sexta-feira, 7 de novembro de 2025

POR QUE A LUZ DA VERDADE TEM TANTA DIFICULDADE DE CHEGAR ATÉ O CORAÇÃO DO HOMEM?

 



Se analisarmos a história dos grandes iluminados, a maioria foi  ignorado, perseguido ou assassinado.  E mesmo aqueles que não sofreram tal destino, foram mortos de uma outra forma: seus ensinamentos foram deturpados e sua memória apagada. Em seu lugar, criaram-se figuras míticas, fantasiosas que nada tem a ver com o personagem histórico real. Isso aconteceu, por exemplo, com Sidarta Gautama,  com Sócrates e Jesus. Mas qual a razão desse fenômeno? É o que explico ao longo desse texto.

 

A explicação está no ego humano.  A força egoica que domina a mente do homem vive  o seguinte dilema: se um iluminado for “humano” demais, o ego o despreza. Isso explica por que Jesus foi tão desprezado pela comunidade na qual vivia. Ninguém poderia acreditar que tal homem, que eles conheciam bem e que com eles convivia,  pudesse ser o grande messias prometido. O ego simplesmente não consegue aceitar isso. Então, poderiam perguntar, por que seus discípulos o reconheceram? Porque houve uma intervenção direta do Alto que lhes abriu a mente e o coração.

 

Mas, então, por que sua memória se manteve ao longo de tantos anos? Por que ele foi deificado, mitificado. A deificação é um mecanismo do ego para resolver esse difícil dilema: esse sujeito tem qualidades excepcionais, mas ele é um ser humano igual a mim. Como pode ser isso? Então, para resolver tal dilema, mata-se a verdadeira identidade do sujeito e, no lugar, cria-se um mito, uma imagem idealizada: o ser perfeito e infalível, o próprio Deus em carne humana, a encarnação da pureza e da perfeição. Mas qual é o problema disso?

 

De forma bem didática: se o iluminado parecer muito humano aos olhos do ego, ele não consegue tê-lo como exemplo e referência. O ego só valoriza aquilo que, aos seus olhos, lhe parece  ser maior do que ele. O problema é que, devido à própria cegueira do ego, ele é incapaz de avaliar os fatos com precisão e clareza. A frase: “santo de casa não faz milagre” resume bem essa questão. “Como pode “fulano” ser lá  grande coisa?” Então, a saída encontrada é deificar tal pessoa, esquecer sua personalidade humana e colocá-la em um altar, em um pedestal. Assim fazendo, ele deixa de ser  “aquele fulano que conviveu conosco” e torna-se um ser divino, puro, sobre-humano. E desta forma,  não se tem mais um ser humano comum que alcançou  a realização divina. Agora, o que se tem é um ente divino para ser adorado e venerado e não mais um exemplo para ser seguido.

 

Ao fazer isso, o ego tem uma justificativa para não buscar a mudança e a transformação interior: “tal pessoa só viveu tais ideais porque ela era especial . Eu sou um reles mortal, pecador e limitado, então, só me resta venerar e adorar tais seres divinos”. Cria-se então uma distância instransponível entre si mesmo e o “santo reverenciado” . Isso aconteceu com Sidarta Gautama, um homem comum que buscou a libertação do sofrimento e que, depois de sua morte, tornou-se Buda, o deus de boa parte dos budistas. Jesus, um homem simples que recebeu a iluminação no deserto, tornou-se a terceira pessoa da santíssima trindade, e assim por diante. E, devido a tudo isso, o esforço para se viver seus ensinamentos é substituido pela veneração e adoração o que, convenhamos, é muito mais cômodo.

 

Então, ou você tem uma pessoa como  Jiddu Krishnamurti que apesar dos defeitos e limitações conseguiu vivenciar a iluminação, mas que, exatamente por isso, é desprezado pelas grandes massas. Ou você tem um Jesus e Buda que são admirados não pelo que realmente foram, mas pela imagem fictícia criada pelos seguidores após sua morte. E, nesse meio termo, a humanidade pode descansar despreocupada, sem se sentir culpada por não realizar a  difícil viagem do autoconhecimento. E o resultado está ai: crises, guerras, doenças, conflitos e sofrimento em todos os âmbitos da vida.

 

Resumo da ópera: toda vez que a Luz da Verdade se manifesta no mundo, o ser humano a despreza, mata  ou  a substitiu por uma “luz falsa”. Essa luz torna-se, então, seu objeto de adoração e veneração. É a ela que a pessoa recorre para pedir graças e favores e depois poder dormir sossegada sem nenhum peso na consciência. Mas o certo seria seguir os passos daquele a quem se reverencia para encontrar em si mesmo a mesma Verdade que o sujeito reverenciado encontrou dentro de si.

 

Alsibar Paz

07/11/25

 

 

 


domingo, 2 de novembro de 2025

O QUE EXPLICA ESSE OUTUBRO ATÍPICO?



By Alsibar Paz 

Tudo produz  energia. Quando alguém sente, pensa, deseja ou faz alguma coisa, ela cria um campo  energético que se propaga em ondas,  atingindo toda a humanidade. Quando recebidas, essas ondas ganham um novo impulso  através de nossa própria densidade energética e se fortalecem causando mortes, doenças, furacões, violência, desastres, perdas e sofrimentos. Nunca vi tantas separações, acidentes,  tragédias,  conflitos e crises  em  tão pouco espaço de tempo.


Tudo isso é  consequência dessa poderosa onda de energia deletéria que vamos produzindo aos poucos em nosso campo vibratório individual. Como um poderoso tsunami,  essas ondas  energéticas vão se fortalecendo até explodir e atingir a tudo e a todos. Isso explica o que aconteceu nesse outubro atípico tanto em nível individual, quanto coletivo.


Diante desse quadro crítico, a oração correta, a meditação correta,  os bons pensamentos,  as boas ações e intenções, podem ajudar a  minimizar ou até bloquear os efeitos danosos dessas forças destrutivas.


Todavia, aqueles que estão mentalmente equilibrados e em paz - por conta do autoconhecimento - funcionam como um escudo que bloqueia os efeitos dessas energias, impedindo sua propagação.


Além disso, ao não permitirem que o medo, a raiva, o ódio, a violência, a agressividade, a tristeza, a angústia, o desespero, os pensamentos e sentimentos negativos façam morada em seus corações,  eles neutralizam  tais energias maléficas, diminuindo seu poder de  propagação . E mesmo quando tais energias os atingem - o que é inevitável pois somos o mundo e estamos mergulhados nele - o homem sábio mantém sua mente  conectada  com as mais altas  vibrações de luz, amor e paz  do universo.


Assim fazendo, ele protege não só a si mesmo dos efeitos nocivos de tais oscilações energéticas, mas ajuda a proteger e transmutar o campo vibratório do próprio planeta como um todo.


Alsibar Paz 


02/11/25