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sábado, 22 de dezembro de 2012

…E O MUNDO NÃO ACABOU.




   O mundo não acabou, nem vai acabar tão cedo. Cientistas estimam mais alguns bilhões de anos até isso acontecer. Como tudo no Universo, o Sol um dia vai envelhecer e morrer . Tornar-se-á uma Supernova, um buraco negro onde nem mesmo a luz escapa de ser sugada. Mas por que , com tudo isso, ainda existem tantas pessoas presas a esta crença obsessiva? Por que os tais "profetas do terror" continuam espalhando o medo e a ilusão ? E por que há tanta gente os seguindo?

      Os tais "espíritos de luz", "videntes" e "mestres ascensionados"  passam o dia contando estórias que levam o povo a dormir mais ainda. Prender sua atenção e interesse é a palavra de ordem. Sua atenção é muito valiosa. Quanto mais atenção eles conseguirem de você- mais energia vital lhes será sugada. Energia esta que poderia ser utilizada em um trabalho sério de despertamento e amadurecimento espiritual.  Mas eles não querem que ninguém se liberte do sono de Maya, da Ilusão. Mas isso é o que realmente deveria interessar a todos nós.

         Maya é considerada uma espécie de demônio em algumas religiões. Mas não é uma entidade. Maya é invisível e está em tudo e em todos. É o outro lado da moeda. A escuridão, o falso, a mentira, a Ilusão. O véu de Maya está dentro de nós e também fora de nós. São como as bactérias e os vermes. Não há como se livrar dela facilmente. O maior trunfo de Maya é inventar uma luta contra si mesma que não é, em absoluto, verdadeira. E é isso que fazem a maioria – senão todos- os que participam de movimentos  conhecidos como“ Nova Era”. Empunham a bandeira da libertação, quando, na verdade, estão a serviço da escravidão das mentes , contribuindo para o fortalecimento do sonho de Maya. É preciso que se compreenda: não há libertação através do EGO. Mas eles dizem a mesma coisa. O discurso é muito parecido com o da maioria dos verdadeiros mestres libertadores. Mas, o que fazem realmente? Espalham o MEDO e a MENTIRA. Contribuem para que mais pessoas ao redor do mundo se conectem com eles, ajudando a espalhar suas crenças escravizantes. Se alguém defende uma crença de forma fanática e radical já é um claro indício de auto-engano. Não de LIBERTAÇÃO.

     Acompanhei esta história sobre fim de mundo desde os anos oitenta. Muita gente dedicou sua vida à isso. Mas é um movimento sem nenhum fundamento ou verdade. É hora de encarar os fatos: não há fim do mundo. É tudo uma grande bobagem e mais uma das mentiras, dentre as milhares que existem e existiram ao longo da história . Mentiras essas que serviram a movimentos totalitários, que escravizaram e levaram milhões a morte.  Temos que acordar para este fato e ter sim a coragem de encarar a realidade seja ela qual for.  Que seja o fim do mundo da ILUSÃO sobre nós mesmos. Que possamos deixar de nos iludir com tanta falácia, com tantos movimentos e figuras messiânicas, com tantas organizações e religiões que em nada- absolutamente nada - contribuem para a transformação do homem e do mundo.

O homem desperto não é escravo do medo, nem de nenhuma ilusão. Ele não vende sua consciência, nem sua valiosa atenção. Contempla a VERDADE em si, e por isso sabe diferenciar a ilusão da verdade- onde quer que ela esteja. É alguém que realmente contribui para o DESPERTAR- a única ação que realmente interessa nesse mundo de sonâmbulos e dorminhocos.    Essa é a verdadeira revolução e o verdadeiro começo de uma NOVA ERA. Vamos deixar o mundo de sonhos para trás e que nesse novo ano possamos trabalhar com seriedade e dedicação para o que realmente importa nessa vida. É assim que contribuiremos para a construção de uma nova terra e um novo homem. Que cada um possa fazer sua parte, mesmo que pequena, mesmo que pareça insignificante. Não é.

Vale muito mais uma pequena atitude que ajude o homem a despertar, do que ações grandiosas e vistosas que em nada contribui para tirar o homem do seu sono milenar. Fica aqui a minha mensagem.

NAMASTÊ!

Alsibar
http://alsibar.blogspot.com

domingo, 22 de janeiro de 2012

O RETORNO DE JESUS E O FIM DO MUNDO EM 2012 - The returning of Jesus Christ and the end of the world in 2012

