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sexta-feira, 26 de agosto de 2011

BABAJI – O AVATAR DO NOVO MILÊNIO ?- Is Babaji- the New Mileniun's Avatar ?


Babaji

Você já ouviu falar em Babaji? Se não, conheça a história deste  iogue extraordinário. Se já conhece, conheça mais detalhes sobre sua vida e reflita conosco sobre os principais eventos  envolvendo este verdadeiro avatar do novo milênio.

Babaji não é um nome.         É um título como Cristo e Buda. Etimologicamente significa “pai” e Ji é um sufixo de respeito e reverência . Por exemplo, Krishnamurti era carinhosamente chamado de Krishnaji, por seus amigos indianos. Babaji, da mesma forma, é um título de carinho e reverência – mas é provável que ele  tenha usado vários nomes e formas, em diferentes épocas e regiões.
Babaji  foi o guru de Lahiri Mahasaya, mestre do mestre de Paramahansa Yogananda – autor do best seller “Autobiografia de um Iogue”. Ninguém o conhecia, a não ser, poucos devotos privilegiados. Coube a Yogananda divulgar ao mundo a existência desse avatar extraordinário, cuja idade, sabedoria e poder são incalculáveis.  Apesar de idade indefinida, se apresenta frequentemente como um jovem bonito, de longas cabeleiras cor de bronze. Outros autores  afirmam que ele já fora um ser humano mortal como nós, que nasceu 200 anos d.c. na Índia, tendo alcançado o estado de imortalidade plena após longos anos de prática ióguica. Mas é estranho, que nunca se tenha ouvido falar em Babaji antes de Yogananda. O fato é que após o “Autobiografia” apareceram vários relatos de supostas visões e aparições de Babaji.
A fama de Babaji e sua extraordinária presença causou tal “frisson” no mundo que houve até mesmo um Babaji “fabricado”.  Suas fotos e vídeos “fervilham” na Internet,  ao simples digitar de seu nome. Todavia, sabe-se que não é o mesmo Babaji de Yogananda. Esse rapaz já era conhecido na região de Haidakhan como Wilson Baba, filho de mãe indiana e  pai inglês. Devido a sua incrível aparência com as descrições do grande iogue imortal, não custou ser confundido com Babaji- coisa que ele pessoalmente nunca afirmou -mas também não negou. O fato é que este rapaz foi crescendo e, ao poucos, foi engordando,  distanciando-se, assim, da imagem do grande Babaji descrita por seus verdadeiros discípulos. Suas últimas aparições em vídeo,  mostram um homem abatido , aparentando tristeza em meio a reverências e rituais de adoração. Ele não parecia nem sereno, nem feliz. Morreu cedo, aos 28 anos, no ano de 1984- causa da morte não divulgada.
Mas sobre  o verdadeiro Babaji  sabemos muito pouco. Nunca teremos como saber se as pessoas que dizem tê-lo visto- realmente o viram. Além disso, há muitos “gurus” por aí se auto intitulando encarnação de Babaji. Obviamente há muita exploração comercial em torno deste nome. O verdadeiro Babaji, passou séculos, ou até milênios sem se mostrar ao mundo. Por que iria aparecer agora  na Internet, através de organizações religiosas pouco confiáveis? A imagem de um “avatar popstar’ não combina com o iogue recluso e humilde que Yogananda nos apresentou em seu livro.
Tudo que sabemos de Babaji não fora contado por ele próprio, mas nos chegou através de relatos dos próprios discípulos. Yogananda nos oferece testemunhos em terceira, segunda e primeira mão. Na sequência: aqueles contados por Lahiri Mahasaya e seus discípulos diretos. Depois, aqueles contados por seu mestre Sri Yuktéswar- que foi abençoado com um encontro com o mahavatar em uma Kumb Mela (Festival Religioso). E finalmente, por Yogananda que descreve seu memorável encontro com o guru imortal. O que passa disso é contestável, não podendo se afirmar se é verdadeiro ou falso. Assim sendo, está no âmbito das possibilidades e não da Verdade. Já o testemunho de Yogananda e seus mestres antecessores são dignos de nossa confiança e gratidão.
No âmbito das possibilidades, afirmam alguns autores que Babaji, iniciou importantes santos , sábios e iluminados famosos entre eles: "Shankaracharya, o grande reformador do Hinduismo do século 9º d.C., e Kabir, o santo do século 15 amado pelos Hindus e por muçulmanos. No século 19, Madame Blavatsky, a fundadora da sociedade de Teosofia, o identificou como “Matreiya”, o Buddha vivo, ou o “Professor do Mundo para a era vindoura"*.Tendo sido um dos mestres que iniciou Krishnamurti e provavelmente acompanhou-o  durante toda sua missão na Terra. Fato que não surpreende, pois o próprio Krishnamurti refere-se em seu diário sobre a presença constante do “outro”,  “uma presença”, “o abençoado” sentida não apenas por ele, mas por outras pessoas também. Se  tais afirmações forem verdadeiras, Babaji foi responsável pelos maiores acontecimentos no âmbito da espiritualidade, contribuindo decisivamente para a elevação da consciência espiritual da humanidade.




