ele escolheu Ma Anand Sheela e as pessoas que cometeram os maiores crimes: de conspiração para assassinato, envenenamento, assalto em primeiro grau, roubo, incêndio, e grampos ilegais. O próprio Rajneesh deu aprovação verbal direta para Sheela espionar e grampear ilegalmente seus próprios discípulos. O fato de Rajneesh não ter ordenado ou não ter conhecimento prévio (espero) dos crimes mais sérios e violentos, não significa que ele não foi eticamente responsável por eles. Rajneesh nunca se voltou contra Ma Anand Sheela até ele começar a suspeitar que ela  estava roubando seu dinheiro.   
  
Apenas um mês antes da fuga de Sheela da comuna, Rajneesh falou publicamente sobre ela, afirmando que “ eu venho preparando ela como uma espada. Eu falei pra ela sair e cortar quantas cabeças fossem possíveis”. Mais tarde, Rajneesh fingiu inocência e declarou que Sheela estava controlando ele-apesar do fato óbvio que Rajneesh era a única razão para a comuna existir. Rajneesh estava rodeado por milhares de discípulos que o adoravam e que ficariam felizes em expulsar ou mesmo prender Sheela a qualquer hora que ele ordenasse.    

Sheela fazia o trabalho sujo de Rajneesh e o fato de ela ter ido mais longe  em seus crimes do que Rajneesh havia planejado, não o exonera totalmente da culpa. Quando estava pra deixar a comuna , Sheela declarou que estava cansada de “ser escrava por 16, 17 ou 20 horas por dia” e cansada de “ tirar comida da boca das pessoas para comprar relógios e Rolls- Royces”. Rajneesh então afirmou publicamente que Sheela tinha extorquido milhões de dólares da comuna. A resposta de Sheela a sua acusação foi que o próprio Rajneesh tinha gastado todo dinheiro com seus brinquedos caros , que Rajneesh era ruim em matemática e “não sabia contar”. É claro que a compra de dezenas de relógios encravado de jóias e mais de 90 Rolls- Royce custaram à comuna muitos milhões de dólares. Depois de ter sido solta da prisão, Ma Anand Sheela continuou trabalhando para viver, sem sinais explícitos de grande riqueza. Sheela cometeu muitos crimes mas  o próprio Rajneesh nunca foi “inocente”.  
   
Se um professor coloca um marinheiro bêbado no comando da direção de um ônibus escolar e as criança acabam morrendo, então o professor é responsável por suas mortes. Rajneesh sabia o tipo de pessoa que Sheela era e ele a escolheu por causa de sua corrupção e arrogância- não apesar disso. Rajneesh orientou pessoalmente Sheela em como controlar e manipular seus próprios discípulos. E foi o próprio Rajneesh quem encorajou Sheela nos infames ataques no programa da ABC, Nightline. Numa tentativa covarde de se livrar de seus próprios erros, Rajneesh mudou seu nome para Osho, como se a mudança de um nome pudesse livrá-lo de seus pecados.

         Não há nenhuma  evidência pública explícita que sugira que Rajneesh ordenou o ataque bacteriológico contra os dez restaurantes de Óregon. Também não há evidência  pública explícita que envolva Rajneesh na trama em que um piloto sannyasin voaria num avião cheio de explosivos sobre um tribunal de Oregon, a fim de intimidar a oposição política. Felizmente, o piloto sannyasin que foi convidado para executar a insana tarefa, não era tão burro quanto os conspiradores, e ele fugiu da comuna sem cometer qualquer crime.

   Rajneesh foi diretamente responsável pela mistura distorcida de escravidão totalitária e indulgência libertina que a comuna representou. De acordo com relatórios publicados altamente críveis, Rajneesh permitiu que homens de meia idade  tivesse relações sexuais com  meninas na pré-puberdade  na comuna, em nome da liberdade sexual. Todavia, seus discípulos não foram autorizados a ter uma mente própria e tiveram que se render totalmente à  vontade do grande Bhagwan. Os discípulos eram freqüentemente forçados a trabalhar 12 horas por dia em  difíceis condições de frio , enquanto ele próprio experimentava  "maravilhosos espaços " em sua piscina interna  privativa, aquecida  e assistia inúmeros filmes em sua televisão de tela grande de projeção, tudo isso enquanto desfrutava de seu suprimento diário de drogas . Rajneesh demonstrou seu amor divino por seus discípulos pelo desperdício de milhões em ativos-  duramente ganhos pela comuna- em sua coleção de carros e jóias caras,  tudo em nome do não-ego e da entrega espiritual . 



