sábado, 17 de agosto de 2013

“ ALCANCEI A ILUMINAÇÃO!!!” - I REACHED THE ENLIGHTMENT!


Recentemente, me deparei com tal afirmação em um post no Facebook – e não era brincadeira. O sujeito realmente afirma que alcançou a iluminação. Fiquei intrigado. Por definição,  a iluminação seria um estado de “não-eu”, então quem é esse que diz “alcancei”?  Além disso, por que alguém bradaria tal fato em uma rede social? Seria uma maneira de angariar seguidores, admiradores e fama? E, em caso afirmativo, isso seria mesmo a tal “iluminação”? Talvez não seja. Ora, para saber o que não é iluminação, deve-se saber o que ela é. Este pequeno artigo se propõe a fazer uma reflexão sobre o fenômeno da iluminação em si, baseado em falas e testemunhos de iluminados autênticos . Quero deixar bem claro que não estou analisando ou julgando a pessoa que afirmou isso, mas as características do próprio fenômeno em si.

Um leitor escreveu certa vez em meu blog que não acreditava que Krishnamurti era iluminado. Fiquei pensando nas seguintes hipóteses : será por que Krishnamurti nunca se classificou ou se auto-denominou como tal? Ou será por que K. não organizou nenhum movimento religioso em torno do seu nome? Ou será por que K. era uma pessoa de aparência comum, não lembrando em nada os gurus clássicos? E não será exatamente essa maneira comum, sem poses ou afetação, um dos sinais de que a pessoa é Iluminada? Senão, vejamos.
Na tradição budista e taoista o “ser comum” é exatamente uma das características dos maiores mestres iluminados. Na tradição judaico-cristão, a Bíblia diz que Jesus era tão comum que “nem seus irmãos acreditavam nele”(Jo, 7:5). Em nada ele lembrava um grande
avatar. A mesma coisa se pode dizer de Sri. Yuktéswar – o mestre de Yogananda. Segundo este último- poucos o reconheceram como um grande mestre ainda em vida.  Apenas após a morte do corpo físico e com o grande sucesso do Autobiografia, foi que ele se tornou conhecido como um grande iogue. Yogananda encontrou vários iogues iluminados que moravam no mesmo bairro que ele - na esquina. E que ele só soube que eram iluminados, por circunstâncias muito especiais. O próprio Yogananda era um iluminado, mas não sabia que o era. É significativa a conversa que ele teve certo dia com seu mestre:
- Mestre quando encontrarei Deus?
- Ohhh… você já o encontrou!
Ele não tinha consciência que já havia “alcançado” o estado de União Divina. Em suma, o iluminado é o último a saber que o é, pelo simples fato de que não há  mais ali o sentido do ego pra dizer “eu alcancei”. Não há mais passado, presente ou o futuro formadores do “eu”. Esta é a dimensão do eterno presente em que TUDO JÁ É . A fronteira dos limites do tempo e do espaço- a Eternidade, o Atemporal. Onde está então aquele que alcançou alguma coisa já que não existe passado, nem futuro? 
Um iluminado não sabe que o é. Se sabe- não é. Obviamente ele tem consciência de que algo lhe aconteceu, mas esse algo não pode ser expresso, nem comunicado . A iluminação é um termo muito amplo, que pode significar desde o despertar dos chakras até o simples estado de presença, ou atenção consciente permanente- sem abalos ou oscilações. Isso já foi dito por grandes mestres do passado como Dogen, Lao Tsé e da modernidade como Jiddu Krishnamurti , U.G.  , Ramana etc. Mas ainda há pessoas que insistem em tratar os dois estados como algo bem dividido e demarcado. Um caracterizado pela bem-aventurança, êxtase intenso, amor, perfeição moral e ética , conhecimento universal, luzes, sensações, poderes etc. E o outro  é o estado de sofrimento, ilusão e ignorância em que a maioria da humanidade vive. Mas será que existe mesmo tal linha demarcatória? Será mesmo que esses estados são tão diferenciados e estanques? Ou será que eles são dinâmicos e interconectados?
