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quarta-feira, 4 de abril de 2012

COMECE O DIA BEM!


Para começar bem o dia é fundamental que a mente esteja fresca e renovada. Assim como o corpo precisa de um banho diário, de preferência cedo pela manhã, a mente também precisa limpar-se das impurezas acumuladas ao longo dos dias. A  limpeza da mente é feito com luz. A luz da consciência. O fluxo, a intensidade e a constância da consciência determina a intensidade da luz e a qualidade da limpeza interna. Entende-se, portanto, que quanto maior é a consciência, melhor será o banho matinal.
Repetir palavras hipnotiza a mente

    A luz não vem por intermédio do pensamento. Não adianta ficar repetindo de manhã: “ eu sou luz, eu sou luz…”. Pois o pensamento não pode produzir luz, sendo ele de natureza densa. O que é denso só pode produzir algo de sua própria natureza. Assim, a mentalização ou a repetição de frases não poderá produzir a luz purificadora da consciência. Pelo contrário, nos  põe a dormir e a sonhar. Vira uma espécie de hipnotismo. O mero repetir de palavras produz um estado de sonolência e embotamento que é confundido com paz interior. Ninguém limpa uma casa jogando o lixo pra debaixo das coisas. Pelo contrário, temos que tirar os objetos do lugar para trazer o lixo à tona. Do contrário a casa não ficará realmente limpa. Como podemos afirmar que somos Luz se nas camadas mais profundas de nossa mente, acumulam-se a raiva, ansiedade, medo, ambições, desejos, angústias, mágoas, rancores, memórias negativas etc?

A consciência é Paz, Luz e Harmonia
     Não faz sentido. O que determina o nível evolutivo dos seres não é o poder do pensamento, nem o conhecimento mas sim o nível de consciência de cada um. É a  consciência que determina a “voltagem” da luz espiritual de cada ser. O pensamento tem sua função. Mas ele é um usurpador da consciência. Ele sente-se poderoso e quer ser sempre o centro de tudo. Mas não há luz no pensamento. Ele é apenas um instrumento, um servo da consciência. A consciência não se rebela contra o pensamento.Mas o pensamento divide, separa, corrompe. Enquanto ativo, ele quer ser o  senhor de tudo. Por isso que ele não dá espaço para a verdadeira consciência se instalar. O pensamento é criador de desordem e conflito. A consciência é Paz, Luz e Harmonia.

Ficar consciente cedinho ajuda a limpar a mente
    Uma boa dica é ficar consciente desde cedinho. Consciente  de si, das suas sensações, dos  pensamentos, das emoções e reações. Mas também não esqueça de observar atentamente os sons, os cheiros,  as cores e as formas que o rodeiam. Enfim, estando plenamente cônscio do seu mundo interno e externo, você estará banhando seu espírito e iluminando seu dia. No começo poderá ser difícil e causar um certo incômodo. Mas, com o tempo, você verá que mergulhar cedinho na consciência  é a uma das melhores formas de começar bem o dia, tornando-o  mais pleno, harmonioso e feliz!

Namastê!

Alsibar
contato: alsibar1@hotmail.com

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

FAÇA UMA LIMPEZA DE DISCO REGULARMENTE- NO CÉREBRO ! Make a regular cleaning in the brain's hard disc!

Lixo cerebral

Você sabia que nosso cérebro, assim  como o computador, precisa de limpezas periódicas? Você conhece os prejuízos e malefícios que a mente abarratoda de coisas causa na sua vida e ao mundo? Você sabe como fazer um Upgrade e uma limpeza de disco na sua mente? Vamos aprender juntos?