     Por que Bhagwan Shree Rajneesh possuía mais de 90 Rolls-Royces? Por que Saddam Hussein possuía dezenas de palácios luxuosos? Esses desejos foram produtos da mente animal básica de dois homens que cresceram cercados  pela pobreza. Iluminação não se preocupa com símbolos de poder e potência. Procurar explicações esotéricas ocultas para comportamento obsessivo,  é inútil. Existe alguma razão oculta que explique por que Elton John gasta mais de US $ 400.000. por mês em flores? Existe uma razão espiritual secreta para que Rajneesh tivesse uma coleção de dezenas de relógios femininos caros? A consciência cósmica universal é completamente neutra e sem qualquer necessidade de possuir, impressionar ou dominar. Ela também não pode controlar ou dizer a hora.


    
          Uma das mentiras mais flagrantes de Rajneesh foi que "o iluminado nada ganha de seus discípulos." Rajneesh queria que as pessoas acreditassem que tudo que ele fazia era uma graça gratuita, nascida de pura compaixão, e que ele pessoalmente não ganhava nada desta relação guru-discípulo. Um fato provável óbvio foi que Rajneesh ganhou muito dos seus discípulos: dinheiro, poder, sexo, e a excitação da constante adoração. Assim como estrelas do rock se tornam energizados por fãs gritando nos shows, Rajneesh ganhava energia emocional e apoio de seu exército de sannyasins. A transferência de energia era uma via de mão dupla, e não um dom totalmente gratuito de sentido único. Ser um guru era seu negócio, seu único negócio. Sem aquela renda, pelo menos no nível físico, ele era apenas um indiano baixo, calvo, deficiente físico que não poderia arranjar um emprego . A  iluminação bastante real de Rajneesh não iria pagar suas contas ou dar-lhe os luxos materiais que ele ansiava.


    A Consciência necessita de entretenimento para sobreviver, e Rajneesh usou seus discípulos como brinquedo para sua própria diversão. Rajneesh não tinha renda capaz de mantê-lo por conta própria, então ele só poderia ganhar poder materia,l  manipulando os outros para fazer sua vontade . A equação era simples. Quanto mais  discípulos ele atraísse, mais poder e riqueza obteria.


     
         Durante o encarceramento de Rajneesh na América, uma câmera de vídeo de segurança registrou-o, quando ele foi deixado sozinho numa sala de espera. Rajneesh parecia entediado e revoltado, assim como qualquer homem comum poderia ficar. Ele não parecia bem-aventurado ou iluminado- em absoluto.  Na minha opinião, esse vídeo revelou a dura verdade sobre o fenômeno que chamamos de 'iluminação'. A realização do Vazio não é suficiente para qualquer um. Todos os animais humanos, iluminados ou não, precisam de interação social e os confortos do mundo material para ficarem satisfeitos.

     Em vários níveis, Rajneesh era apenas um homem comum. Sexualmente, ele era ainda menos comum do que o normal .   Em seus primeiros anos, e fingindo ser um grande Tântrico, Rajneesh,  ridiculamente, deu péssima orientação sexual , numa época em que ele mesmo tinha pouca experiência de primeira mão  com o sexo .  Durante os anos em Bombaim, Rajneesh, frequentemente, apalpava os seios de jovens discípulos femininas. Em pelo menos uma ocasião, ele pediu a um casal para ter relações sexuais na sua frente  para que ele pudesse assistir. O casal sabiamente rejeitou seu pedido.