Alsibar: O retorno de Jesus e o fim do mundo- http://alsibar.blogspot.com.
Qual a verdade ou falsidade sobre as profecias que anunciam o retorno de Cristo? Como devemos considerar esse tema ao mesmo tempo apaixonante e complexo? E os profetas atuais, qual sua importância e papel? E como separar fatos de especulações? Será mesmo que o mundo irá se acabar em 2012? Afinal, que temos a ver com tudo isso e o que podemos fazer independente de seu cumprimento ou não? Vamos refletir juntos?
Não sei se ainda me surpreendo com a capacidade do homem de iludir-se e iludir os outros. Acho que já a perdi. Não me espanto mais . Tornou-se algo comum ver pessoas de bem, inteligentes e capacitadas regressarem a níveis primitivos de infantilidade, imbecilidade e ingenuidade. Falo tanto dos que arriscam seus empregos e credibilidade ao sairem pregando profecias absurdas, quanto daqueles que acreditam nelas.  E por que absurdas? Porque o sujeito promete, marca a data, nada se cumpre e ele sai incólume . Obviamente, ele sempre tem uma desculpa para o seu ‘equívoco’. Às vezes tem várias: é o “pessoal” que mudou de ideia; é ele que “não entendeu bem a profecia”; é que está faltando algo que ele “precisa terminar”. E o sujeito continua falando as mesmas bobagens em congressos, reuniões, revistas e programas, como se nada tivesse acontecido. Dizem os tais profetas que não teriam motivos para mentir. Que isso está sendo uma provação também pra eles. E com isso sensibilizam os outros com seu melodrama. Na verdade, estão apenas usando uma estratégia de convencimento conhecida e amplamente usada por mágicos, hipnólogos e marqueteiros.Ou seja, ativam sua emoção,  de forma a enfraquercer sua razão. Isso evita que sejam percebidas suas incoerências, absurdos e mentiras.
Primeiramente, nenhuma profecia é clara e nada do que se diz numa profecia acontece exatamente do jeito que está descrito. Foi assim com as profecias dos profetas judeus, foi assim com as profecias de João e Nostradamus. Além disso,  interpretar uma profecia é algo extramente complexo, principalmente se ela tiver sido escrita na antiguidade. Ora, peguemos o exemplo de Jesus. Por que os Judeus não creram que ele foi o messias prometido? Certamente porque ao comparar a história de Jesus com o que diziam os profetas, perceberam que não era a mesma coisa. Ou seja, só há três possibilidades:  ou Jesus não é o messias, ou os profetas erraram, ou a interpretação está errada. Obviamente, os judeus preferiram ficar com a primeira. Os cristãos com a terceira. Ou seja, não desautorizaram os profetas- porque aí seria negar a divindade de Jesus. Mas preferiram interpretar  as profecias, buscando encontrar elementos  que confirmassem a tese de que Jesus era, de fato, o messias anunciado. Obviamente que algumas coisas ficaram de fora- as que não confirmaram a tese. Mas as que confirmaram, foram relevadas ao máximo. Mas, os judeus preferiram seguir outro caminho.
Peguemos alguns exemplos.  Na profecia de Malaquias 4:5, ele diz: “ Eis que vos enviarei o profeta Elias antes que venha o grande e terrível Dia do Senhor”. Ou seja, os judeus estavam esperando que o profeta Elias retornasse antes do messias. Mas Elias não veio. Ora, se Elias não retornou, então o messias também não. Então como resolver esta questão? Muito simples, para os que acreditam em reencarnação, João Batista é Elias reencarnado. E isto é confirmado em várias páginas do Evangelho pelo próprio Jesus. Mas, se judeus e cristãos não acreditam em reencarnação, como fica? Um dilema, obviamente. Pois, ou João Batista é Elias reencarnado e Jesus é o messias. Ou, João Batista não é Elias e Jesus não é o messias. Tornou-se assim, novamente, uma questão de interpretação. E cada um interpretou da forma que lhe foi mais conveniente. Há ainda outras controvérsias. Nas profecias dizia-se que o nome do messias seria Emanuel e não Jesus; as profecias sobre o lugar de seu nascimento que não batem com as profecias: Galiléia ou Belém? Pois Belém não ficava na região da Galiléia e sim na Judéia. Então porque o chamavam de Galileu? E a genealogia de Jesus que em Mateus é descrita através de José. Mas José não é seria pai biológico. Dentre outras coisas que uma pesquisa mais acurada e imparcial pode revelar.
Por isso que esta história de profecia é sempre um terreno perigoso, complexo e incerto. Quantos finais de mundo já foram anunciados? Quantos retornos de “Cristo” as igrejas e religiões anunciaram desde o tempo de Jesus? E quantas vezes erraram, ou, talvez, tenham acertado? Vamos pegar o exemplo das profecias no tempo de Jesus. Quando Jesus estava vivo, não havia nele nenhum sinal especial que o indicasse, sem sombras de dúvidas que ali estava o messias. Como a vida de Jesus foi, no tempo, algo comum e corriqueiro, como saber se o messias já estava na terra ou não? Afinal, naquele tempo era comum aparecerem profetas e messias-boa parte deles fajutos. E como saber que aquele era verdadeiro? Como saber se os fatos a ele atribuídos eram  verdadeiros-pois havia muita gente que dizia fazer o mesmo? Ora, isso acontece ainda hoje. Quantos atualmente se  consideram “avatares, iluminados, profetas, santos” etc. etc.? Se mesmo com toda a exposição na mídia e com todo avanço tecnológico e científico , ainda existem “avatares fabricados”, imagina naquele tempo. Vemos isso na televisão diariamente: são milagreiros fazendo mais milagres do que Jesus. E “avatares” que erram até mesmo a profecia de sua própria morte. Como podem querer saber o destino dos homens e do universo? Como podem se achar a “encarnação do  todo poderoso”?
Mas mesmo quando eles erram – como vários erraram- vem sempre alguém para justificar o erro. Em outras palavras, não importam o quanto errem, o quanto enganem o povo. Estamos no campo da fé. E onde há fé e crença, não há necessidade de  razão, reflexão, verdade e coerência. Como disse o psicólogo americano Michael Shermer : “não evoluimos para questionar e duvidar”. Há ainda outra questão: só cremos no que nos convém, no que nos conforta, no que se encaixa em nossas expectativas e esperanças. Por isso, os Judeus não creram em Jesus. Eles estavam esperando o grande libertador. Alguém mais poderoso que Moisés, Salomão e Davi. Viviam com esta esperança, alimentaram-na de geração em geração. Não era possível que o messias já estivesse na terra. Eles não viram os grandes “sinais”, nem as transformações e mudanças que tanto aguardavam e que acreditaram ter sido prometidas pelos profetas. Será que não estamos vivendo o mesmo contexto? Será que não está acontecendo a mesma coisa? E se estiver? E se Jesus já tiver retornado e ninguem tiver percebido? Será que o julgamento dos vivos e dos mortose não já estaria acontecendo, mas ninguém está percebendo?  Será possível que o fim já não estaria  acontecendo ? Como saberemos?
Não temos como saber. Repito, não temos como saber. Tudo o que se disser neste particular não passará de especulação. Sem falar nos aproveitadores que se utilizam das profecias para explorar, enganar e conquistar mais fiéis. Saem dizendo asneiras, procurando em suas religiões os personagens e sinais citados nas profecias. Obviamente, que tais sinais e personagens só podem surgir na religião deles. Nunca nas adversárias. Sempre foi assim.  O fato é que não temos como saber se as profecias dos Maias falam sobre o fim do mundo físico, material, ou apenas sobre o término de um ciclo. E isso não é motivo pra pânico. Talvez seja motivo de alegria. De 2011 pra cá vi mudanças profundas na vida de várias pessoas - tanto conhecidas quanto desconhecidas. Tanto na minha vida, quanto na vida de amigos e familiares. Certamente, independente de profecias, estamos vivendo um momento de profundas mudanças. Quem tem  mais sensibilidade e está mais atento, percebe uma poderosa energia de mudança no ar. Mudanças de paradigmas espirituais e uma concepção inovadora sobre  religião e espiritualidade- muito além da visão tradicional. O novo homem se sente mais confiante, maduro, autônomo e capaz de seguir seu próprio caminho. Não se sente mais escravo dos deuses, nem das religiões ditas “sagradas e autorizadas”. Hoje, há uma consciência cada vez mais presente de que o homem é um “deus adormecido”. Precisando, somente despertar para este fato. Sem necessidade de intermediários, sejam eles quais forem.
Sim, muitos profetas que no  século passado anunciaram o retorno do Cristo para este final de milênio, podem ter acertado. O problema é que eles estavam esperando uma coisa, e pode ter acontecido outra. Exatamente como há dois mil anos atrás. Jesus já pode ter retornado sem ninguém perceber. E nunca saberemos como e de que forma ele veio. Se foi num disco voador, se foi encarnado em uma pessoa,  em várias pessoas, ou apenas como uma “elevação da consciência” sentida através das vibrações, pessoas e acontecimentos inusitados.  Mas, exatamente por não sabermos ,  é que temos que “orar e vigiar”. Estar “preparados” pois, talvez isso tudo já esteja acontecendo, ou já tenha acontecido e não tenhamos percebido- exatamente como no tempo de Jesus. 


