sábado, 12 de novembro de 2011

PRESO NA ILUSÃO DE SI MESMO ! Caught in the prison of himself!

Alsibar: preso na ilusão de si mesmo

Quais os perigos da autoilusão e do autoengano? Qual é a dinâmica da autoilusão? Será que apenas os autoproclamados gurus correm o risco de ficarem presos em suas autoimagens e ilusões? Como podemos evitar esse problema? Qual a importância da meditação, reflexão e autorreflexão? Vamos refletir sobre isso?
Alguns assuntos dos meus posts surgem de repente. Não sei como. Não sei de onde. “Out of the Blue”. Vem do nada, como se diz em Inglês. Este que hora vos apresento surgiu assim. Achei um título forte e verdadeiro. Embora, até este exato momento, eu  ainda não tenha a mínima noção sobre o que vou escrever. Conheço do assunto, mas ele é muito vasto e amplo.  Pode versar sobre vários tipos de Ilusão: a ilusão do EGO, da autoimagem, da ignorância, dos desejos, do materialismo, das crenças etc. Enfim,  o título acima pode versar sobre várias coisas. E você pode estar se perguntando  por que estou escrevendo desta maneira. Explico-me: se vou falar sobre reflexão, devo começar refletindo  sobre o próprio ato de escrever (metalinguagem).
A Ilusão detesta reflexão. Ela sabe que a reflexão liberta. Não é à toa que em todos os casos de lavagem cerebral, a primeira coisa que se destrói é a capacidade reflexiva da vítima. São como água e óleo. Sombra e luz- simplesmente não podem coexistir pois ambos se anulam. A ilusão se instala quando morre nossa capacidade de refletir sobre nós mesmos e o mundo. Todos os verdadeiros iluminados sempre enfatizaram a importância da reflexão. Desde os filósofos clássicos, passando por Jesus e Buda até chegar aos grandes iluminares contemporâneos, aprendemos que sem reflexão corremos um sério risco de nos desviarmos do caminho -ficando presos na própria Ilusão. Não é raro isto acontecer. Pelo contrário, é muito comum e corriqueiro. É um  dos maiores  riscos na  jornada do autoconhecimento. Este, por natureza, é longo  e cheio de armadilhas. Por isso, iremos tratar deste assunto, com o máximo de reflexão e cuidado. Você é o nosso convidado nesta viagem  fascinante. e arriscada. Seja muito bem vindo !
Por que será que é tão fácil iludir-se? Um simples deslize, uma simples distração e, de repente, estamos lá, presos em mais uma Ilusão. Terá sido por isso que o grande mestre Jesus insistia tanto no “orai e vigiai”? Sim, provavelmente. Ele sabia o quanto é fácil ao homem “cair em tentação”. Há vários tipos de ilusão. Elas tem a ver principalmente com nossas crenças mais íntimas. Por exemplo: acreditar que somos somente matéria . Acreditar que o dinheiro compra felicidade. Acreditar que somos um EGO permanente e eterno. Acreditar que  as técnicas de Meditação libertam o homem.  Acreditar que os gurus poderão dar-lhe a iluminação, paz ou felicidade. Acreditar ou não acreditar em algo por pura conveniência. Acreditar nas religiões e nos movimentos religiosos como caminhos para Deus. Acreditar que a Felicidade está no possuir coisas e pessoas. Ser dominado pelo medo, desejos e pensamentos reativos e condicionados. Enfim, o leque de Ilusões é bem variado. O mundo está dominado por Maya ou Ilusão,. Ela está na raiz de todos os nossos problemas, tanto em nível coletivo quanto individual. Mas, uma das ilusões mais destrutivas e sutis é a do autoengano. E como é isso? É o que veremos no próximo parágrafo.
Ora, quem somos nós? Para respondermos a esta pergunta, temos primeiro que nos autoconhecer. Alguma vez você já se olhou sem medo? Já viu seus motivos, medos e tudo aquilo que está na base das suas ações e atitudes? Se realmente  você teve a coragem de se olhar, deves ter visto que a base da maioria de nossas ações é o medo e o desejo. Em outras palavras, somos medo e desejo. É daí que se desdobra quase todas - senão todas - nossas ações,  moldando-nos o ser.  Para constatar este fato, basta que façamos a nós mesmos as seguintes perguntas: por que sou assim, por que ajo desta maneira? Qual é a razão? Exemplo: por que creio nos gurus e os sigo?  Será por que vejo neles o caminho para o Céu, o Nirvana, para a Libertação ? E por que desejo tanto isso? Será  por que quero fugir de mim mesmo? Da minha atual realidade de dor , sofrimento e vazio existencial? Mas, o próprio desejo não é em si uma prisão? O desejo de ter o que não tenho, de ser o que não sou, de alcançar a iluminação etc? E será mesmo que o guru poderá me dar  a tão sonhada Iluminação que me trará paz, felicidade e sabedoria? Ou eu não passarei de um papagaio repetindo o discurso do outro? Mas, qual será a minha Verdade? Não é isso que interessa?