     Rajneesh, muitas vezes, pedia a mulheres com metade de sua idade para tirar a roupa na sua frente  para que ele pudesse "sentir seus chakras." Para facilitar essa prática, ele instalou uma fechadura elétrica na porta de seu quarto que podia ser ativada a partir de um botão em sua mesa. Rajneesh apalpou os seios de duas amigas minhas e "sentiu os chakras" de uma terceira. Logo, comecei a perceber que, como tantos outros gurus indianos agarradores de menina que se tornaram notícia, Rajneesh, no nível humano, era apenas um indiano comum sexualmente imaturo . Minha amiga, que sofreu o incidente do “sentir o chakra”, ficou tão arrasada que ela nunca mais voltou a vê-lo de novo. Ele havia lhe dito: "Não se preocupe. Você é minha agora." Esta declaração violenta assustou-a tanto quanto o avanço sexual. A jovem era uma estudante de música indiana e já havia sido explorada sexualmente por um famoso músico Indiano. Ela sabia, em primeira mão, como eram  muitos dos homens indianos . Rajneesh  provou ser previsível e decepcionante da mesma forma .

     Depois que Rajneesh começou a ter relações sexuais regularmente, sua necessidade espiritual de "sentir os chakras" de suas discípulas desapareceu misteriosamente.     Rajneesh racionalizava as relações sexuais com suas discípulas femininas, alegando que o ato as abençoaria de tal forma que a tornariam iluminadas em alguma vida futura. Sua declaração,  anos mais tarde,  de que não há tal coisa como reencarnação fez suas racionalizações sexuais parecem ainda mais ridículas e egoístas.  

     Rajneesh tinha muito coisa dentro dele que eu desejava: a energia, a luz, e um vasto e expansivo estado de ser. Infelizmente, havia muita coisa dentro dele que eu não queria ou respeitava.  Eu não vejo problemas em Rajneesh  ter os mesmos desejos sexuais que todos os homens têm. Eu vejo probleas, quando ele foi desonesto e cruel por razões puramente egoístas.

     Enquanto vivia em Bombaim, Rajneesh engravidou uma jovem  através de uma sedução agressiva e indesejada. Este não foi, por definição, um estupro , mas sim um caso de subjugação psíquica- o que não é contra qualquer lei, porque nenhum sistema jurídico reconhece que os poderes psíquicos existam. A mulher ficou muito chateada e foi forçada pelas circunstâncias a fazer um aborto. A fim de proteger sua imagem como um grande guru, Rajneesh mentiu sobre seu envolvimento e alegou que a menina tinha imaginado todo o caso. A jovem contou à embaixada americana sua história, e aquele incidente marcou o início de problemas de Rajneesh com o Governo dos Estados Unidos.

     A natureza muniu os animais humanos de um forte desejo sexual, praticamente indestrutível, como forma de garantir a reprodução das espécies. Devido à enorme importância e poder do sexo, a maioria dos gurus, iluminados ou não, têm mantido uma vida sexual ativa que, muitas vezes, são mantidos em segredo por razões puramente políticas. Em seus primeiros anos, Rajneesh mentiu sobre sua forte sexualidade alegando ser celibatário. Para ser justo, isso tem que ser entendido no contexto de uma  rígida estrutura  anti-sexual e altamente  hipócrita da sociedade indiana . Mais tarde, depois que sua posição como  guru se tornou segura, Rajneesh  passou a se gabar publicamente nos meios de comunicação americanos dizendo que ele teve relações sexuais " com centenas de mulheres ." Todas as parceiras sexuais de Rajneesh  eram suas próprias estudantes de meditação que foram usadas ​​como seu  harém pessoal.



     Todos os seres humanos são animais, especificamente mamíferos. Os cientistas agora acreditam que o DNA humano é de aproximadamente 93% igual ao DNA de um chimpanzé.  A história do mundo, mitologia asiática, a política e o comportamento Alfa de gurus do sexo masculino faz muito mais sentido  se você mantiver esse inegável fato em mente. Nossas forças motivadoras subconscientes mais primitivas vêm do mundo animal, do qual ainda fazemos parte. 


        
       A última vez que visitei o ashram Rajneesh em Poona, na Índia, foi em 1988. O ashram literalmente mais parecia uma alta convenção dos Camisas Marrons Alemães (tropas de assalto) . Rajneesh, ou melhor, "Osho", ainda era muito popular na Alemanha, devido em parte aos seus comentários na revista alemã Der Spiegel , que foram amplamente interpretados como sendo pró-Hitler. Muitos jovens alemães, que estavam à procura de um líder forte e carismático, ficaram emocionados com suas palavras.Aqueles que perderam entes queridos durante a Segunda Guerra Mundial ficaram justamente chocados.  