Capa do Album Sgt Peppers


Em destaque Sri. Yuktéswar, Babaji, Yogananda e Laíri Mahasaya


Huberto Rohden
 Saindo do âmbito das possibilidades, é fato que Babaji iniciou um movimento espiritual no mundo moderno sem precedentes. Sua vida, seu exemplo, sua história e o de seus quatro iogues discípulos ( Lahiri Mahasaya, Sri, Yuktéswar e Yogananda), promoveram um grande reavivamento espiritual no mundo todo. É difícil encontrar um buscador ou espiritualista que não conheça Yogananda ou Babaji. Aqui no Brasil, o grande espiritualista e escritor Huberto Rohden era discípulo indireto de Yogananda.  Até mesmo os Beatles prestaram homenagens a Babaji e seus discípulos diretos, estampando-os na capa do famoso álbum Sgt Peppers . O livro  Autobiografia foi lido por milhares, milhões de pessoas e quem o lê sente acender a chama da busca pela evolução espiritual. É difícil não querer emprestá-lo ou presenteá-lo a um amigo ou parente , foi assim que ele veio ao meu conhecimento e ao conhecimento de muitos.
Mas, é bom que se diga, Babaji não é propriedade de ninguém.  Assim como os cristão não são “donos” de Cristo, nem Buda é propriedade dos budistas. Assim também é sua mensagem.  Apesar de haver muita gente querendo tirar vantagem ou explorar os incautos usando o nome sagrado de Babaji, sabemos que ele mantém-se acima dessas mesquinharias e pobreza humanas. Algumas organizações e movimentos se arvoram em únicas autoridades sobre a legitimidade de  seus ensinamentos. Desta forma, criam um falso mistério, um hermetismo tolo e medieval.  Babaji, autorizou dar iniciações em Ioga, a todos que sinceramente se interessassem pela senda espiritual. No entanto, sabemos que estas iniciações, se tornaram  objetos valiosos no mercado espiritual- onde quem manda é quem tem mais. Mas, “não há nada de oculto que não venha ser revelado” já dizia o Cristo. Para que esse hermetismo estúpido? Os ensinamentos de todos os mestres nunca foram reservados a poucos escolhidos. Se não, estaríamos impedindo que todos tivessem acesso igual ao Reino dos Céus, Nirvana ou Moksha ( Libertação). Não há nenhum segredo. Todos os que pagaram para “conhecer” a “verdadeira ioga de Babaji” são unânimes : é a mesma mensagem do Bhagavad Gita, de Sankara, de Buda, de Cristo , de Krishnamurti e outros mais. Em essência é exatamente a mesma. Então para que tanto mistério? 
Não sejamos tolos.  Babaji está além de todas as organizações e movimentos religiosos, e acima todas essas “querelas” infantis . Quem realmente é BABAJI? O que ele disse e fez ? Não temos como saber. Penso que  ninguém está autorizado a se fazer porta-voz do Infinito- a não ser os grandes – os iluminados- que ele próprio escolheu cujos nomes são centenas de vezes citados aqui. Pode ser que Ele esteja juntamente com outros avatares, cuidando de questões cósmicas sobre o destino do Universo,  pode estar - humilde e anonimamente- servindo aos famintos e necessitados – como fez quando Sri. Yuktéswar o encontrou numa Kumb Mela na Índia. Pode estar socorrendo os aflitos- em suas orações e dores profundas . Pode estar influenciando e comandando acontecimentos de magnitude mundial ou cósmica. Pode estar inspirando escritores e buscadores no mundo todo. Pode estar em nossos corações, na natureza, num cachorro que chutamos por desprezo e arrogância. Como saberemos? Então o que nos resta fazer?
Resta-nos mergulhar na sabedoria . Quanto mais profunda for o nosso autoconhecimento, maiores serão nossas chances de entrar em sintonia não só com Babaji, mas com Cristo,  Buda etc. Lá, na região do imensurável, além de todas palavras, descrições , pensamentos e desejos é que poderemos ter um vislumbre dos avatares, seres que são a própria divindade encarnada.  Krishnamurti, pouco antes de morrer disse: 

 “Se vocês viverem os ensinamentos poderão tocar aquela energia imensa, vasta e infinita”. 