Nossa mente funciona como um computador altamente potente e eficaz. Todavia, ao longo dos anos, ele vai acumulando um monte de resíduos do passado: são os desejos irrealizados, são as mágoas,  as experiências mal compreendidas, as raivas, os desgostos, as lembranças, os condicionamentos, a auto-imagem, as certezas, as esperanças, os pensamentos enraizados, a insatisfação, os medos etc. Está tudo lá, guardadinho no “disco rígido” da cadeia neural do cérebro. Com o tempo, essa camada nociva de lixo morto, vai se acumulando, se acumulando... de tal forma que a mente vai se tornando doente, pesada, neurótica. Vamos nos tornando seres  incapazes de sorrir, de viver o presente, de relaxar, de brincar, de celebrar as coisas boas da vida. Uma parede enooooorme de lixo, um verdadeiro “lixão mental” se interpõe entre você e a felicidade. Incapazes de vivermos plenamente nossos potencias, aos poucos vamos endurecendo, envelhecendo- psicologicamente falando- até que finalmente nos petrificamos, nos coisificamos- e morremos em vida.
Sabe de uma coisa? Tome uma atitude enquanto ainda há tempo. Queime todo esse lixo que  o está impedindo de viver a vida plenamente. Sei que é difícil, pois, por incrível que pareça, nós somos este lixo. Foi isto que nos tornamos ao longos de anos e anos de exposição a uma cultura superficial,  formação  condicionadora e educação ineficaz.  Que cultura é essa que nos impôe um absurdo de conceitos, conhecimentos, crenças e valores- muito mais como um fardo a ser carregado- do que como uma verdade a ser vivida? Buda costumava dizer que devemos utilizar o barco para atravessar o rio, mas depois de usá-lo, devemos abandoná-lo. Não tem sentido carregar o barco ao longo de toda sua vida, tem? E que formação educacional é esta que não nos ensina a SER, mas apenas a ter, a explorar, a usufruir e a competir? Não me estranha que a sociedade esteja um caos- pois nós que a constituimos -somos a origem desse caos. Não nos ensinam nada sobre autoconhecimento, sobre meditação, sobre felicidade interior, sobre paz, sobre uma vida sem conflitos. Ensinam-nos sim, as virtudes na teoria. Pregam aos quatro cantos o amor, a caridade, o bem ao próximo, e os princípios morais e éticos- mas na prática nossos referencias são a corrupção, a roubalheira, a competição, o tirar vantagem, a falta de escrúpulos e de ética, a desonestidade em tudo - quase que absolutamente tudo. Essa é a nossa sociedade. E é este o exemplo que vivenciamos e passamos para a geração futura. E por que não percebemos isso? Por que não nos autoconhecemos. Por que funcionamos no piloto automático e na auto-inconsciência sempre.
Estamos tão anestesiados pelos “amortecedores”, que não nos dói quando fazemos algo de errado. Mesmo sabendo que é errado. “ Ora, mas todo mundo faz!”- é o que geralmente alegamos. É…  Krishnamurti já afirmava: “ Nós somos o mundo!”. E por isso o mundo está desse jeito. Não nos envergonhamos mais. Perdemos a capacidade de autocrítica e autorreflexão- se é que a tivemos algum dia. Durante as cerimônias festivas, como Natal, Páscoa, Semana Santa e datas comemorativas, adoramos falar bonito, abraçar as pessoas, chorar, falar palavras de efeito e frases feitas. Mas não percebemos o quanto fazemos mal ao próximo, aos nossos filhos, aos nossos empregados, a nossa esposa(o), aos nossos pais, aos nossos irmãos, familiares, amigos e companheiros de trabalho. Vivemos numa sociedade de competição e hipocrisia absurdas. O importante é mantermos sempre a pose e a imagem de que somos éticos, justos e honestos. Mas, é só pose mesmo. Sutilmente, na surdina, damos sempre “aquele jeitinho” para que as coisas ocorram não como deveriam ser. Mas como queremos que sejam- mesmo que isso signifique burlar os princípios e valores que tanto dizemos valorizar- que nos foram passados pelos pais, livros e professores. É assim, em quase tudo em nossa vida. Em todas as esferas. Nos concursos, nos editais, nas seleções, nas concorrências públicas. Seja nos mais altos escalões do governo, ou em simples ações no nosso trabalho, no nosso dia-a-dia. Simplesmente, não nos conhecemos. Não nos vemos e temos vergonha de nos encararmos. Pois isso é doloroso. E o que menos queremos nesta vida  é sofrer. Deve doer, ver nossa verdadeira imagem. Não aquela que passamos . Não aquela que vendemos aos quatro mundos. Mas como ela realmente é. De fato. Na prática. Será que dói?