     Mesmo no início de 1970 em Bombaim, Rajneesh fez declarações descuidadas que poderiam facilmente ser interpretada como sendo pró-Hitler e pró-fascista. Em uma palestra sobre "grupos esotéricos", ele afirmou que Adolf Hitler tinha sido telepaticamente apoiado por um grupo budista oculto com o qual Rajneesh estava em contato . Durante a Segunda Guerra Mundial é bem sabido que um número de Brâmanes iogues indianos e mestres Zen japoneses " haviam apoiado a causa do Eixo e do extermínio das "raças inferiores", assim a declaração de Rajneesh não era inteiramente surpreendente, se não totalmente crível. 

     Em Poona, Rajneesh deu uma palestra infame no qual afirmou que os Judeus não tinham dado a Hitler "nenhuma escolha", a não ser exterminá-los. Em seus últimos anos, Rajneesh declarou que "eu me apaixonei por este homem (Adolf Hitler). Ele era louco, mas eu sou mais louco ainda."  Rajneesh disse que queria seus sannyasins "para dominar o mundo" e que ele tinha  estudado Hitler  para obter insights sobre como realizar a tarefa. Para um homem que retratou a si mesmo como a alma mais inteligente, a mais elevada e a maior do mundo, tais comentários eram, para mim,  a prova  que seu uso de drogas havia destruído a qualidade da sua mente. 

     Os comentários de Rajneesh a respeito de Hitler poderia ser considerado como desagradável, nada além do que um inofensivo ar quente, se não fosse pelo fato de que ele colocou em prática muitas das técnicas de Hitler . Rajneesh usou o método das "grandes mentiras" de controle da mente de Hitler de forma muito eficaz, e ele exigiu a rendição total de suas tropas (discípulos). Rajneesh  manteve uma rede de espionagem ilegal sobre seus próprios seguidores e usou informantes para eliminar os desleais. Ma Anand Sheela, sua secretária pessoal, virou o jogo contra Rajneesh  ao pôr  escutas na cadeira que era a marca registrada de Rajneesh, uma traição que seu "terceiro olho" nunca detectou. A polícia de Óregon descobriu mais tarde conversas de Rajneesh gravadas ilegalmente , mas devido a regras de prova, elas não poderiam ser usadas contra ele em um tribunal de justiça. As fitas foram reportadas como sendo altamente condenável para a culpabilidade de Rajneesh, grande parte continha o dia a dia das atividades ilegais da comuna .

     Rajneesh transformou muitos dos seus discípulos no equivalente aos Camisas Marrons armados. Tenho recebido cartas de vários dos ex-guardas de segurança de Rajneesh, que admitiram que haviam caído sob o feitiço do fascismo e, agora, se arrependiam de seu comportamento e atitudes. Um deles escreveu que ele nem sequer sabia como meditar, e que "a emoção do poder" era o que o mantinha fiel ao seu grande líder. Em Poona, os guardas de Rajneesh espancaram um morador  local irritante, suas mãos foram postas por de trás das costas enquanto os guardas batiam nele. No Óregon, os guardas de Rajneesh estavam armados até os dentes com pistolas e fuzis militares de estilo semi-automáticas. Rajneesh nunca foi um admirador de Mahatma Gandhi, o grande pacifista indiano, mas ele tinha uma fascinação doentia por Adolf Hitler, assim como pelo general do Exército dos Estados Unidos, George Patton. De acordo com Hugh Milne (Shivamurti), Rajneesh assistiu ao filme Patton  várias vezes em sua grande  televisão em tela de projeção, em sua casa de rancho no Óregon.
  
     Talvez o pior traço pessoal de Rajneesh era que ele sabia exigir dos outros o que ele mesmo não suportava. Frequentemente ele colocava seus discípulos para suportarem grandes dificuldades físicas, o que resultou em doenças graves e até em morte para alguns. Enquanto que ele próprio vivia no luxo e não suportava o desconforto físico, sem que reclamasse em voz alta como um bebê. Depois de sua prisão em 28 de outubro de 1985, no Charlotte / Douglas International Airport em North Carolina, Rajneesh foi entrevistado pela ABC de televisão. Ele começou sua entrevista direto da prisão chorando, com uma voz estridente reclamando sobre as precárias acomodações  da cadeia. Seu choramingar agudo era tão estranho e irritante que o Saturday Night Live , um programa de comédia  da NBC da madrugada, usou a filmagem sarcasticamente como uma piada em que "Deus" estava reclamando.