 Ora, independente das profecias serem verdadeiras ou não, o que isso significa pra nossa vida? O que alguém deve fazer ao saber que o mundo pode estar se acabando e que o Cristo já pode ter retornado ? Não seria,  buscar o despertar, a evolução, a transformação interior? E, mesmo que tudo isso fosse apenas uma “piração coletiva”, isso nos isentaria de fazermos a nossa parte? Claro que não. Na verdade, nada muda em nossa vida, quer acreditemos nas profecias ou não. Tudo continua a mesma coisa. Se as profecias servissem  para nossa transformação e despertar então haveria um sentido para elas. Mas não mudamos. Continuamos com nossos sonhos, ilusões e estupidez.
Na verdade, muitos se apoderam dessas "revelações" para fortalecer mais ainda o caos, o sono e a confusão. Em nada contribuem para uma real salvação humana no que tange ao seu despertar. Querem ser famosos, vender livros, aparecer na mídia, serem entrevistados e bajulados. Passam horas e horas discutindo o “sexo dos anjos”. Mas não dispensam um minuto para o que realmente importa: o despertar do homem. Em raros momentos falam de “amor”- coisa que Jesus pregou há milênios e que ninguém nunca ouviu- como ouvirá agora? Mas por que não ouviram? Por que não quiseram? A resposta é simples : ninguém ouve se está dormindo. Muito menos 'amar'. Não há amor sem autoconhecimento. Por isso, a necessidade prioritária para o  despertar da ‘consciência’.  O amor de alguém que dorme é desprovido de verdade, uma vez que é contraditório. Lá no fundo, seus reais motivos são outros. Muitos só querem ser admirados por suas “maravilhosas e abnegadas ações”. Ações humanitárias que disfarçam suas verdadeiras intenções: ganhar status, ter poder e serem famosos. Como poderão ser amados e respeitados se não agirem desta forma? Todos sabem que o ser humano, em sua maioria, é idealista. E quando encontramos alguém que se encaixa nesses modelos idealizados, passamos a admirá-los. Eis, então o Avatar, o Santo, o Bemfeitor.
   Enquanto isso? Muitos sonham um dia poder ser como eles. E enquanto lutam pra realizar esses ideais… dormem. Ficam tão ocupados e envolvidos com "a obra" que não tem tempo de pensar no despertar. Tal atitude alimenta-nos  a ilusão de estarmos  cooperando com Deus, ajudando em sua obra celestial. Isso nos faz importante por estarmos “contribuindo” para o bem da humanidade. Ora, não será isso uma grande petulância? Não sabemos amar nem a nós mesmos, nem aos nossos familiares e amigos e queremos amar a humanidade. Essa humanidade não existe. É uma abstração conveniente e confortadora, que satisfaz os discursos vazios e demagógicos. Não cumprimos nem o pequeno e queremos fazer o grandioso. Não somos fiés nem no pouco e queremos sê-lo no muito. A salvação do mundo deve começar primeiramente consigo mesmo. Do contrário, tudo será pura mentira e autoenganação.