Nesta busca por Iluminação, o que geralmente vemos por aí é muita Ilusão. Os caminhos percorridos são muito parecidos. Geralmente começa-se com a leitura de  livros de sabedoria, ocultismo e filosofia. Depois, visita-se alguns mosteiros, escolas e "gurus". Até a pessoa tornar-se um “mestre iluminado”. Então começa o processo de enganação e exploração. Considerar-se "iluminado" é uma das maiores e mais perigosas formas de  ilusão. Existe algo que o EGO mais goste e valorize? Ele deixa de ser um reles “ João-Ninguém” e de, uma hora pra outra, vira  alguém muito importante. Um ser acima da massa ignara e dos pobres mortais. Na maioria das vezes, isso se torna um grande negócio. Em geral, funda-se uma organização em torno do "mestre".  Ele passa a ser  centro de tudo, de tal forma que a Libertação passa pra segundo, terceiro... último plano. Pois o que interessa desde então é a divulgação e expansão da organização que divulga o nome e a imagem do "mestre" pelo mundo. Daí começa a propaganda, o marketing, a mentira e tudo passa a ser lícito desde que seja em prol da "obra".
Mas a ilusão dos “autoproclamado iluminados” é algo que ainda precisar ser estudado com mais cautela. Poderia haver estudos  específicos sobre as características deste fenômeno psiquíco.  O problema é que muita gente  que embarca nessa barca furada nunca admitirá ser ‘estudado” ou analisado. Pelo contrário, são considerados os seres psicologicamente mais  sãos do planeta – pelos discípulos e por ele próprio- obviamente. Em geral, a organização lhes dá  apoio, sustentáculo e a blindagem necessária para continuarem se sentindo seres “especiais”. Inicia-se, assim, uma deplorável tradição de “cegos guiando outros cegos”. E o absurdo  disso tudo, é que , mesmo quando fundador morre, os seguidores continuam seu trabalho. E a cegueira se generaliza. Antes, pelo menos, o líder, que geralmente tem um pouco de inteligência, estava ali. Era uma coisa viva. E quando ele “se vai” passam a cultuá-lo como um deus. Passam a venerar lembranças mortas e vazias de alguém que já se foi. Em pouco tempo, o movimento torna-se apenas um centro de adoração e culto à personalidade do fundador. Preciso dar exemplos? Não serei tão tolo a este ponto. Os exemplos estão aí. “Quem tem olhos para ver, que veja”.
Mas, não são só os autoproclamados iluminados que me preocupam. Nós todos corremos o risco de ficarmos presos em nossa própria autoimagem. Se você se considera inteligente, sabido ou superior a qualquer pessoa… Cuidado! Sua autoimagem está começando a dominá-lo. E que triste é a nossa sina quando caimos escravos de nossas imagens. Se você se considera sábio, iluminado, salvo, “cabeça” e isso lhe dá uma sensação de superioridade em relação aos demais… Muito cuidado nessa hora. Faça uma autorreflexão. Uma grande ilusão pode estar se instalando no seu ser. Os clássicos estão cheios de exemplos em que a autoimagem torna-se uma praga, uma maldição. Foi assim com Narciso que tornou-se preso de si mesmo. Encantado  com sua própria beleza. No clássico conto de fada, da Branca de Neve, o grande vilão era a Bruxa malvada e seu espelho bajulador. O espelho é o EGO, sempre lhe dizendo que você é o melhor, e sempre atiçando a inveja, o ciúme e a disputa insana.