     Durante o aparecimento de Rajneesh na prisão, no programa de televisão da ABC  Nightline , Rajneesh deu respostas evasivas e desonestas para todas as perguntas de Ted Koppel, e ele se comportou como um político excepcionalmente pomposo e inepto, preso em flagrante em atividade ilegal. Rajneesh alegou que ele não era responsável por qualquer dos crimes cometidos no município porque ele estava "em silêncio."  O fato comprovado é que, embora Rajneesh tivesse parado de dar palestras públicas por um tempo, ele nunca parou de falar com Ma Anand Sheela e outros discípulos próximos. Rajneesh foi sempre a autoridade máxima na comuna, apesar disso, Sheela cometeu um dos crimes mais graves em suas costas.

     O revendedor favorito de Rolls-Royce de Rajneesh declarou que "o Bhagwan"  passava horas no telefone falando com ele sobre suas frequentes compras semanais de novos  automóveis . Todos os seus mais de 90 Rolls-Royces foram pagos pelos fundos gerais da comuna sob  suas ordens diretas, não eram "presentes" de pessoas de fora,  como ele tentou alegar mais tarde. Rajneesh era a única pessoa que queria os carros e ele era a única pessoa autorizada a dirigi-los. Depois da falência da comuna, ele afirmou que os automóveis eram de propriedade da comuna, não dele.

     Em sua entrevista no Nightline , Rajneesh fingiu não saber que ele estava deixando os Estados Unidos durante sua tentativa de escapar de um iminente mandato Federal de captura por acusações de extorsão e imigração ilegal.  A defesa de Rajneesh era que ele estava dormindo inocentemente quando a polícia abordou o jato particular que ele havia contratado para voar para as Bermudas. Rajneesh disse que achava que Bermuda era apenas outro estado americano, e que ele estava indo de férias para descansar e fugir das "ameaças de morte." Mais tarde, as autoridades souberam que um discípulo de Rajneesh com ligações com o Departamento de Justiça dos Estados Unidos havia avisado Rajneesh sobre sua prisão iminente. Nem mesmo seus próprios sannyasins sabiam que ele havia deixado o município até que eles souberam, através da mídia, da prisão de Rajneesh e de vários seguidores no aeroporto da Carolina do Norte .O fato triste foi  que seu grande guru "iluminado" tinha secretamente abandonado seus próprios discípulos, deixando-os para enfrentar a música toda por conta própria. A bagagem de Rajneesh e seus companheiros foi revistada e encontraram um saco de dinheiro, uma caixa de relógios caros  incrustados de jóias, e um revólver.

     O culto a Rajneesh teve pouca sorte para conquistar os telespectadores americanos. Ma Anand Sheela desgraçou a si mesma em Nightline, semanas antes de explodir em altas obscenidades , forçando Ted Koppel a tirá-la do ar.  Depois, o Saturday Night Live  transmitiu uma esquete sobre um leilão com o ator Randy Quaid vendendo os mais de 90 Rolls-Royce do " Bhagwan " . Anos mais tarde, os Simpsons, um desenho animado bastante popular da rede de televisão FOX , produziu uma paródia de Rajneesh, que mostrava um guru com uma luva branca dirigindo seu Rolls-Royce por uma estrada  enlameada da comuna, enquanto seus discípulos sentiam alegria em comer sua terra suja. No cartoon, o grande guru tentou escapar da comuna com sacos de dinheiro em uma reformada máquina voadora caseira.


" Quando se trata de gurus, leve o melhor e deixe o resto. "  - Ramamurti Mishra


     
     Durante minha última visita ao ashram Poona em 1988, Rajneesh estava em silêncio, porque ele estava zangado com seus próprios discípulos. Ele queria que seus sannyasins fizessem manifestações nas ruas contra algumas autoridades indianas que falaram contra ele. Sabiamente, ninguém estava interessado em criar um novo confronto. Esse "maldito surto de  sanidade" entre o rebanho, irritou Rajneesh que, como punição, cancelou as palestras públicas. Assim , eu só consegui vê-lo na fita de vídeo.