Por isso que a sociedade é o que é. Sendo ela, uma extensão de nós mesmos. Por isso que se cada um não tomar consciência e fizer sua parte- nada mudará. Por isso que a meditação e o autoconhecimento são tão importantes. Não a meditação que nos põe a dormir mais ainda- esta forma de meditação de nada adianta. Apenas alivia a nossa dor interna diante das crises causadas por nossas próprias contradições.  E o autoconhecimento, não tem nada a ver com “descobrir nossos defeitos”. Elencá-los numa tipologia fajuta e superficial. "Meu defeito é ser perfeccionista”- pronto, acha que se autoconhece. “Meu defeito é confiar demais nas pessoas”- e assim por diante. O autoconhecimento é um “tratamento de choque” nas nossas ilusões, nas nossas projeções e na nossa autoimagem- que em geral nada tem a ver com a realidade. O autoconhecimento só se realiza quando percebo o quanto sou medroso, como me acovardo diante das situações em que meus princípios deveriam ficar acima dos meus interesses. Em geral, acontece exatamente o contrário: “danem-se meus princípios, o que vale são os meus interesses!”. Estes devem vir em primeiro lugar. Mesmo que isso signifique trapacear, enganar, burlar, corromper, agir sem ética e ser desonesto. E por isso, a sociedade continua como está. E por isso o mundo está como está. O problema é que depois reclamamos da violência,  da tristeza, das catástrofes, do vazio, da angústia, do sofrimento, do carma, das desigualdades sociais, do governo, das doenças, das neuroses, da loucura, das fatalidades, do stress, da velhice, da dor e da morte. E não percebemos que este é o outro lado da moeda. É a hora da colheita. O que isso tem a ver com a nossa mente? Tudo!!!
Por isso, sempre que puder faça um “Upgrade”, renove-se. Ressignifique  seus valores, crenças e velhas certezas. Reflita, reflita muito- sempre que puder faça uma autorreflexão sobre suas atitudes, pensamentos, ações e sentimentos. Veja se sua prática corresponde ao que você ensina e prega aos outros. Senão, está na hora de mudar, de fazer um Upgrade. Mas também não esqueça do mais importante: fazer uma “limpeza de disco” sempre e quando puder. Você pode começar fazendo à noite, ao dormir. Depois estenda isso pela manhã, ao acordar. E finalmente, sempre quando se lembrar: na espera do dentista, do médico; diante da tv; no carro, ou no ônibus. Ou diante de um pôr-do-sol, sentado na grama, ou na areia da praia. Ou, até mesmo no banheiro. Na  área de alimentação do shopping- enquanto espera ser atendido. A limpeza de disco deveria ser feita a todos instantes e momentos. Ou pelo menos, sempre que nos lembrássemos.
Mas, tem um momento que a “limpeza de disco”  não pode faltar de jeito nenhum. É depois de uma discussão com a esposa(o), amigos e familiares. Depois de uma separação, discussão, stress, desentendimento, decepção ou frustração. Depois de uma perda dolorosa. Depois de um acontecimento que lhe deixou triste e desiludido. Nesses casos, a limpeza de disco não só é importante, como também é fundamental. Ela nos protege dos rancores, dos traumas e da depressão. Ela faz com que nossa mente e nosso ser  se renove e se prepare para a próxima lição da vida. Ela permite que o passado, com sua pesada carga de dor e pesar, seja descartada, jogada no lixo permanentemente. Só assim, poderemos ser mais felizes e ter mais qualidade de vida. Só assim, vivendo e ensinando aos outros essa prática altamente salutar e eficaz é que, aos poucos o mundo vai mudando, a partir de nós mesmos. Aos poucos vamos estendendo isso aos nossos familiares e amigos.  E assim vamos  criando uma cadeia de mudanças. Se apenas uma pessoa, aprender a fazer a “limpeza de disco” e ensiná-la com humildade, paciência e desinteresse , estaremos, certamente, contribuindo, fazendo nossa parte para que o mundo possa tornar-se um lugar melhor . Não nos importemos com os números, nem com os resultados. Façamos nossa parte e  o Universo se encarregará do resto.
E então vamos fazer nossa limpeza de disco e nosso Upgrade? Que tal começar agora? É bem simples, basta reservar poucos minutos do seu dia para meditar. Meditação é simplesmente a observação, percepção das coisas dentro e fora de nós sem nenhum tipo de escolha, julgamento, crítica , classificação, nomeação ou comentário. Nessa percepção e consciência,  há uma quebra do velho “piloto automático” e passamos a nos conhecer melhor. Nos autoconhecendo, vamos aprendendo a conhecer o próximo. Conhecendo o próximo, vamos aprendendo a amá-lo, compreendê-lo e respeitá-lo. E assim, vamos criando um efeito cascata que certamente, trará grandes beneficios não só ao indivíduo que o pratica, mas a todos que aprendem e ensinam aos outros.
E então, já fez sua limpeza de disco hoje? Não deixe para amanhã. Faça-o agora! 
Alsibar (inspirado)
msn: alsibar1@hotmail.com