Isso não significa que não devemos nos amar ou cuidar de nós mesmos. O que quero dizer é muito simples. E se você tem dificuldade de entender, talvez precise de uma autorreflexão- algo o está impedindo de ver uma verdade muito simples : amar a si mesmo é algo muito diferente de sentir-se superior ou melhor do que os outros. Sentir-se “Iluminado” deveria ser o primeiro “alerta”, o primeiro “alarme” de que algo está errado. Se a pessoa sente-se assim, é porque não é. Iluminação ou sabedoria, surgem quando não há mais a sensação de “Eu sou isso, ou eu sou aquilo”. É somente quando estamos totalmente esvaziados do conteúdo de nós mesmos é que algo de real e essencial pode surgir. Não há luz quando há trevas. Não há Iluminação se o EGO ainda nos prende a uma imagem mental. Não será isso ainda um desejo de querer ser alguém importante? E por que queremos isso? Por que queremos fama, dinheiro e reconhecimento?  E  por que queremos isso? Será por que interiormente me sinto um fracassado e através da imagem do guru me sinto  alguém importante?
Mas, poderiam perguntar, como nos livrarmos desse engodo? Como podemos nos prevenir de  tal perigo? A autorreflexão pode nos ajudar. Mas se não tivermos sinceridade em nossos corações não iremos muito longe, pois evitaremos refletir sobre o que realmente interessa e importa. Reflita sobre suas atitudes. Observe-as. Olhe seus motivos, suas raízes, sua base. Mas olhe com coragem e sinceridade. Será realmente que você é o “rei da cocada preta”? Será mesmo que você se “iluminou’? Mas, como pode ser, se  “iluminação” nada tem a ver com a “idéia de iluminação”? Será que essa sensação de paz e felicidade que você diz sentir, vem da percepção da Verdade, ou do seu desejo de viver e sentir isso? Será mesmo que o êxtase e a bem-aventurança que dizes sentir, provêm do Desconhecido, ou ainda está no campo do conhecido? Será que tudo o que digo sentir, não é apenas um resultado do meu desejo? Será que não estou me iludindo e iludindo aos outros?
Mas… não! Como ficarão meus seguidores e bajuladores? O que direi para aqueles que depositaram em mim sua confiança, seu dinheiro, sua vida? Não. Não posso suportar a ideia de ser publicamente desmascarado, ridicularizado. É humilhação demais para o meu EGO. Ele  não suportaria. Ou seja, tenha cuidado para não chegar até este ponto. Vigie, de modo a extirpar a raiz da Ilusão logo no começo. No comecinho, enquanto ainda estás livre das detestáveis organizações. Pois elas, as organizações, são criaturas que se viram contra o criador. Elas passam a escravizar seus líderes. Uma organização, por natureza, precisa expandir, crescer e, para isso, precisa lucrar. E para lucrar muitos exageram na dose. Poucos, muito poucos tem a ética necessária para diferenciar o que é lícito, do que é ilícito. O que é razoável do que é exagero. Aí começam as velhas enganações e os velhos discursos: “ Estamos trabalhando por uma causa maior: libertar as massas”. “ Estamos a serviço de Deus e por isso vale tudo!” Será mesmo?
E assim, o EGO, Maya, usa de todos os artifícios para justificar para si mesmo e para os outros todo tipo de crueldade, abuso e exploração. Foi assim com as Cruzadas e os Tribunais de Inquisição. Está sendo assim agora, com todas as organizações religiosas que exploram o homem, na sua ânsia de expansão e crescimento.  Estão sempre se escondendo atrás da idéia de que estão  à serviço de uma causa nobre, maior do que eles próprios. Mas na verdade estão a serviço de si mesmo, de sua própria manutenção e expansão. Tudo o que querem é crescer  cada vez mais. Querem o poder e o dinheiro. Nada mais. E para isso vale tudo. O fim passa a justificar todos os meios. Por mais cruéis, abusivos, imorais e antiéticos que sejam. A corrupção se instala no  mundo,  porque ela está primeiramente dentro de nós. Porque nos consideramos muito puros, acima do bem e do mal. Mais uma vez a autoimagem nos destruindo. Mais uma vez cegamos nossos próprios olhos para não vermos o que nos salta aos olhos. E enquanto tivermos veneração por nós mesmos, enquanto não compreendermos que não somos nada e que nada, ABSOLUTAMENTE nada nos pertence, o EGO irá nos ludibriar, enganar e destruir. Mas o EGO se apossa desse discurso, fica preso a esta idéia e por isso nunca chegará a sentir um estado além de si mesmo. Pois este estado não é uma ideação. Se me sinto como “Deus” é porque ainda não me tornei.  Quando realmente ultrapasso os limites da Ilusão e do EGO, não me sinto mais coisa nenhuma. Uma consciência livre é uma consciência que não afirma nada, que não diz nada, que não se apega a nada. Nem mesmo e, principalmente, a ideia de  ser algo, ou alguém.