Sri Yuktéswar, por ocasião de sua ressurreição, disse que a meditação profunda é a porta para contatar os planos superiores- o Causal Superior- onde pairam as grandes almas libertas ( A. Y.-463). Muitas pessoas, já sentiram ou perceberam a  presença abençoada dos mestres, tanto em meditação, quanto em profunda e verdadeira oração ( Unidade Frequencial).  Essas manifestações são íntimas e pessoais e não devem ser divulgadas, ou usadas para fins de autopromoção pessoal- exceto quando atendem a uma orientação superior.

Babaji não é “mais um deus”, ele é um ser divino, um avatar, como Cristo, Buda, Krishnamurti e outros. São nossos irmãos que amorosamente descem ao mundo, num esforço hercúleo para, através de seus ensinamentos e exemplo, nos mostrar a luz da VERDADE e o caminho da LIBERTAÇÃO, para que um dia possamos despertar  nossa própria  natureza divina e, assim, realizarmos o  que Cristo  e o próprio Jeová afirmam na Bíblia:
 “SOIS DEUSES! SOIS TODOS FILHOS DO ALTÍSSIMO!” (JOÃO 10:34; Sl 82:6)
AUTOR : ALSIBAR
htpp://alsibar.blogspot.com
MSN: alsibar1@hotmail.com
Referências:
·         Autobiografia de um Iogue- Paramahansa Yogananda- Self Realization Fellowship – Brasil- 2008.
·        * Babaji Kriya: http://www.babaji.ca/portuguese/babaji.php

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

BABAJI E KRISHNAMURTI: UM ELO NÃO TÃO IMPROVÁVEL ASSIM

http://alsibar.blogspot.com: Babaji e Krishnamurti: em busca do elo perdido

Existe alguma relação entre Babaji e Krishnamurti? Será que há algo em comum entre estes dois expoentes espirituais  nada parecidos? Será que ambos participaram de uma grande missão espiritual iniciada no começo do século por seres celestiais , coordenada pelos planos divinos? O ensaio abaixo reflete sobre a suposta ligação entre Babaji e Krishnamurti
O que vai ser discutido aqui tem como único objetivo : tecer hipóteses . Não há pretensões de postulados absolutos. Nós, como seres pensantes, temos o poder de refletir sobre os diversos mistérios da vida. A ideia não é chegar à verdade última dos fatos, mas analisar possibilidades. Os sábios sempre nos alertaram sobre a inutilidade de querer penetrar em assuntos além do nosso alcance sensorial .  Todavia, isso não nos tira o direito de investigar fatos e construir teorias. É neste espírito de imparcialidade que trataremos deste assunto . Esse artigo deve ser encarado como uma conversa curiosa, agradável, sem grandes pretensões. Mas que pode, também, revelar grandes verdades.
Nossa abordagem começa tratando de alguns mistérios relacionados  à vida de Jiddu Krishnamurti. 

Quem foi Krishnamurti?

A verdade  é que ninguém conseguiu saber quem ele era – nem ele mesmo. Muitas pessoas tentaram elucidar seu enigma sem sucesso. Ele nunca esclareceu nada sobre si mesmo, nem mesmo para os mais íntimos.  Rom Landau em seu livro “God is my Adventure” teve várias conversas informais com Krishnamurti  e questionou-lhe  acerca de sua identidade e missão. Novamente K. não esclareceu. Muitas pessoas já haviam perguntado se ele era o Instrutor do Mundo, uma espécie de messias da Nova Era.  Ele nunca afirmou, nem negou. De onde provinha sua sabedoria profunda ?   E como explicar a bem-aventurança quase palpável que frequentemente preenchia o espaço físico ao seu redor? Ninguém sabia. Ele sempre se recusou a penetrar mais fundo nestes assuntos. Para ele,  eram  questões irrelevantes, secundárias. Costumava dizer: 