sábado, 1 de outubro de 2011

O AMOR , A ENTREGA E O ÊXTASE- The Love , the Surrender and the Ecstasy


O que é o amor ?  É emoção? É sensação? É algo forjado pelo pensamento? Podemos amar de maneira proposital e consciente? O que é a entrega? Existe entrega enquanto há EGO? Vamos refletir juntos sobre tema intrigante?

O poeta e compositor mineiro Paulinho Pedra Azul, já dizia “ O amor, será belo se dois serem um”. Jesus, já afirmava no quinto evangelho “Quando fizerdes do dois um e quando fizerdes o interior como o exterior, o exterior como o interior, o acima como o embaixo e quando fizerdes do macho e da fêmea uma só coisa, de forma que o macho não seja mais macho nem a fêmea seja mais fêmea (…) então entrareis no Reino”. E a explicação é muito simples. O Amor é a experiência da Unidade com tudo e com todos. Isso só pode ocorrer na ausência completa do EGO. O EGO não pode amar. É contrário a sua natureza. Como poderia? Ego é interesse, desejo, ambição, pensamento, tempo, limitação. Tudo que o EGO faz tem um interesse e um motivo por trás. E o que tem interesse e motivo é falso. “ Ao terminares tudo o que tens de fazer dizeis : sou servo inútil, apenas fiz minha obrigação”- disse Jesus nos evangelhos canônicos. “ A ação que é feita com interesse de ganho é ação no modo da ignorância” Afirma Krishna no Bhagavad-Gita. Resumo da ópera : enquanto há EGO , não há AMOR. Um é a negação do outro. Do que se infere uma coisa simples: enquanto houver o observador- o pensador- não há espaço para o amor. Amor não é emoção. Amor não é sensação. Amor não é desejo. Se a sua “experiência” com o amor resume-se  a estes três aspectos- é melhor refletir sobre o que você está realmente sentindo. Será que não está havendo um equívoco? Não seria melhor observar este sentimento, não à luz do pensamento- mas da sabedoria, da percepção direta- sem a interferência das palavras ?
Ora, certamente, que podemos descobrir a Verdade diretamente, por nós mesmos e não de acordo com opiniões – seja de quem for. A mente, o pensamento, adora se apoderar de tudo. Nesse suposto “domínio” de tudo ele se sente seguro e feliz- na ilusão de que entendeu. Na ilusão de que está sentindo algo sagrado e valiosos. Ora, mas será que algo tão sagrado e puro- como o amor- pode ser tocado pelo pensamento? Sabemos o que é o pensamento. Conhecemos suas artimanhas, sua astúcia, sua megalomania. Importa ir além dele. Importa que ele se extinga e morra por inanição. Só assim poderemos vislumbrar algo realmente sagrado e puro. Algo que denominamos de Amor- mas que na verdade- está além de toda classificação, de todas as palavras e denominações.
Temos mania de separar e classificar o amor. Dizemos que ele é sensual (eros) e fraterno (ágape). Mas quem fez essa divisão? O pensamento, não? Ora, quando o pensador se extingue há alguma divisão e classificação? Ou tudo se reduz ao UM? O Um não significa sentir pelos seus amigos a mesma coisa que você sente por sua mulher. Significa que não há mais o EGO fragmentando e classificando as coisas em termos de palavras e definições. Então cada coisa passa a ter seu lugar, campo e função. Estabelece-se uma nova ordem  e harmonia que o pensamento não conhece. Então não irás mais confundir “desejo” com amor. Não irás confundir “ apego” com amor. Nem “sentimento de posse” com amor. Nem “ciúmes” com amor. Nem mesmo “emoção” com amor.
Muitos de nós apenas buscam a sensação que o “amor” proporciona . Mas isto nada mais é do que um processo biológico, resultado da ativação de  proteínas na química cerebral : tais como a serotonina e a dopamina. Isso já está cientificamente comprovado. Quando o cérebro deixa de produzi-las o que resta? Nada. Por isso que as pessoas se separam e se casam tanto. Estão sempre buscando novas sensações, procurando sentir o “barato” que aquele estado lhe proporciona. Quando o cérebro deixa de produzir aquelas substâncias, dizemos : “acabou o amor. Tenho que procurá-lo novamente !” E passamos a vida  buscando sentir aquilo novamente.  Em geral, nos iludimos pensando que o erro está no outro. Buscamos mil e um motivos para justificar o término dos nossos casamentos e relacionamentos. Não existem relacionamentos eternos e perfeitos. Isso é uma idealização. Uma perigosa e confortável ilusão que nos agarramos por não querermos encarar a realidade. Nada neste mundo do pensamento é perfeito e duradouro. Tudo o que o pensamento cria, toca e deseja tranforma-se, deteriora-se e morre- pois esta é a sua natureza. Embora ele não queira aceitar isso. E nem pode, pois é próprio da natureza do EGO desejar a continuidade, a segurança e o conforto.