    Não importa se o mundo vai acabar em 2012, ou se Jesus já retornou ou se virá apenas daqui a dez ou cem anos. Jesus já veio há mais de 2000 anos atrás, isso sim é importante. Assim como ele, tantos outros vieram chamar nossa atenção para o que realmente importa: a condição  humana de ignorância e ilusão. Mas há forças no Universo que não querem que o homem desperte para a Realidade. Exatamente como no filme Matrix. Estas forças existem tanto dentro quanto fora do homem. Ao indivíduo, e somente a ele, cabe a missão de buscar e lutar por seu despertar. Mesmo que venham os Sócrates, os Platões, os Budas, os Cristos, os Ramanas, os Babajis e os Krishnamurtis, dentre outros, gritando para que despertemos- nada ouviremos pois nosso sono é profundo e pesado. O trabalho de despertar exige de nós um sacrifício nada fácil e simples: a morte de nós mesmos. Temos que morrer, sacrificar tudo o que somos, do contrário não renasceremos. Mas tememos perder a nós mesmos. Tememos arriscar tudo pelo Desconhecido e, por isso, preferimos a segurança ilusória do conhecido.
A Meditação nos prepara para o salto no Desconhecido. Esse Desconhecido é sentido como morte, vazio, nada, pelo EGO. Mas a mente-ego não quer morrer. Por isso, ela não suporta a não-mente. Ela  quer ser "alguém’, ser importante, ser o centro de tudo. Ela pensa que sabe o que é a felicidade, geralmente ligada à noção de prazer , satisfação e realização. Ela sente o "não-ser-nada" como sofrimento, não porque seja assim, mas por temer o que não conhece e não controla. Assim, ela estabelece para si um ideal de felicidade e faz tudo para alcançá-lo.  O ego-mente não abre mão disso, pois essa é sua natureza. Mas na Meditação percebemos que o EGO com seus pensamentos, desejos e buscas são como pesadas nuvens impedindo a visão do céu infinito. Nuvens que nos identificamos como sendo nós mesmos. De tão identificados e apegados, esquecemos que além das nuvens há um céu Infinito e que lá encontra-se a Luz da verdadeira felicidade. O ego não quer o Desconhecido por temê-lo. Prefere o conhecido por ser mais prazeroso e  seguro. Mesmo que isso signifique viver de ilusões.Todavia, no NÃO-SER-NADA, está o SER-TUDO.  No Desconhecido, encontra-se o Eterno. 


  Não deixemos o DESPERTAR para amanhã. O amanhã poderá não vir. A qualquer hora o fim pode chegar de forma inesperada: seja através da morte natural ou mesmo pelo tal “Fim do Mundo”. Meditar, significa viver a eternidade no agora e não no "depois" . Nessa dimensão não existe o tempo. Mas apenas "o que é"... o aqui e agora. Quanto mais conscientes desta dimensão interna, mais e mais despertos estaremos. Um homem desperto não se engana nem engana aos outros. Não se ilude nem ilude aos outros. Ele está preparado e atento. Vigia constantemente sua "casa" pois não sabe o dia, nem a hora em que o "ladrão" virá.   Sua oração é sua comunhão com o Eterno alcançada durante a Meditação.   Por não ser mais controlado pelo pensamento, eleva-se acima deste nível ordinário de compreensão e  alcança o plano da Consciência. Somente tal homem saberá viver, agir e amar verdadeiramente , sem medos, sonhos ou ilusões! 
Que cada um possa buscar seu próprio despertar no agora, independente do amanhã - pois amanhã poderá ser tarde demais!
Muito Obrigado!
Alsibar ( inspirado)