"O importante não é o vaso, mas a água que mata a sede" . (JK)
 Penso que ele não estava mentindo quando dizia não saber quem era. Quanto  já estava muito fraco e doente, Mary Zimbalist tentou extrair uma resposta acerca de sua identidade, mas ele respondeu: “ a água não sabe o que a água é”. Será impossível descobrir o mistério de Krishnamurti? O próprio K. respondeu a essa pergunta. Segundo Mary Lutyens,  ele teria dito que ele mesmo não poderia fazer esta investigação. Mas que, os outros poderiam: 

     “ Tenho certeza que se os outros concentrarem suas mentes nisso, eles poderão fazê-lo. Eu estou absolutamente certo disso. Absolutamente”. 

   O certo é que o próprio K. não fez questão de esclarecer seus próprios "enigmas". 
A segunda questão é : Krishnamurti nasceu iluminado ou alcançou a iluminação após longos anos de buscas e meditação? 

 É muito provável que Krishnamurti já tenha nascido iluminado. Do contrário, como entender o fato daquele garoto raquítico, doente e sem grande expressão física ter chamado a atenção de Charles Leadbeater - seu "descobridor". E quando seus professores e amigos de infância confirmam que o jovem Krishnamurti vivia num profundo estado contemplativo de forma que chegaram a considerá-lo detentor de sérias deficiências cognitivas?

O próprio Krishnamurti afirmou que  em toda sua vida NUNCA teve  conflitos. É como se seu "ego" não tivesse se formado. Certa vez, ele disse a Mary Zimbalist, referindo-se a si mesmo na terceira pessoa:
 “Como este vazio não foi preenchido pelas coisas da Teosofia? Como ele (o garoto Krishnamurti) não se tornou um ser abominável, cínico e amargo, com toda aquela adulação? Este vazio nunca desapareceu, desde a infância até hoje- oitenta anos ou mais- a mente deste homem está constantemente vazia”. 

Ou seja, Krishnamurti nascera com a mente desprovida do sentido do ego. E isso já se manifestava muito antes dos anos de "treinamento" da sociedade Teosófica. Daí, vem a conclusão óbvia: se ele nasceu iluminado, então veio em uma missão específica. Os budistas chamam tais seres de 'Aranhats", ou "Bodisatavas" : seres libertos reencarnados na terra  para ajudar a humanidade em sua elevação espiritual.
É de conhecimento geral que Krishnamurti  possuía poderes extrassensoriais. Uma de suas biógrafas, Pupul Jayakar, descreve o período em que seus chacras se desenvolveram plenamente e como ele fora assistido por seres celestiais- os chamados -“spotless”- os puros, os imaculados.  Outro grande mistério é que K, quando criança, costumava encontrar-se com os mestres em viagens astrais . Ele nunca negou, nem confirmou a existência destes seres celestiais. Mas, já adulto,  relatou como foi a última vez em que o viu:

           K. estava  meditando  quando percebeu a presença física do mestre sentado  em posição de lótus na porta do seu quarto. K. decidiu  ir até ele, mas quando chegou muito próximo, quase tocando-o, ele desapareceu e nunca mais K. o viu novamente. Todavia,  ao longo de sua vida, continuou sentindo a presença abençoada de "alguém".   Em seu diário, K. descreve como esta presença sempre o acompanhava e como este fenômeno era sentido por outras pessoas. É importante frisar que Krishnamurti nunca negou  a existência dos verdadeiros mestre mas apenas daqueles  mestres  da Teosofia que se prestavam a certos papéis bastante humanos como, por exemplo, fazer pose para fotos . Sua vida foi acompanhada e vigiada por "seres" cuja natureza está muito além da compreensão humana. K  dizia que havia um "outro"- uma espécie de presença que o protegia, planejava e decidia muitas coisas em sua vida. Mas quem era este ser misterioso? 
  Babaji,  o Cristo-Iogue dos Himalayas  pode ter sido um dos mestres que  visitava Krishnamurti em sua infância durante suas viagens  astrais e que, inclusive, inspirou o livro: Aos Pés do Mestre. 