Tome um chá de autorreflexão diariamente. Ou, se possível, constantemente. Mas seja realmente sincero e sério em suas intenções. Do contrário, nada valerá ser autorreflexivo, pois suas reflexões serão limitadas. Mas quando realmente queremos crescer. Quando realmente queremos nos libertar das ilusões, então a autorreflexão se torna imprescindível. Olhar sempre para si, para seus pensamentos, intenções e sentimentos, ajuda no autoconhecimento. Se quando, em Meditação, te sentires importante, ou tiveres a sensação de que estás “evoluindo” ou se “iluminando”, reflita sobre isso com sinceridade. Veja isso e extirpe essa ideia ainda em sua gênese. Será mais fácil no começo do que no futuro -quando estiveres comprometido com seguidores, discípulos e organizações. Por isso, não deixe que ninguém o bajule, o idolatre ou o adore. Não permita que ninguém o chame de mestre. Isso é um grande risco e a maior de todas as tentações. Muitos caíram por sentirem-se “mestres”. Quem é mestre não se sente como tal. A coisa vai se enraizando aos poucos: primeiramente sábio, depois mestre...iluminado, até sentir-se o próprio Cristo. Este é o círculo da ilusão. Depois de enraizada, ela se espalha como um câncer espiritual. Daí por diante, o sofrimento e o caos se instalarão em sua vida como uma terrível maldição- uma herança maldita.
Fuja de qualquer tentativa de o endeusarem. Abomine as adorações e o culto. Isso é coisa da Índia. É algo de suas tradições e por isso, existem tantos falsos gurus lá. Todo mundo quer ser guru. Dá status. É o caminho mais fácil de se “dar bem na vida”. Não  estou dizendo, com isso, que não existam os verdadeiros mestres e iluminados. Claro que existem. Mas eles não fazem propaganda de si mesmos. Não andam com uma placa dizendo: “ sou iluminado! Sigam-me”! Veja o caso de Babaji. Raramente aparece. E, quando aparece,  se apresenta como um ser humano comum. Sri. Yuktéswar  o viu, em um festival religioso, mas não o reconheceu. Não havia sinais externos que indicasse  que  ali estava um Avatar. Somente depois de um tempo, Babaji se revelou.  E, assim, Sri Yuktéswar pôde perceber quem era aquela figura enigmática que lavava os pés de um monge. Veja o caso de Lahiri Mahasaya. Um simples contador. Um pai de família que ganhava sua vida honestamente, e nunca às custas dos discípulos. Durante boa parte de sua vida, ninguém desconfiou da grandeza espiritual de Lahíri Mahasaya-nem mesmo ele- de tão humilde que era. Só quando ele encontrou seu mestre Babaji em uma caverna secreta dos Himalaias, foi que ele percebeu quem ele era. Foi aí que ele lembrou-se que era um Iogue e que sua missão na Terra seria contribuir para o despertar da humanidade. Mas mesmo após essa revelação, continuou trabalhando na companhia de Trem. Nunca deixou de trabalhar, até aposentar-se. E a mesma atitude ele ensinava a seus discípulos.  Entre eles, Sri. Yuktéswar o mestre de Paramahansa Yogananda. Sri. Yuktéswar era um Jnanavatar, mas quase ninguém sabia. Era uma pessoa muito discreta, não bajulava ninguém  e nem gostava de bajulações. Seu sustento provinha das propriedades e negócios deixados por seus ancestrais. Yogananda dizia que seu mestre nunca "pavoneava-se" de sua sabedoria ou  poderes. Pelo contrário, ocultava-os e evitava manifestá-los publicamente. A Bíblia diz que nem mesmo os irmãos de Jesus criam nele. Krishnamurti destruiu a Ordem que foi criada para endeusá-lo. Depois disso, passou a viver dos livros e da ajuda das Fundações que pagavam suas despesas. Que não eram muitas. Costumava dizer que nada possuía e nada precisava. Apenas coisas básicas como casa, roupas e comida. Enfim, percebemos que os verdadeiros iluminados, não tinham EGO. Não tinham autoimagem. Não tinham a ilusão de ser isso ou aquilo. Eles viviam em um estado de liberdade de si mesmo, que é difícil para nossa mente conceber.  