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

O FIM DO MUNDO, A TIRANIA DO MEDO E A ILUSÃO DO DESEJO

THE END OF THE WORLD, THE TYRANNY OF FEAR AND THE ILLUSION OF DESIRE
O FIM DO MUNDO

Por que o medo sempre foi usado como armas de dominação das massas? Será que realmente precisamos dele para alguma coisa? Mudaremos ou salvaremos o mundo através do cultivo do medo? Qual é a relação entre o medo e o desejo?Será que não precisamos nos libertar destes dois para sermos realmente livres ? No texto abaixo refletiremos sobre estes e outros pontos relativos ao desejo, o medo e o fim do mundo.
OS PRIMÓRDIOS
A história do homem é uma história de bravura, de lutas, guerras, dominações, mas também é uma história de desejo e medo - muito medo. Desde a pré-história o homem oscila entre o medo do desconhecido, a necessidade de lutar pela própria sobrevivência e o desejo de expandir-se através de novos horizoantes. Diante do medo o que resta ao homem fazer? Confiar, crer em forças maior do que ele como o trovão, o fogo, o vento, o mar, a natureza e os animais. Ao render culto a essas forças primais procurava ele tornar o desconhecido menos arriscado e, ao mesmo tempo, fortalecer-se de coragem e fé para enfrentar os desafios das lutas diárias- de sobrevivência, dominação ou expansão. Os  líderes religiosos sempre souberam do poder do medo, por isso, entre todos os povos e culturas – Astecas, Maias, Íncas,  Egípcios, Gregos , Romanos, Hindus-  foi marcante a presença de rituais “sagrados” muitos deles envolvendo sacríficios de toda espécie e natureza – inclusive de humanos. Esse poder, de tão notável,  foi muitas vezes usado pelos governos  – tiranos ou não- para dar legitimar suas ações aqui na terra. Assim, não era raro que o líder religioso e o líder terreno andassem  paripasso fortalecendo-se  mutuamente  e cooperando na manutenção do status quo.
O MEDO , O DESEJO E  A TIRANIA CATÓLICA
A história nos mostra que sempre foi assim. O medo  e o desejo moveram o homem em boa parte dos acontecimentos históricos da Idade Média. A igreja católica  é conhecida por protagonizar ações em que  usou o medo  e o desejo como principais armas de opressão : muitos temiam o inferno  e desejavam ardentemente o céu, oferecido aso fiéis através das indulgências vendidas a peso de ouro a todos que obedecessem  sem questionar  as suas ordens e ditames – por mais  absurdos e cruéis que pudessem ser. Foi através do cultivo do medo da condenação eterna e pela promessa do céus – por meio do perdão dos pecados –que  muitos reis e imperadores, se renderam ao poder da Igreja. Foi assim, que ela consolidou-se como principal aliada do Estado.  Chegou ao ponto de não precisar mais de discursos, passou usar a própria força e os poderes temporais a ela concedidos, para forçar e amedrontar a todos que a ameaçavam. O medo deixou de ser  algo abstrato e passou a ser uma ameaça verdadeira: aqui merecem ser lembrados os temíveis tribunais de inquisição, as fogueira de mataram tantos e as Cruzadas. Mas, é bom lembrar que tudo isso iniciou-se com o medo do inferno e o desejo de se alcançar os céus. O resultado disso tudo foram séculos e séculos de dominação tirânica  através do medo e do desejo.
HOMENS LIVRES QUE MUDARAM O MUNDO
Mas – graças a Deus- apareceram homens livres do medo da Igreja e sua teologia e estes homens mudaram a história. Homens como Francisco de Assis, Martinho Lutero, João Calvino, Rei  Henrique VIII ,dentre outros, tiveram a coragem de romper definitivamente com o medo que tanto oprimia os homens. Livres do medo, estes homens ousaram enfrentar a ira de uma organização poderosíssima e tirânica como o foi a Igreja Católica durante a Idade Média. Isso prova que a liberdade sempre começa na consciência. Uma mente livre atua destruindo grilhões e amarras que prendem a si mesmo e aos outros. Por isso que a liberdade nunca é bem vinda, seja onde e quando for. Homens como Jesus Cristo, Gandhi, Krishnamurti e outros grandes – mártires ou não- são verdadeiras ameaças ao poder estabelecido. Eles não se submetem ao poder do medo. Suas mentes e consciências são livres de tal forma que  não temem a morte, a dor e o sofrimento. O que não significa que são tolos, sabem a hora de agir e até que ponto podem ir. Realizam, assim, o que Jesus disse “ Sêde mansos como as pombas e prudentes como as serpentes”.
O MEDO , O DESEJO E  A TIRANIA NA SOCIEDADE MODERNA
O problema todo é que este problemática não é exclusividade da Idade Média. Até hoje o medo e o desejo são usados como forma de dominação em todas as áreas e setores da sociedade moderna. É um verdadeiro câncer que atinge a toda humanidade, com raríssimas excessões.  É o professor que não aceita que o aluno discorde de suas posições. É a mãe e o pai que exigem obediência irrestrita dos seus filhos- mas não explica o porquê. É o marido que ameaça a esposa com violência e até morte caso ela ouse desobedecê-lo.  São os patrões que não aceitam ser contrariados. São as seleções para empregos  ou promoções de cargos internos, em que os mais independentes e questionadores são banidos pois representam uma ameaça .  São aqueles que são rechaçados de uma empresa ou instituição por terem a coragem de denunciar os erros e as falcatruas. São as religiões que, como na idade média, continuam usando o medo do inferno e o desejo de viver no céu – para manter seus domínios sobre as  mentes de seus seguidores. São as crenças de que quanto mais você desejar e quanto mais ambições tiver melhor será. São os chamados movimentos religiosos que  alimentam a busca por estados superiores de consciência ou despertar  como se este fosse resultado do desejo, esforço ou disciplina;  É a crença geral e dominate de que devemos  esforçar-mo-nos para ser mais, ser melhor, mais caridosos,  mais bondosos – como se o ser humano pudesse tornar-se melhor através do desejo, do medo e do tempo. E assim por diante. E ai daqueles que discordem deles! Ai daqueles que ousem ter opiniões próprias! São taxados de obssediados, endemoniados ou  mentalmente desequilibrados. Isso ocorre em quase todas as religiões e movimentos religiosos - com raríssimas excessões.