No  site, Babaji Krya encontra-se o seguinte relato sobre Babaji:

"No século 19, Madame Blavatsky, a fundadora da sociedade de Teosofia, o identificou como “Matreiya”, o Buddha vivo, ou o “Instrutor do Mundo para a era vindoura”, como descrito no livro de C.W. Leadbetter “Os Mestres e o caminho” (Masters and the Path)."*


Maitreiya seria, portanto, uma Consciência Superior que supostamente teria manifestado seus ensinamentos através de Krishnamurti . Não sou teosofista e não estou defendendo a existência de "mestres espirituais" da Nova Era. Mas na biografia de Krishnamurti o que não faltam são relatos e menções aos mestres e a "alguém" em específico que o acompanhou ao longo de toda a vida. 

Quase não existem informações sobre Babaji. No site Babaji's Krya Yoga, há algumas referências biográficas e ensinamentos que teriam sido repassados pelo próprio Avatar a duas pessoas, conforme o relato abaixo: 

"No sul da Índia, Babaji preparou, desde 1942, duas almas para a tarefa de disseminar sua Kriya Yoga: S.A.A. Ramaiah, um jovem estudante graduado em geologia na universidade de Madras e V.T. Neelakantan, um jornalista famoso e um estudante próximo de Annie Besant, presidente da sociedade de Teosofia e mentor de Krishnamurti. Babaji apareceu a cada um deles independentemente e então os reuniu a fim trabalharem para a sua missão. Em 1952 e 1953 Babaji ditou três livros a V.T.Neelakantan: “A voz de Babaji e o Misticismo revelado” (The Voice of Babaji and Mysticism Unlocked), “A chave mestra de Babaji para todos os males” (Babaji's Masterkey to All Ills) e “ A morte da morte de Babaji” (Babaji's Death of Death). Babaji revelou-lhes sua origem, sua tradição, e sua Kriya Yoga." *

 Já no livro Autobiografia de um Iogue , de Paramahansa Yogananda, ele diz que a elevação espiritual de Babaji está além de nossa compreensão. Obviamente, seres como ele devem ser universalistas e apartidários. Agem, muitas vezes, de forma anônima e podem, inclusive, usar outros nomes. Surgem em diversas épocas, usando formas e estratégias diferentes de acordo com a cultura e o tempo. Seu trabalho deve ser amplo e vasto, não se restringindo a um movimento religioso ou organização específica como , por exemplo, aquele fundado por Yogananda nos Estados Unidos . 
Babaji é uma das manifestações da Consciência Suprema nesse plano material- assim como Jesus.  Através destas manifestações humanas, tais seres de luz tentam lembrar-nos de nossa origem divina. O que é confirmado por Krishna no Bhagavad-Gita:

  " Sempre e onde quer que haja um declínio da religião, e uma ascensão predominante de irreligião, então eu  próprio desço. Para salvar os piedosos, aniquilar os canalhas e estabelecer os princípios da verdadeira religião eu próprio advenho milênio após milênio"

     Ao longo dos anos, séculos e milênios é natural que  a originalidade e a pureza do Dharma - a Verdade Universal- se perca devido a uma série de fatores históricos acidentais e ações intencionais.  Não será plausível que mestres como Babaji, Buda e Jesus trabalhem para restabelecer a originalidade dos verdadeiros ensinamentos?
     
A vinda do Instrutor do Mundo nesse final de milênio estaria, portanto, relacionada ao nascimento de vários seres de grande luz, e sabedoria tais como:  Krishnamurti, Ramana Maharshi, Lahiri Mahasaya, Sri, Yuktéswar, Sri. Aurobindo, Ramakrishna, Yogananda, Padre Pio dentre outros. Essas várias consciências iluminadas em conjunto contribuíram para a elevação da consciência humana no século passado e final de milênio, iniciando uma nova era que nada tem a ver com o movimento "new age".
O que foi exposto acima é apenas uma explicação possível para alguns acontecimentos inexplicáveis em torno da vida de Krishnamurti. JK teria sido apenas uma espécie de porta-voz dessa consciência elevadíssima chamada de Maitreya, ou apenas Babaji.  Apesar de ter sido baseada em testemunhos de outras pessoas, a hipótese acima pode até parecer estranha, mas ela não é, de todo, absurda. É bom lembrar que o próprio livro Autobiografia de um Iogue, a Bíblia e outros livros sagrados são baseados nos testemunhos de outras pessoas e, mesmo assim, muita gente os têm como verdadeiros.  A meu ver, a tese de que  Babaji seria o "outro" que tanto Krishnamurti falava é, portanto, totalmente plausível. Não se pode, no entanto, considerá-la uma verdade absoluta.
By Alsibar

http://alsibar.blogspot.com.br

Visite nosso canal Despertares com Alsibar e saiba mais sobre Krishnamurti e seus mistérios. Link abaixo:

https://www.youtube.com/channel/UCHPD3246MYTUENpcvdW6-DA?view_as=subscriber


* Em Babaji's  Krya Yoga  link:

https://www.babajiskriyayoga.net/portuguese/babaji.php


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sexta-feira, 15 de julho de 2011