     Que possamos aprender com os verdadeiros sábios e iluminados, o valor da autorreflexão  e que suas vidas nos inspire  a vivermos honestamente do nosso trabalho, sem explorar ou enganar a ninguém- inclusive a nós mesmos.  Como disse sabiamente o grande Lao Tsé:
“Quem está baseado no Tao, oferece aos outros da sua plenitude. Por isto, age o sábio: sem nada pretender para si, sem se apegar à sua obra. Sem nada QUERER SER, sem nada querer ter”. ( Tao te Ching)
Que a MEDITAÇÃO  a REFLEXÃO  e a AUTORREFLEXÃO sejam nossos antídotos contra toda a forma de engodo, Autoenganação e Ilusão!
Muito obrigado por sua atenção e até a próxima!
Alsibar ( inspirado)
msn: alsibar1@hotmail.com

(Repostagem autorizada desde que mantidos os créditos)


20 comentários:

  1. Fantásticamente maravilho! Um recado dos deuses vindo através de um simples ser humano sem segundas intenções! Valeu irmão! Um chute nas canelas!

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  2. Só Deus sabe que efeito isto terá.

    Obrigado.

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  3. Alsibar amigo!

    Este seu escrito vem de encontro à minha leitura atual (O Sermão da Montanha, Huberto Rohden). Há uma citação, nas primeiras páginas do livro, de uma frase de MAHATMA GANDHI, que diz o seguinte:
    "Se se perdessem todos os livros sacros da humanidade, e só se salvasse O SERMÃO DA MONTANHA, nada estaria perdido."

    Confraternos abraços e grato pelo texto.

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  4. a tá! hulmildade em gurus? não sobra um!

    kirshnamurti não cobrava nada, mas pagavam tudo prá ele, como muitos...... vc sabia que ele como um sujeito que não se aproveitava de seus adéptos fazia seus ternos no melhor e mais cara alfaiate de Londres? Com que dinheiro, pergunto eu se ele não trabalhava? Seriam heranças?

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  5. "Secretário, o que é esse valor que estou cobrando diante daquilo que ela aqui vai receber nesse encontro?"...