A CRENÇA NO FIM DO MUNDO
A PROFECIA DOS MAIAS ESTARÁ CORRETA?
Dentre os vários medos do homem, o do fim do mundo afigura-se como um dos mais temidos e prejudiciais. Ora, o fim do mundo é anunciado desde o tempo de Jesus, principalmente pelos apóstolos que agarraram-se às supostas profecias de Jesus sobre o fim dos tempos. Uma das sentenças mais intrigantes e que suscita polêmica é a seguinte “ Em verdade vos digo que não passará esta geração até que isso tudo aconteça” ( MT 24 : 3- 34). Ora, obviamente ele não estava falando do fim do mundo físico, senão nem estaríamos aqui comentando estas questões.  Estaria ele referindo-se a  outros “finais” como por exemplo, as guerras ou o holocausto que arrasaram os Judeus? Estaria ele falando  da morte dos próprios apóstolos martirizados em defesa da fé que propagavam e defendiam? Ou será que falou isso mesmo? Será que entenderam e registraram sua palavras corretamente? Ou seja, talvez tenha ele tenha se referido a outro fim, mas não no fim do mundo material.
TRAGÉDIA , DECEPÇÃO E A CRENÇA NO FIM
ADEPTO DA  FAMILY RADIO DE "MALAS PRONTAS"
 Mas muita gente ainda acredita  e prega o fim do mundo. O problema é que os anos vão passando e o fim não vai chegando, mesmo assim, esta crença vai fazendo estragos à medida que vai sendo anunciada por líderes malucos ou altamente espertos. Quem esquece de líderes religiosos  como Jim Jones em 1978, David Koresh em 1993 e Marshall, Applewhite e Bonnie Nettles (Heaven's Gate) em 1997 ? E o que dizer de Jonas Wendell, Charles Taze Russel , William Millers,  Joseph Flanklin Rutheford e outros profetas do Fim do Mundo que anunciaram e reanunciaram o fim do mundo  várias vezes, gerando muita confusão, frustação e decepção ? Por último,  a imprensa mundial  informou que um grupo religioso conhecido como Family Radio liderado pelo pastor Harold Camping, de 89 anos marcou a data final para a 21 de Maio de 2011, como nada aconteceu, obviamente ele já remarcou a data para  21 de Outubro de 2011. Outros, já adiaram a data um pouquinho mais a data  e fixaram-na para 2012.Além desses casos mais notórios, há centenas de outros casos que envolvem anônimos. Recentemente, a televisão reportou o caso de umas famílias que – crendo-se eleitos e confiantes no arrebatamento- picotaram dinheiro, deixaram os empregos e o lar- e saíram sem destino caminhando ao longo das estradas pois acreditavam que iriam ser arrebatados ao longo do caminho. Ora até quando iremos conviver com tanta estupidez ? Até quando as sementes perniciosas de crenças como estas continuarão fazendo suas vítimas? 
OS VERDADEIROS ILUMINADOS  NÃO ALIMENTAM O MEDO
Quero deixar bem claro que não estou aqui como defensor de minha verdade, mas também questiono todos aqueles que agem como se a detivessem - ainda convencem os outros de que a tem. Mas, se realmente essas pregações escatológicas tivessem alguma valia ou importância, teriam sido anunciadas pelos verdadeiros iluminados  que visitaram nossa terra  até pouco tempo. Seres como Paramahansa Yogananda, Sri Yukteswar, Lahiri Mahasaya, Babaji ( o verdadeiro), Krishnamurti, Ramakrishna, Ramana Maharish teriam, de alguma forma, nos alertados para a proximidade do fim, mas por que não o fizeram? É simples, porque os verdadeiros homens de Deus, os verdadeiros sábios e avatares sabem que não se vence o medo com o medo. Sabem que o medo não liberta o homem, mas  apenas aprisiona-o mais ainda. Sabem que o medo não pode ser usado como ferramenta de  dominação e convencimento de ninguém. Sabem o mais óbvio: não se liberta o homem do medo usando o próprio medo como fator de libertação – é impossível. É uma grande incoerência. Quem assim o faz, prova não ser  iluminado, atesta para si mesmo e para os outros que não é um “ser liberto”.
O VERDADEIRO DESPERTO NÃO ALIMENTA ILUSÕES
Os verdadeiros  “despertos” não se preocupam com o tempo, com o amanhã ou com o futuro. Seria contraditório se o fizessem. Eles querem exatamente o contrário: libertar-mo-nos do tempo, pois no tempo, só há miséria, dor e sofrimento. É a dimensão do tempo e do desejo que nos mantém presos nas nossas próprias ilusões. O medo é um dos piores entraves no caminho para o despertar. É ele que alimenta as crenças, é ele que mantém a doentia relação guru- discípulo- relação esta que trouxe mais males que benefícios pois afigura-se  como campo fértil da exploração, da dominação e do medo. O verdadeiro guru está além dessa dependência e também não a alimenta. O problema é que nem todos os gurus são verdadeiros e são raros os  verdadeiros que saem do anonimato- por alguma razão especial o fazem- mas não por sua própria vontade e glorificação. Talvez, haja momentos  em que os verdadeiros gurus tornam-se conhecidos – como no caso da linhagem que iniciou-se com Babaji e continuou com Yogananda- mas estes acontecimentos  são excessões, não são regras. Além disso, tudo o que Yogananda escreveu e todos os milagres que ele presenciou não teriam sido possíveis se não houvesse uma ordem superior autorizando. Ou seja, não foi pela vontade dele, nem dos iogues que ele conviveu, que estes fatos foram por ele testemunhados e posteriormente revelados ao mundo. Mas foi por uma ordem superior, por uma causa que somente podemos inferir, mas dificilmente saber.
YOGANANDA , OS GURUS E O PROBLEMA DAS CRENÇAS
Autobiografia de um Iogue