     Na palestra gravada, Rajneesh fez um discurso emocionalmente inflamado, e fatualmente incorreto, sobre como a polícia nos Estados Unidos havia roubado a sua coleção de relógios femininos incrustados de jóias . Ele disse que eles nunca seriam capazes de usá-los em público porque seus sannyasins veriam os relógios em seus pulsos nos aeroportos, estações de trem, etc, e começariam a gritar bem alto que "você roubou o relógio de Bhagwan! " Suas palavras e maneiras eram tão infantilmente irracionais que ele me lembrou o líder do culto suicida, Jim Jones. Este velho louco, agora chamado de "Osho", foi um grito distante do sereno, digno e altamente eloqüente Acharya Rajneesh que eu tinha conhecido anos antes. 

     Obviamente, Rajneesh  não era "sem ego", como ele costumava afirmar. O cérebro humano é uma máquina de pensar biologicamente criada, que evoluiu  em ambos os lados: auto-preservação  pessoal e sobrevivência das espécies. O ego, que é uma força motivadora egoísta, é necessário para proteger nossa colônia de células vivas (corpo físico) contra o perigo e manter nossas células reabastecidas com água e comida. Se você não tivesse um ego, você não seria capaz de pensar, falar ou encontrar comida, abrigo e roupas.

     Imagens de scanners  de ressonância magnética (fMRI) de monges tibetanos e iogues hindus demonstraram que durante a meditação profunda as partes do cérebro que nos dá uma sensação de localização no tempo e espaço são menos ativos. Se você retardar o processo de pensamento, e ao mesmo tempo reduzir o sentido de localização do cérebro, a consciência perde seu conteúdo e suas fronteiras. Você se sente infinito, eterno, e vazio. Este sentimento de um Vazio infinito dá a falsa impressão de que o ego não existe mais. O não-ego é uma ilusão, porque a função do ego é uma parte fundamental da estrutura física básica do cérebro em si. O Ego não pode ser perdido a menos que seu cérebro morra, o que causará a morte de todo seu corpo .

     Muitos seres humanos iluminados foram enganados pela redução da função de localização espacial do cérebro e acreditaram que não mais tinham o egoísmo pessoal que poderia causar problemas. Meher Baba passou grande parte de sua vida se gabando sobre o quão grande ele era, e ainda, na sua consciência sem fronteiras, ele não sentia seu ego pessoal. Meher Baba chegou até mesmo a proclamar ao mundo que " Ninguém me ama tanto quanto eu mereço ser amado ". Na verdade, Meher Baba era muito egocêntrico e ele deveria ter percebido que mesmo o fenômenos cerebral que chamamos de "iluminação" não é desculpa para se gabar. O mesmo equívoco  fundamental atormentou Rajneesh. Ele tornou-se iludido achando que  estava acima da arrogância e ganância, mas este simplesmente não era o caso.   O ego é um fio duro em nossos caminhos neurais e não pode ser destruído-a menos que o corpo físico morra. 

     Até mesmo os seres humanos iluminados têm que se importar com suas maneiras e perceber que o Atman é o maravilhoso fenômeno que eles devem promover, não suas próprias personalidades temporárias.  Ramana Maharshi tinha a abordagem correta a esse respeito, e essa é uma razão pela qual ele ainda é amado por todos. Ramana Maharshi promoveu o Átman, a consciência cósmica universal, mas nunca o seu próprio corpo e mente mortais. 

     A energia espetacular de Rajneesh era prova de que ele era um iluminado no sentido Oriental, esotérico da palavra. A definição Oriental, esotérica de "iluminação" é um fenômeno de energia, alcançado apenas por aqueles que estão totalmente abertos para o infinito poder do universo. A definição Ocidental é simplesmente  ser um homem muito sábio, que Rajneesh, na minha opinião, não era.