    Faz sentido.

    jv

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  6. ô Anônimo... Primeiro, Krishnamurti não era guru. Segundo, sabia que existiam, e ainda existem as Fundações Krishnamurti que é composta de escolas e detêm os direitos autorais da publicação dos livros de k. ? Além disso, qual o problema em se vestir bem? A iluminação nada tem a ver com vestir roupas boas ou ruins, vestir-se bem ou andar nu... Desperte amigo! E esqueça os outros! (Alsibar)

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  7. Além disso, qual o problema em se vestir bem?

    nenhum desde que não seja com a grana dos fiéis.

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  8. de onde vinha o dinheiro para os ternos e restaurantes luxuosos? é bom pesquisar....ou vc acredita que foi herança?

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  9. Anônimo: você é que precisa amigo, eu já pesquisei muito e continuo pesquisando. Pelo jeito vc que não pesquisou pois Krishnamurti nunca teve "fiéis". E eu já lhe disse de onde vinha o dinheiro que cuidava das despesas de K, se você não leu ou não entendeu... paciência! Fraterabraços!

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  10. Ok, obrigado pelo Frateabraços! Igualmente, e desculpe qualquer coisa.

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  11. Li mais três
    cobiçamos poderes, iluminação...
    os detalhes da cobiça são infinitos

    no momentoé isso, não vou cometer o erro de ler como quem lê um jornal, precisamos compreender a fundo o que está sendo dito

    vou refletir frase por frase até a compreensão criadora

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  12. Muito bem Rita! Obrigado pelo comentário!

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  13. Seus textos são claros e simples de compreender! Obrigada por torná-los públicos e compartilhá-los. Parabéns pelo lindo trabalho!

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  14. Olá Alsibar: Há também um perigo muito maior: ficar desfocado, através do combate àqueles que se dizem mestres, do verdadeiro combate cuja vitória está em se tornar mestre de si mesmo.

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  15. Olá Nelson Jonas, há muitos perigos neste particular. Você citou outro. Não sei se dá pra saber o que é menor ou maior mas cada um deve olhar dentro de si e descobrir suas próprias armadilhas e perigos internos! Fraterabraços!(Alsibar)

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  16. Relações. Somos a essência do VERBO "relacionar", o que move este verbo. Relacionamo-nos com outras relações. A árvore que observo agora pela janela é uma relação de certo "todo" com meus sentidos. O teu artigo que li agora (e reflito) é uma relação tua com a inspiração. O sossego relativo que sinto agora provém de uma relação entre meus pensamentos que fogem, se destroem. O "matar meu futuro", trata-se de uma relação entre meus pensamentos condicionados do que seria futuro (desejo de ser o que não sou) e minha análise profunda daquilo que sou. Esta ideia me trouxe uma sensação de vazio e de inexistência, e sendo a existência também uma relação (entre minhas percepções e desejos, a priori), caímos no próprio "ego" : Algo (uma relação?) o forja aqui, com meu toque. Relações não são seres, objetos, inexistem para este mundo de aparentes sujeitos. O ego, portanto, situa-se dentro do campo das relações. Não existe enquanto entidade, apenas exala de relações temporárias. A compreensão das relações não destrói o ego, mostra-nos apenas que ele nunca existiu.Nós o "existimos" e "existir algo" é ilusão.

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  17. Voltarei aqui para ler com calma, pela importância que tem esse texto. Pouco tempo tenho para estar navegando pela internet pois trabalho muito... Sinto que uso meu blog muitas vezes como válvula de escape embora a reflexão faça parte de mim...Voltarei...

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  18. Volte sempre "Amor em Grãos", seja sempre bem-vinda!
    Namastê!

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  19. Sem palavras !!!
    Nunca li nada assim !!!
    A INSPIRAÇÃO que que veio até Ti é de uma simplicidade .... pois , as palavras são simples de fácil entendimento e diretas .
    Muito grata , pois irei usar a reflexão , autoreflexão e meditação .
    Abraço no coração .

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