Só quando o homem liberta-se dos tentáculos do EGO- que é o desejo de permanência e continuidade. Só quando o pensador – que também é EGO- se extingue totalmente, pela percepção de suas próprias limitações e natureza, é que algo novo, original e verdadeiro pode “surgir”. Nesse “algo” não há amanhã, não há passado, nem futuro. Nele todas as coisas se esclarecem e se unem. Não há espaço para lamentações, apego, ciúmes, ou fragmentações. Não há espaço para  sentimento de posse ou exigências de qualquer espécie. Sei que muitos não me entenderão. E com razão - pois só conhecemos a dimensão do pensamento. E o que estou falando está além dele, transcende ele. E somente aqueles que alcançam esta dimensão podem “sentir” isso- pois não é do reino das palavras, nem das definições. O “pensador-EGO” tenta aproximar-se dele, dominá-lo, apossar-se dele como faz com tudo e todos a seu redor- mas não consegue. Simplesmente porque esse algo está totalmente fora do seu alcance .
Quando todas as barreiras da ilusão forem dissipadas. Quando não existir mais sentimentos de “EU” ou “MEU”. Quando, por um instante que seja, o homem conseguir se libertar, sair do reino do pensamento e do EGO. Então algo de novo surgirá. Não tente senti-lo. Não tente vê-lo. Não tente tocá-lo, nem dominá-lo.  Alguns chamam isso de entrega. Não gosto deste termo pois abre margem para muitos mal-entendidos. Se você entender “entrega” como “alguém se rendendo ou se entregando a algo ou alguém”- está errado - pois a ilusão da dualidade continua. Na verdadeira entrega  não há um alguém (EU, EGO) entregando-se a algo/alguém (Deus, Guru). O “AMOR”, só pode surgir quando não há mais nada em termos de idéias e conceitos.  Assim, somente com a extinção e superação de conceitos como  “EGO”, “DEUS”, “ENTREGA”, “AMOR” é que o ser humano poderá realmente “perceber” ou “sentir” algo que está além do  campo de atividade do EGO. Do contrário, estaremos apenas nos iludindo, nos dopando, nos hipnotizando. E isso terá o mesmo efeito que qualquer droga química que causa prazer, euforia, sensações e dependência .
O amor é a negação de todo o caos criado e mantido pelo pensamento fragmentado e fragmentador. Nós só podemos nos aproximarmos dele de maneira indireta e negativa- ou seja compreendendo o que ele não é. Se tentarmos contatá-lo de maneira positiva- através de nossos conhecimentos, pensamentos e desejos- ele se esquivará pois ele é a única coisa no universo que é incriado e não-condicionado. E somente atingindo o estado de não-condicionamento, de “limpeza” total do pensador, do passado e do conhecido -é que este algo poderá surgir. Mas ele só “surge” quando não estamos mais aí para experimentá-lo, para explorá-lo, para usá-lo a nosso bel-prazer. Em outras palavras:  a verdadeira entrega  é uma consequência natural da extinção do EGO. Somente quando "ele" desiste de querer dominar, classificar e usufruir de tudo, é que o AMOR- a experiência máxima da Unidade- poderá vir à tona.
A relação homem mulher é apenas uma representação desta Unidade ensinada pelos grandes mestres, sábios e iluminados. O homem comum só alcança a Ananda, ou êxtase da Unidade nos raríssimos momentos do sexo. Mas o místicos e iluminados alcançam este estado, de forma  natural e espontânea. O amor é a experiência máxima da Unidade, da Totalidade, consigo mesmo, com o outro e com o Universo. É a experiência mística por excelência pois não existe mais EGO, com sua sensação de fragmentação e separatividade. 
Mas este estado não pode ser desejado nem buscado. Somente quando, pela meditação e autoconhecimento, o homem se liberta das ilusões do EGO, é que este algo surge. Enquanto houver qualquer movimento do desejo e do EGO- tanto em níveis conscientes e inconscientes. Enquanto houver busca, esforços ou motivos  por mais sutis que sejam- o Amor não surgirá. Chame-o de Amor, Verdade, Deus, Cristo, Buda- como quiser. Não fará diferença pois ele está além de todas as palavras, conceitos e definições .
Que tal experimentar este novo caminho e descobrir a Verdade por si mesmo? A hora é agora!
Alsibar ( inspirado)