     Mesmo depois de voltar para Poona, Rajneesh continuou seu uso de Válium e óxido nitroso e parecia incapaz de aprender com seus próprios erros. Rajneesh muitas vezes taxou seus críticos de "idiotas". Ainda em seus anos finais, Rajneesh não tinha voz sã dentro de si capaz de dizer “Não! Basta!”.  Como um demente alcoólico, Rajneesh não conseguia parar seu próprio comportamento auto-destrutivo, e a qualidade do seu julgamento caiu abaixo até mesmo do ser humano não-iluminado mais comum . Rajneesh tinha usado os mitos do Tantra para racionalizar sua desonestidade e egoísmo, e agora ele não podia parar. Mais cedo na vida, Rajneesh tinha deixado de pagar uma conta de hotel, enganou um agente imobiliário devido à uma comissão, e obtivera milhões de dólares dos seus próprios discípulos através de mentiras e fraudes. No final, Rajneesh havia se tornado um viciado em drogas sem esperança de recuperação, além disso nenhuma racionalização espiritual poderia alterar esse fato.

     O ensinamento  ao longo da vida Rajneesh tinha sido que a iluminação é um perfeito estado de não-ego que traria sabedoria, compaixão, e no seu caso único, a completa infalibilidade. Nos últimos meses de sua vida, Rajneesh, agora rebatizado como "Osho", finalmente admitiu que o ego não podia ser destruído, mas apenas ", observado." A própria base de sua demanda pela entrega total dos seus discípulos foi a de que os seguidores, que eram contaminados pelo ego, tinham que submeter sua vontade ao mestre perfeito, porque somente o mestre perfeito não tinha ego e, portanto, não poderia fazer nada de errado. Se isso não fosse verdade, então por que alguém deveria entregar-se a outro ego humano falível e corruptível?

     Rajneesh ainda  admitiu finalmente que não há reencarnação , e que o próprio conceito de reencarnação era apenas uma "má interpretação" de outros fenômenos .   Esta admissão chocante significava que suas frequentes afirmações anteriores de ser um famoso guru em vidas passadas eram pura ficção, projetado para impressionar, manipular e controlar os seus discípulos. O principal ensinamento de Rajneesh foi baseado na alma, reencarnação, e no alcançar a liberdade de renascimento (moksha) através da prática espiritual. Sua ingestão maciça de droga parecia atuar como uma espécie de soro da verdade, às vezes, permitindo a admissão de verdades que ele já tinha mantido em segredo, a fim de manter o controle de do império que era seu culto. O curso da vida de Rajneesh e suas admissões induzidas por drogas provou-me que seus ensinamentos mais básicos estavam errados e eram uma mentira. 

     Em seus últimos dias, Osho discutiu com seus médicos para ignorar sua ética médica e dar-lhe ainda mais óxido nitroso. Osho racionalizou seu vício em drogas, exatamente como um adolescente que é pego fumando maconha pela mãe. O Deus "Bhagwan Shree Rajneesh" havia caído e se tornado o tropeço embriagado Osho, e um número substancial de seus discípulos eram tão viciados em suas palavras artisticamente sedutoras e em sua falsa imagem, que eles não puderam nem mesmo ver o que estava acontecendo bem na frente de seus próprios olhos.  No final de 1989, em um ato final bizarro, Osho ordenou a seus dentistas que removessem a maioria dos seus dentes sem nenhuma razão médica legítima. Se Osho tinha suspeitado que as obturações de mercúrio em seus dentes estavam causando-lhe problemas de saúde, ele poderia facilmente ter substituído as obturações antigas por modernas obturações dentárias de plástico branco. Por que Osho queria ter  tantos dentes removido é um mistério até hoje. É desnecessário dizer que a  remoção não fez nada para melhorar sua saúde.

     Nos primeiros anos após a morte de Osho, o ashram (mosteiro) de Poona havia se transformado em um "cashram" (moneysteiro) e administrado em função do lucro. Punção de Cor,  Tarô Tântrico, grupos de encontro, e cada golpe  editorial era vendido por discípulos de Osho por grandes somas de dinheiro. Quando eu lembro do dia em que ao acabar de completar 40 anos de idade, o Acharya Rajneesh instruiu uma mulher Japonesa dizendo que " A meditação não deve ser transformada em negócio . " O meio corrupto ficou tão fora de controle  que a intenção original dos fins foi esquecido. Seria maravilhoso acreditar que os homens iluminados eram perfeitos em todos os sentidos. Isso tornaria a vida mais simples e mais doce, mas seria ficção, não um fato.