Uma das coisas mais estranhas pra quem começa a meditar é se imaginar que um dia de repente, deixará de ser um simples reles mortal ignorante e agonizante, para, de uma hora pra outra, tornar-se um ser bem-aventurado e celestial, cheio de sabedoria e atributos especiais.  Ele fica meditando, na expectativa, na esperança que um dia isso aconteça. E provavelmente morrerá sem que nada aconteça. Quem poderá nos esclarecer sobre essa questão ? Ora, as palavras de Buda e outros grandes mestres do passado- devido a distância do tempo e espaço- podem estar deturpada, descontextualizada, mal interpretada, e sofrido alterações ao longo das inúmeras traduções e compilações. A nossa sorte é que existem Budas modernos que podem nos dar uma luz. Para os dois Krishnamurtis e Ramana- por exemplo, tudo já é aqui-agora. Não há nada pra se alcançar. E isso não é algo que se realiza no final de uma jornada de esforços e práticas- mas no começo. Para J. Krishnamurti, não há caminhos, nem jornada, e nem espaço separando os fins dos meios- os meios e os fins formam um todo integrado. Não há um “passo a passo” que culmina com um acontecimento, pois isso criaria o futuro psicológico que é o próprio centro do “eu”. O que seria, por si mesmo um obstáculo à libertação.
Talvez os mitos e lendas em torno da história de Buda tenham contribuído  para essa ideia de que a Iluminação é um grande acontecimento datado no tempo e espaço.  Pode ser que o que  realmente aconteceu, não tenha nada a ver com o que a tradição nos conta. É possível que Buda  já viesse numa longa jornada de interiorização e compreensão que foi aos poucos se aprofundando, se expandindo, se ampliando. Não necessariamente num processo gradativo e definitivo- como comumente se pensa. Um dia ele compreendeu uma coisa, noutro outra… a formação do EU, a natureza do desejo, o encadeamento das causas e efeitos, até que chegou a compreensão do sofrimento e sua consequente extinção. Isso tudo pode ter levado anos, em termos de tempo cronológico. Em termos psicológicos é impossível dizer se houve um marco demarcatório,  como alguns querem crer e fazer crer.
A iluminação pode ser algo totalmente subjetivo e pessoal. Enquanto U.G. chamava seu estado de “calamidade” e que provavelmente se as pessoas soubessem como era “aquilo” não iriam desejar tal coisa. Krishnamurti fala de bençãos e ondas de êxtases em seu diário.  Cada dia era algo diferente, difícil de relatar, difícil de expressar. Sobre os tais poderes e sensações- são elementos que podem ou não acontecer. No universo místico de Ramana quase ninguém relata a existência de poderes e milagres- sua presença bastava, pra trazer paz e luz aos corações. Já no universo mágico descrito por Yogananda no seu Autobiografia, não faltam relatos de milagres e feitos maravilhosos que aconteciam no entorno dos mestres que ele conheceu.
Isso nos leva a concluir que essas coisas podem acontecer- mas não necessariamente. Elas são como sinais de que a consciência individual está “avançando” na conscientização de sua identidade universal. Mas isso não significa que houve um marco delimitando que dali por diante, a pessoa mudou, elevou seu estado de consciência de “não-iluminado” para iluminado de forma abrupta, permanente e eterna. Quando se diz que Buda “alcançou” a iluminação é para expressar uma percepção, uma compreensão, um entendimento, um insight- repentino e intuitivo-  sobre algum problema ou questão existencial.
Assim, pode-se dizer que a Iluminação é um estado de claridade, percepção, sabedoria, bem-aventurança que tanto pode ser a causa como o efeito. Ao compreender a si mesmo- seu próprio processo de formação, manutenção e dissolução do ego- de forma direta
e objetiva o sujeito se abre para novas possibilidades e insights. E esses mesmos insights o fazem avançar em sua sabedoria e percepção, o que resulta no amadurecimento espiritual,  impulsionando, assim, a escalada evolutiva da consciência individual . Em suma, não há diferença entre a meditação e a iluminação. E quem está falando isso não sou eu. Leia a sentença abaixo de Dogen- um dos grandes reformadores do Zen-budismo:
“"Praticar o caminho diligentemente é, por si só, iluminação. Não há qualquer diferença entre prática e iluminação ou entre zazen e vida diária. Zazen não é meditação passo-a-passo".
Ora, em meditação todos nós nos tornamos momentaneamente “iluminados”. Na verdade, a meditação é uma degustação deste estado sublime e isso pode ser vivido por qualquer pessoa, a qualquer hora- desde que medite corretamente. É como um peixe que sobe momentaneamente à superfície e percebe o céu infinito acima dele. O céu está sempre ali, mesmo quando ele desce às profundezas sombrias do Oceano. Ele pode retornar de tempos em tempos para vislumbrar o espaço infinito. Assim também é na meditação: um olhar para fora do oceano da mente.
O problema é que devido a diversos fatores: cármicos, sociais, espirituais, culturais, as pessoas não se dedicam  bastante a isso. Quando digo “cármicos”, significa que dentro de nós mesmos há forças que não querem, que resistem à permanência definitiva neste estado, pois ele é devastador. É um estado que destrói o conhecido, as memórias do ego, os apegos, as imagens, os desejos . O ego fica reduzido a nada. Daí a fuga da mente. Então preferimos sentir isso apenas em alguns momentos de nossas vidas. Reservamos alguns instantes do dia, ou nos finais de semana, pra  penetrar nisso e muitas vezes de forma superficial e errada.
No fundo, nós mesmos não queremos a Iluminação. Preferimos algo que possamos manipular e tirar proveitos pessoais. Daí que, qualquer estado de bem-aventurança ou qualquer estado mental diferenciado, logo, logo se alardeia como sendo a grande “Iluminação”. É como se dissessem aos outros “ venham até a mim, agora sou uma pessoa especial, importante e espiritualmente realizada”. Lamentavelmente, alguns gurus  realmente acreditam que se autorrealizaram- é o chamado auto-engano.  Essas pessoas tem, em geral, sérios distúrbios e transtornos comportamentais. Estão numa zona intermediária entre a loucura, a sanidade e a tal  “iluminação”. Outros são espertalhões , e outros são charlatães mesmo- agem de má fé.
E a iluminação é um fenômeno permanente e estanque como em geral se acredita? Será que é algo que se alcança e fica-se lá eternamente em berço esplêndido?  Sabemos que a consciência vai e volta, sobe e desce, mergulha e volta à superfície… a profundidade do mergulho é que vai determinar a intensidade da experiência. Por isso que ninguém pode-se dizer iluminado… quando a consciência está mergulhada lá, nada se pode dizer acerca disso. E quando ela volta, voltou. Não deixou de ser, mas deixou de estar em contato com as profundezas iluminadas da própria consciência. Por isso mesmo que até seres como Jesus, Krishnamurti e outros, tem que manter constante vigilância  pois há sim o risco de queda. A subida e a descida da consciência individual ao Infinito é uma viagem arquetípica que ocorre sempre que a consciência desce à carne, ou sobe de volta à fonte. Essa mesma experiência é vivida por todos durante a meditação- mesmo que por alguns instantes. Veja o que Sri. Yukteswar disse certa vez a Yogananda sobre este assunto:
“- Se algum dia você assistir  à minha queda do estado de realização divina, por favor, prometa colocar minha cabeça em seu colo e ajudar-me a voltar ao Amado Cósmico que ambos adoramos.”
O fato é que quem diz “alcancei a Iluminação”, está na verdade, apartado dela. Esse em si é um sinal de que a consciência “voltou” do seu estado de união, para o estado de separação. E é exatamente aí que mora o perigo. Quando a consciência volta, o ego toma de conta e passa a manipular o tal “estado”  para controlar  pessoas, fazer discípulos, estabelecer-se e expandir-se.