LAHIRI MAHASAYA : O YOGUE PAI DE FAMÍLIA

Lahiri Mahasaya - imagem da internet
                                                                 
         Lahiri Mahasaya causa um misto de espanto e admiração a todos que tomam conhecimento de sua vida singular. De um simples pai de família,  a um dos maiores yogues da história, seu principal mérito foi ter conseguido conciliar o ideal de vida yogue  com a vida familiar. Mesmo após seu despertar ou iluminação,  L.M. não abandonou seus deveres de marido e pai de família.  Trabalhava como contador numa companhia de trens, teve dois filhos e amparou sua esposa na velhice, cuidando para que ela tivesse amparo financeiro mesmo após sua morte. Provou através de seu exemplo, que a verdadeira renúncia é interna e que não há necessidade de isolamento e abandono da vida cotidiana  para aqueles que almejam dedicar-se à vida espiritual. 

          Mestre de Sri Yukteswar - guru de Paramahansa Yogananda- Lahiri encontrou seu eterno guru Babaji apenas na meia idade . Yogananda descreve este fascinante encontro no livro Autobiografia. Após ter encontrado um jovem yogue numa solitária e distante caverna no Himalaia,  L.M. reconheceu nele seu grande mestre Babaji e, aquela caverna, como sendo sua morada na última encarnação- pois tivera sido um  yogue renunciante. Após o miraculoso reencontro, Lahíri volta pra casa e conta aos amigos o acontecido. Mas ninguém lhe dá créditos, pensam que ele teve alguma alucinação. Para comprovar a veracidade de suas palavras, L.M. invoca seu mestre que se materializa diante do olhar espantado dos amigos.  Depois disso, L.M. passou a viver uma vida comum, parte do dia dedicado ao trabalho e afazeres cotidianos e parte dedicada à meditação e vida espiritual. Lahiri Mahasaya realizou vários milagres, curas e outros grandes prodígios. Sempre de forma discreta e humilde, sem nunca "pavonear-se" de nada. Após sua aposentadoria do trabalho, era frequentemente visto em posição de lótus, mergulhado em profunda meditação extática ou mahasamadi. Esta foto é o registro de um desses momentos, seus olhos fechados, a expressão misteriosa e enigmática, revelam o regozijo interno da Ananda, ou Êxtase espiritual.

     A história desta foto é digna de nota pois Yogananda conta que ninguém conseguia fotografar o grande yogue por mais que tentasse, uma vez que o mesmo era averso a fotografias. Houve uma vez que, apesar de seus protestos, tiraram uma foto dele juntamente com os discípulos. Todavia, ao ser revelada, o espaço destinado à imagem de Lahiri estava vazia. O fato foi amplamente comentado e divulgado.
     Um fotógrafo e discípulo chamado Ganga Dar Babu tentou pegá-lo uma vez , de surpresa enquanto meditava profundamente, mas a imagem não apareceu na hora da revelação . Após várias tentativas infrutíferas, o fotográfo desistiu e apelou diretamente ao guru que disse :
 "- Eu sou espírito. Pode sua câmera fotográfica refletir o espírito Onipresente?"  
     Foi então que o fotógrafo se arrependeu e implorou ao yogue uma foto do seu "templo corpóreo". Desta vez, o yogue consentiu e pediu que ele viesse no dia seguinte que ele posaria para uma foto. Destarte, foi que conseguiram uma foto do grande mestre yogue.
      Pelo que parece, só  há uma foto do yogue e várias versões da mesma. Apesar de mudar alguns detalhes, como as vestimentas e características do corpo, o semblante extático é o mesmo.

AUTOR: ALSIBAR
http://alsibar.blogsot.com/

    Fonte de pesquisa : Autobiografia de um yogue contemporâneo - Paramahansa Yogananda