A ÚLTIMA IMAGEM - abaixo é a face da loucura e superconsciência vivendo juntas.  Infelizmente, uma não exclui a outra. Consciência é apenas uma função do cérebro como a memória, não uma cura milagrosa para tudo. Meditação sozinha não resolve todos problemas . A meditação dá-nos o relaxamento necessário , fazendo-nos esquecer os problemas reais com que todos nós nascemos. Acima de um nível modesto, o alargamento da consciência não tem  nenhum benefício funcional de qualquer tipo. As pessoas tomam um caminho errado quando elas igualham  expansão da consciência com expansão de sabedoria e virtude. A história prova que a superconsciência  leva, muitas vezes, à auto-ilusão e delírios de grandeza.

     A consciência cósmica acrescenta ênfase e êxtase à vida, mas isso não muda o resultado final de nossas vidas, e não ajuda a alimentar, vestir e abrigar a raça humana. Não há outro mundo "espiritual" para onde possamos escapar. Estamos todos juntos aqui compartilhando este ÚNICO MUNDO (WORLD ONE) , que é formado por células vivas e tempo-energia-matéria-espaço, não por almas, reencarnação e karma. A meditação é um fenômeno do cérebro absolutamente maravilhoso e espetacular, mas não devemos exagerar ou criamos as maldições da religião, cultos, e "sistemas de crenças", baseado na ignorância e na ilusão.  



    Christopher Calder      site Nota * Christopher de Calder não existe mais. Seus ensaios são arquivados aqui. *: http://meditation-handbook.50webs.com/osho2.html
Aviso de copyright :  Por favor, sinta-se livre para copiar, postar ou publicar Osho, Bhagwan Rajneesh, a Verdade Perdida (© 1998 Christopher Calder) para o e uso, educational não comercial. Você pode repassar ou publicar qualquer um dos meus ensaios sem custo, mas você deverá indicar claramente que os ensaios foram escritos por Christopher Calder, você não deve alterar qualquer das minhas palavras ou seus significados, e ninguém tem permissão para utilizar meus escritos venda de quaisquer produtos ou serviços.  Este é um site 100% gratuito, publicado apenas em benefício de outros estudantes de meditação.


Leitura sugerida :

Bhagwan: O Deus que falhou , por Hugh Milne, Imprensa de São Martinho . Hugh livro contém os detalhes sórdidos da queda de sanidade de Rajneesh . Este livro pode ser comprado de segunda mão através Amazon.Com.  
Promessa do Paraíso: vida íntima de uma mulher com 'Bhagwan' Osho Rajneesh , por Satya Bharti Franklin, publicado pela imprensa Colina Barrytown / Estação. Documentos Satya grande parte da corrupção do estranho culto Rajneesh e descreve em detalhes a exploração ilegal sexual de crianças na comuna do Oregon. Seu livro também está fora de impressão, mas podem ser comprados de segunda mão através Amazon.Com .
(Osho) Rajneesh livros    Esteja avisado que Rajneesh / Osho usou palavras como um dispositivo para influenciar e controlar as pessoas, e ele não estava preocupado em falar a verdade . Na minha opinião, menos de 25% do que ele disse era realmetne verdade, e seus livros pertencem à seção de ficção das livrarias ao lado de Harry Potter e o Senho dos Anéis Muitos de seus ensinamentos representou uma espécie de auto-serviço da pornografia espiritual, uma mistura de falsos ensinamentos antigos e suas próprias distorções motivados pela ambição . No seu pior, Rajneesh saiu com títulos como O Mundo de Rajneesh e Autobiografia de um Místico Espiritualmente Incorreto . Isto é como um jornalista de televisão primadona que pensa que ele é a notícia em vez de os títulos importantes do dia.

Nota   As opiniões expressas nesta página devem ser vistas como as idéias de um  estudante normal de meditação. Enquanto eu realmente acredito em tudo que eu digo, você não deve acreditar em qualquer coisa menos que você veja isso, sinta isso, e saiba disso por si mesmo. Eu não faço nenhuma reivindicação de infalibilidade.   Na verdade eu afirmo absolutamente minha falibilidade.  Além disso, este autor sofre de dislexia. Se você encontrar qualquer erros ortográficos ou de pontuação em qualquer um dos meus ensaios, por favor me avise.



*Nota do tradutor: Nesta parte do adendo no original o autor explica sobre técnicas de meditação. A primeira e a segunda parte em Português podem ser lidos nos links abaixo:
( Tradução Alsibar com ajuda do Google Translater)