Baseado nos argumentos acima, podemos concluir que o estado de iluminação não é algo que possa ser comunicado, nem manipulado,  não torna a pessoa um ser “especial”, não outorga privilégios, nem autoridade. Você poderá perguntar então: e como saberão que a pessoa alcançou aquele estado já que ele não pode ser comunicado?  É a própria vida da pessoa que comunica, seu ser, suas atitudes diárias, seu olhar, suas ações,  a forma como se relaciona consigo mesmo, com a vida e as pessoas ao seu redor- é isso que irá indicar ou até mesmo revelar que algo diferente aconteceu. O “iluminado” que orgulhosamente  divulga o próprio estado como quem passou num vestibular, terminou uma graduação ou alcançou o pico do Everest, está se iludindo e iludindo os outros. Na verdadeira iluminação, não há mais o sentido do “eu sou, eu alcancei, eu me tornei…” Daí a humildade natural dos verdadeiros despertos. Eles são como crianças, sem afetação ou sentido do “eu”.
Quer um exemplo? Veja o relato de Ram Gopal Muzumdar- o “Santo que Não Dorme” meditou por mais de 45 anos diariamente o dia todo, e mesmo assim não se achava digno diante de Deus. Quando  Yogananda lhe pediu a iluminação, o grande iogue respondeu de uma forma inesperada e significativa:
“- Você me pede a iluminação enquanto eu próprio cismo , insignificante como sou, e com a pouca meditação que fiz, se consegui agradar a Deus, e que merecimento poderei encontrar a Seus olhos no cômputo final.
- Senhor, não procurou Deus, com toda sinceridade, durante longo tempo?
- Não fiz outra coisa. Durante vinte anos ocupei uma gruta secreta, meditando dezoito horas diariamente. Em seguida, mudei-me para uma caverna mais inacessível e ali permaneci por vinte e cinco anos, mantendo-me em êxtase durante vinte e quatro horas todos os dias. Não precisava dormir, pois estava sempre com Deus, Meu corpo conhecia mais
Ram Gopal Muzundar
descanso, pela calma absoluta da superconsciência, do que poderia obter pela imperfeita paz do estado subconsciente ordinário. Os músculos se relaxam durante o sono; mas o coração, os pulmões e o sistema circulatório continuam a trabalhar incessantemente; não conhecem repouso. Em superconsciência, todos os órgãos internos permanecem em estado de animação suspensa, eletrificados pela energia cósmica. Por este meio, para mim, vem sendo desnecessário dormir durante anos.
- Céus, o senhor meditou tanto tempo e ainda não tem certeza do favor de Deus? - Então, que esperar para nós, pobres mortais?
- Bem, não vê, querido jovem, que Deus é a própria Eternidade? Pretender conhecê-lo em Sua plenitude, com quarenta e cinco anos de meditação, é expectativa bastante absurda. Bábají nos assegura, entretanto, que até uma pequena meditação nos salva do terrível temor à morte e aos estados pós-morte. Não fixe seu ideal de espiritualidade em pequenas montanhas, mas engaste-o na estrela da integral realização do Divino. Se praticar com firmeza e constância, atingi-lo-á.”
Este mestre vivia anonimamente em um pequeno vilarejo da Índia, em um local distante e de difícil acesso. Ele não precisou dizer para ninguém que era iluminado. Ninguém na vila sabia que morava ali um grande iogue. Mesmo assim, suas palavras e vida são fontes de inspiração e exemplo pra milhares de pessoas no mundo todo. Isso nos traz grandes lições. Uma delas- e a mais importante- é a da humildade . Nos mostra que ninguém precisa proclamar aos quatro ventos que  é um cristo, iluminado, guru ou salvador. Deus, a Vida- se encarrega disso quando realmente for necessário, útil e importante. Ou seja, quando está no plano divino a pessoa ser reconhecida, o próprio Destino se encarrega de torná-la conhecida. Não é necessário que a própria pessoa alardei isso. Ao buscador compete  apenas meditar e e se entregar- o resto vem pela providência divina.
Que cada um possa refletir sobre essas questões em seus corações e tirar suas próprias conclusões. Como sempre digo no final de meus artigos: as reflexões aqui apresentadas não se pretendem verdades absolutas, mas norteadores no caminho da sabedoria e do verdadeiro despertar espiritual.
Namastê!
Alsibar
Bibliografia: Autobiografia de um Yogue Contemporâneo- Paramahansa Yogananda- Self Realization Fellowship.