sexta-feira, 8 de julho de 2011

FELICIDADE E SIMPLICIDADE!



Ser simples
 não é uma questão de quantidade de objetos que você possui , 
ou até mesmo a qualidade deles. Na verdade, não tem nada a ver com coisas materiais de qualquer natureza. Para sermos simples, temos que ter uma mente simples. Uma mente simples é aquela que não é gananciosa, que não é ávida . A avidez se manifesta quando estamos à procura do mais. Mais isso mais aquilo. Mais reconhecimento, mais dinheiro, mais fama, mais amigos, mais prazer, mais pompa, mais abundância, mais conhecimento, mais propriedades.

A mente presa nas corrente do “mais” nunca será simples e, portanto, nunca estará feliz. Uma mente que não se conhece, será prisioneira do vírus do “mais”. Esta pessoa nunca encontrará paz  pois o paradigma da insatisfação estará dominando sua mente e seu ser. Onde estiver e com quem estiver, estará insatisfeita e infeliz. Por isso, muita gente vive eternamente insatisfeito. Por mais que tenha e por mais que acumule, se ela não compreender sua própria mente, viverá em eterna angústia e infelicidade. Dificilmente conseguirá encontrar estabilidade e paz em alguma coisa, sensação ou experiência. E, por isso, estará sempre procurando mais sensações e mais experiências, sejam elas mundanas ou as “espirituais”.