É fato que depois de Yogananda, o mundo não teve mais nada parecido. Não foi por falta de tentativas. Há vários escritores, "iogues", e ex-discípulos de Yogananda que dizem ter passado por experiências similares as dele -inclusive com encontros com Babaji- mas seus testemunhos não tem a força e a influência alcançada por Yogananda e seu  Autobiografia de um Yogue. É como se aquele "portal" do miraculoso, tivesses sido aberto por ele, mas encerrou-se nele também. Dificilmente a humanidade vai ter outro acontecimento como este na terra. O motivo é porque quando a  humanidade tem conhecimento desses fatos e pessoas extraordinárias, ele multiplica os vários problemas  e ilusões que já existem.  Explicando : é  fato que Yogananda com seu relato em primeira mão reviveu a chama da espiritualidade em vários corações desiludidos e desacreditados. Mas também é fato que as revelações por ele trazidas, até hoje provocam prejuízos de inimagináveis consequências  tais como: as várias correntes que usam o nome de Babaji para se promoverem, as brigas pelos direitos autorais da verdadeira Kriya Yoga, as  várias pessoas que se autoproclamadas encarnações de Babaji e Yogananda que pipocam na Internet, e os vários movimentos religiosos que se apóiam na tradição e autoridade de Yogananda como forma de “legitimar” seus movimentos e organizações- e assim por diante. Talvez, por isso, Krishnamurti tenha recusado, até o último momento a dar descrições sobre o além, sobre quem era, sobre quem o acompanhava, ou  sobre o “outro lado”. Disse ele  certa vez :“ É que se abrirmos esta porta, não poderemos conter o que está por trás dela”. Isso basta para percebermos o quanto é tolo ficarmos discutindo sobre o além, sobre o futuro,  sobre a iminência ou não do fim do mundo. Nada disso nos transforma, nada disso nos liberta, nenhum significado tem para nossas vidas.
QUAL MUNDO QUEREMOS SALVAR ?
O MUNDO DA MATRIX OU ILUSÃO
A necessidade e importância do despertar independe de  quando será o fim do mundo - hoje, amanhã ou no próximo ano que importa? “ Onde estiver teu coração aí estará o teu tesouro”. “Onde estiverem os cadáveres alí se juntarão as águias”. Onde quer que estejamos, neste ou noutro mundo qualquer, seja físico ou não, ali estará nossa consciência ou desperta ou adormecida. Se ela estiver desperta aqui, assim o estará em qualquer dimensão ou mundo. Se adormecida aqui, assim o estará em qualquer outra dimensão ou plano. Por isso, importa trabalharmos para o despertar aqui e agora, pois somente no aquiagora, o eterno presente, pode o homem se libertar das ilusões do ego e do tempo. Por isso, aos arautos e profetas do fim do mundo e a todos aqueles que comungam da mesma crença, não esqueçam que nada adianta viver falando no fim do mundo, quando não se trabalha para o despertar. Seria muito mais útil e produtivo alertar para um fato que pode ser constatado por qualquer um : o nosso mundo já acabou há muito tempo.  Nós vivemos em um mundo de ilusões, de sonhos, de pensamentos reativos e de desejos. O mundo que queremos salvar simplesmente não existe. Não sabemos o que é a vida, tudo o que fazemos nesta vida é apenas resultado de um emaranhado complexo de fatores, de causas e efeitos, cujo centro é desprovido de qualquer essência. Ou seja, o que somos? Condicionamentos? Desejos? Pensamentos? Memória? É este o mundo que queremos salvar? Para quê? Para perpetuarmos a ilusão e o consequente sofrimento?
 OS SONHOS CONTINUAM NO ALÉM?
A MEDITAÇÃO  E AS VIAGENS ASTRAIS