16 comentários:

  1. ola grande ensinador; parabens pelo texto, falou grandemente pra mim penso que se todos prestassem mais atenção nestes (gurus) não haveria tanto engano , ja que quando se diz que é humilde, ja não ha mais humildade ninguém precisa proclamar aos quatro ventos que é um cristo, iluminado, guru ou salvador. Deus, a Vida- se encarrega disso quando realmente for necessário, útil e importante. Ou seja, quando está no plano divino a pessoa ser reconhecida, o próprio Destino se encarrega de torná-la conhecida. Não é necessário que a própria pessoa alardei isso. Ao buscador compete apenas meditar e servir- o resto vem pela providência divina.

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    1. Olá Anônimo,

      Sim, muito obrigado por seu comentário e visita!

      Fraterabraços!

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  2. Alsibar, você tem vários posts falando sobre esse tema e o modo como as pessoas se enganam, são enganadas, enganam outros. O quanto há de desejo de se iluminar e o paradoxo nisso, a ilusão, etc, etc...
    Você sabe tão bem como essas pessoas que "se consideram iluminadas" sentem, e explica de maneira tão clara, além de escrever bastente a respeito...Isso tudo leva-me a crer que você já passou por essa experiência, pois parece ter muita propriedade no que diz. Estou certo? De quem queria muito de iluminar, pra ser alguém "especial", de ter passado por essa busca do ego, e toda essa coisa que muitos devem passar...e talvez uma hora você se frutrou, "quebrou a cara", ou sei lá...simplesmente percebeu que não era nada disso e por isso quer que os outros não caiam na mesma "cilada" que vc caiu.. Tenho essa impressão, rsss.. tem algo a ver?
    Namaste!

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    1. Ola amigo 18/08,

      Sim, na minha pré- adolescência e adolescência, eu posava de guru (rsrsrsrs)- tinha até um pequeno grupo. Era uma época que eu me espelhava no Osho. Mas Depois que conheci Krishnamurti, vi que era bobagem e um grande perigo- pois na raiz do próprio desejo pode estar o ego.
      Mas hoje em dia, escrevo sobre isso como forma de ajudar as pessoas a terem mais cautela em relação aos tais líderes espirituais. Não que a pessoa não deva ouvi-los- mas não deve segui-los cegamente. Manter sempre um pé atrás e aceitar como verdadeiro aquilo que sua própria consciência e razão lhe assegura que seja. Compreender que um verdadeiro mestre é apenas uma seta e uma referência- nada mais do que isso.

      Namastê!

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  3. Querido irmão obrigado por suas palavras, grato pelo seu tempo gasto e dedicação. Que o Deus de todos possa te iluminar mais e mais e que dele venha toda grande recompensa de que precisas para continuar a trilhar a senda e ser instrumento divino para muitos. Namaste!

    Flávio Barros

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    1. Olá Flávio Barros,

      Sou muito grato por suas palavras, que se estenda a nós todos e que os anjos digam "amém"!

      Forte Fraterabraço!

      Namastê!

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  4. Oh Alsibar,

    Que história é essa que J.K. não organizou nenhum movimento formal?! o homem participou até de uma fundação... como chefe maior... até aquele caso da mulher do amigo, que foi em sua própria instituição...
    Me esclareça melhor isso aí, se não for pedir muito!

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    1. Ola amigo tudo bem?

      Respondendo sua pergunta: as fundações não era um movimento religioso e sim uma organização administrativa para cuidar dos direitos autorais e da administração das escolas K.

      Abraços!

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  5. Grande texto!
    Só aumenta meu assombro, a iluminação sempre assusta porque o não ser nos assusta.

    Essa identificação é terrível.