Ora, devido a esta insatisfação mental muita gente se afoga em drogas, bebidas, farras, trabalho, religião, atividades, leituras, relacionamentos etc. Mas aonde vamos chegar assim? É importante voltar-se para si mesmo. O problema nunca está nas coisas, mas em nós mesmos, em nossa incapacidade de nos sentirmos bem. Enquanto não soubermos encontrar a paz e a felicidade dentro de nós, tudo que tocarmos, ou experimentarmos logo, logo haverá de nos enfadar e entediar.

A questão principal é entender como funciona o mecanismo mental. Olhá-lo diretamente para poder compreender sua natureza e funcionamento. E quando, olhamos, vemos que o pensamento,  o desejo e o medo estão sempre presentes em nossas vidas. O pensamento teme a dor e, por isso, ao primeiro sinal dela ele foge . Ou busca esquecê-la através de alguma atividade, passatempo, ou qualquer outro tipo de fuga. Assim, nesse caos que é a nossa mente, nesse turbilhão que é o nosso “eu” como pode haver felicidade?

Mas quando a mente aprende a ser simples, libertando-se do “mais” e do “vir a ser”, só então a felicidade se torna possível.  Uma mente harmoniosa e pacífica é capaz de encontrar a felicidade nas coisas simples do dia-a-dia. Um simples passeio, um simples descanso, um amigo, um vento, uma brisa, o trabalho… 
se a paz estiver dentro de ti, a felicidade também estará.

Quando aprendemos a não permitir que o pensamento estrague a beleza das coisas, então  o que chamamos de coisas simples podem tornar-se extraordinárias, dependendo do nosso olhar. O céu, as estrelas, a lua, o mar, o rio, o vento, o som, o silêncio, o riso, o choro, o passear, o sentar, o comer, o dormir, ler, falar, o campo, a cidade, o homem, a mulher, o velho, a criança, a música, o ruído, os pássaros, o estar só, o estar acompanhado...
Então tudo passa a ter uma beleza e magia própria. Mas isso só é possível quando aprendemos a olhar sem a interferência das palavras ou do pensamento. E isso é um das maiores lições que podemos aprender na observação de nós mesmos. 

Não há beleza no barulho. 
Apenas no silêncio e na paz mental é que a FELICIDADE se torna real.
Alsibar
http://alsibar.blogspot.com


A VERDADEIRA FELICIDADE...



A verdadeira felicidade é sutil, leve e delicada como uma bolha de sabão. Se tentares pegá-la ou prendê-la ela se esvanecerá. É mais sábio observá-la voando, livre e solta, deixando que o vento a leve para onde quiser e deixando que ela se esvaneça a seu próprio tempo e ritmo. E se ela for embora ou se extinguir, que importa? Outras virão. A fonte da felicidade é inesgotável.
Muitos não a encontram porque não sabem vê-la. E não a veem por que há algo obstruindo seus olhos. São os pensamentos, a ansiedade, a inquietação, o medo, as memórias do passado, os apegos internos. Tão nocivo quanto se apegar a objetos materiais externos é o apego aos objetos imateriais internos. Esse apego obstrui o canal por onde fluem as riquezas e as energias criadoras da vida. Impedindo que a felicidade seja encontrada, percebida ou vista.
 Não direi que a felicidade está no seu interior. Do que vale dizer isso se você não sabe como encontrá-la? O que é real impõe-se por si mesmo, não precisa de vãs repetições, ou afirmações acerca da natureza de sua existência. Aliás, que ganhamos com tanto palavreado e verbosidade?
Mas quando, na tranquilidade da mente, o observador estiver ausente, haverá então apenas a observação, a consciência e nada mais. Nessa consciência tranquila e atenta, descobrirás algo…  talvez seja aquilo que tanto procuras e almejas. Ou talvez, não… talvez seja algo que nunca imaginastes, nem concebestes existir. Daí então seu encanto e magia.
O importante é manter-se atento e tranquilo, sem expectativas, pensamentos ou desejos... tudo mais fluirá por si mesmo!
Alsibar
htt://alsibar.blogspot.com