A vida verdadeira, o verdadeiro mundo está aqui- exatamente onde nos encontramos apenas a Mente nos impede de percebê-lo. Nosso trabalho deve se concentrar no despertar pois nele é que se encontra a única saída possível. Assim dizia Buda, Jesus e assim reafirmou Sri. Yukteswar  “um ser terreno não desenvolvido permanece a maior parte do tempo no profundo estupor do sono da morte e dificilmente tem consciência daS belas esfera astrais”. Isso também pode ser comprovado por qualquer pessoa ao dormir. Os projetores conscientes (aquelas  pessoas que ‘acordam’ dentro dos sonhos) sabem que quanto mais conscientes ficarem durante o dia, maior é a chance de se ter sonhos lúcidos. Isso pode ser comprovado por qualquer um, não precisa “crêr”. Implica dizer que toda nossa energia e atenção deve concentrar-se no despertar, do contrário continuaremos dormindo - tendo  alguns momentos de semi-consciência e raríssimos momentos de verdadeira consciência.
O DESEJO E O MEDO IMPEDEM O DESPERTAR
Que me perdoem todos que acreditam no fim do mundo.  Não esqueçam que crenças, são apenas crenças e que não podemos tê-las como Verdade. A Verdade está aqui diante de nós. Ela encontra-se na percepção do que somos e a consequente libertação de todo o medo e desejo . Medo e desejo são irmãs, como faces de uma mesma moeda. O desejo de se alcançar qualquer coisa ou estado neste ou noutro mundo nos aprisiona cada vez mais nessas esferas terrenas ou astrais. Buda já dizia que  “ o desejo é a raiz de todo o mal”. Sri. Yuktésar afirmou categoricamente que “ o poder dos desejos não realizados  é a raiz de toda escravidão humana”. (A.Y-457). Krishnamurti costumava dizer que o próprio desejo de se alcançar a Verdade ou Deus  impedia-nos de percebê-la, pois desejo é tempo, é pensamento, ou seja é a perpetuação do próprio EGO.
MEDITAÇÃO : O CAMINHO DA LIBERTAÇÃO
A MEDITAÇÃO É A SAÍDA

Por fim, é bom ficarmos alertas para esses dois grandes fatores da escravidão humana : desejo e medo. Ora, porque desejamos? É simples, porque temos medo. Desejamos o céus porque tememos o inferno. Desejamos a saúde porque tememos a doença. Desejamos o sucesso e abundância porque tememos as dificuldades e a escassez. Desejamos um amor porque tememos a dor da solidão. Desejamos a iluminação e a bem-aventurança  porque tememos a ilusão e o sofrimento -e assim por diante. Assim sendo, devemos estar conscientes do medo e do desejo, e não tentar vencê-los com mais medo e desejo – um eterno círculo vicioso muito difícil de escapar e perceber. Somente com o não-desejo, somente com a quietude da meditação, somente com o percebimento sem escolha, sem desejos de ser, vir-a –ser ou não-ser é que o homem pode libertar-se. A Bíblia já anunciava “aquietai-vos e sabei que Sou Deus”. Apenas na quietude da verdadeira meditação, libertos do tempo, do esforço e do medo é que o homem vai libertando-se aos poucos dos grilhões de Maia ou Matrix. Assim, anunciou os grandes avatares, assim alertou-nos os iluminados e assim nos diz nossa própria inteligência, razão e experiência.
Abaixo a pedagogia do medo! Não precisamos de mais medo, basta-nos o que já temos! Necessitamos sim do despertar e esse só vem quando não há mais nenhum resquício de medo ou  desejo. Inclusive do medo do Fim do Mundo e do desejo de se alcançar o céu, o paraíso ou até mesmo o Nirvana.

AUTOR :ALSIBAR  ( Sob inspiração?)