    Então espero não conseguir nada! xD

    Obrigada pelo texto.
    Rose.

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    1. Ola Rainha Rose,

      Obrigado pela visita- isso, não espere nada.

      Fraterabraços!

      _/\_

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  6. Oi Alsibar. Bom texto! Paradoxalmente, se iluminar é "esquecer" a iluminação. "Alcançar" é "esquecer" a busca. Repousar no Todo é "esquecer" sua identidade alardeada de "buscador". A última das desilusões... rsrsrsrsrs

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    1. Ola Roberto Cardoso ,

      Verdade... compreender esses paradoxos já é um grande passo.

      Obrigado pela visita e comentários amigo!

      Fraterabraços!

      _/\_

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  7. Parabéns, Alsibar por este rico texto. Sim, acredito que existem seres iluminados e Santos. Como também existem pessoas que estão no caminho. Mas, nada substitui o auto conhecimento. Seres humanos ainda, estão preocupados em controlar tecnologias e dominar as ciências, estando ainda longe de si mesmos.

    Abraços

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    1. Ola Guibson... Obrigado por seu comentário e participação!

      Fraterabraços!

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  8. ''O espírito do meu criador está inerente em mim, mas eu não sou ele''quão diferente é esta da horrível meia verdade tão estrondosamente anunciada por alguns dos falsos sábios que enchem atmosfera com seus gritos '' Eu sou Deus'' imagine se Fausto que é uma criação de Goethe, gritando ''Eu sou Goethe'', ou algum personagem de Shakespeare gritando ''Eu sou Shakespeare''. O TODO está até na minhoca, contudo a minhoca está longe de ser o TODO, mesmo estando imanente na minhoca e nas partículas que a formam.
    Meu amigo suas matérias são interessantíssimas, realmente muito boas, Krishnamurti acerta quando não se auto-proclama como iluminado, a simplicidade é o grau mais elevado, nela se contém todos os paradoxos da complexidade, simplesmente por que é um canal aberto para construção simbólica da mente, é sábio ser simples e honesto consigo e com os outros!
    Estudo espiritualidade a muito tempo, mas uma das coisas que mais me indagam de todos conceitos espirituais são os conceitos herméticos, e até onde ele se encaixa principalmente nos conceitos orientais como, se você tem conhecimento sobre o assunto gostaria de saber sua opinião sobre!

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    1. Ola Amigo Rodrigo tudo bem?

      Obrigado por sua participação e gostei muito do conteúdo e do estilo do seu comentário.
      Sobre sua pergunta:
      Os conceitos herméticos são universais , verdadeiros e eternos. Não há nada , nas filosofias e religiões orientais que contrarie os mesmos- pelo contrário, vejo sempre o eco deles em tudo o que pesquisei até agora. Não só isso, eles se complementam. Obviamente, cada linha, tradição e mestre dá maior relevância a um aspecto do que outro. No caso de Buda, Krishnamurti e Ramana- por exemplo- eles focaram principalmente na busca da libertação da ignorância e da dor- algo mais prático, direto e objetivo. Enquanto que, em Hermes, vemos a explicação das leis universais que regem tanto o macrocosmo quanto o microcosmo. Recentemente, postei a descrição de Sri. Yukstéswar a Yogananda sobre os mundos suprafísicos e a vida após a morte. Em todos os casos que estudei e pesquisei, nenhum deles contrariou o que Hermes Trimegistro descreveu na antiguidade, pelo contrário confirma-o. Além do mais, tanto Buda no passado quanto Krishnamurti na modernidade, nunca negaram as leis universais , a realidade suprafísica e os fenômenos ocultos. Apenas não lhes deram grande atenção e importância , pois sabiam do risco de se tornarem apenas objeto de teoria, especulação e discussões estéreis. Ao invés disso, enfatizaram importância da evolução interior através da meditação e do autoconhecimento, fazendo com que o homem pudesse perceber as verdades ocultas por si mesmo de forma direta, natural e no tempo certo.

      Muito grato pela oportunidade de comentar esses assuntos!

      Namastê!

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